Alopecia feminina: sinais, tipos, como tratar e prevenir

Especialista da área:
atualizado em 17/05/2022

A alopecia feminina é um problema de causas múltiplas, que vão desde predisposição genética até diversos problemas de saúde. A alopecia feminina, ou de padrão feminino, é descrita sob diferentes termos médicos, dada a sua variedade, porém a mais comum é a alopécia androgenética.

A alopecia androgenética feminina é um distúrbio dermatológico, que possui influências genéticas e hormonais, e está entre as principais causas de calvície na mulher.  

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Ainda não está muito claro para os especialistas os mecanismos que desencadeiam o problema, que atinge cerca de 12% das mulheres até os 30 anos e 40%, em idades mais avançadas, acima dos 50 anos.  

O que se sabe é que a testosterona, hormônio masculino, participa do processo progressivo de diminuição da espessura dos fios (afinamento), quebra e queda capilar.

Se o hormônio masculino atrapalha, os femininos, progesterona e estrogênio, parecem ajudar a retardar a evolução da alopecia, pois o problema costuma amenizar com o uso de anticoncepcionais e durante a gestação, quando esses hormônios estão presentes em níveis elevados. O contrário é verdadeiro, a alopecia tende a evoluir mais rápido com a menopausa, período de baixa hormonal.

Veja mais detalhes sobre a alopecia feminina, os principais tipos, como tratar e prevenir. 

Sinais da alopecia feminina

Queda de cabelo
A queda de cabelo constante pode ser um sinal da alopecia

Como a calvície é um problema que atinge mais os homens, pode ser difícil para a mulher identificar a alopecia feminina, por ser uma condição pouco conhecida e pouco abordada.

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Outro fator que dificulta a sua identificação é que a evolução da alopecia é mais lenta nas mulheres e, também, mais difusa. Geralmente, a mulher percebe o menor volume capilar ao prender os cabelos.  

Porém, não fique muito preocupada com a queda de cabelo diária, já que é normal perdermos de 60 a 100 fios, principalmente no inverno e no outono. 

Mas, então, como saber quando o nível de queda capilar está além do normal? Veja alguns sinais: 

  • Mudanças nas características dos fios: algumas mulheres percebem que o fio ficou mais fino ou com o formato diferente. Por exemplo, se ele era cacheado, passa a ter o formato menos definido, se era liso, fica mais crespo. 
  • Diminuição do volume dos cabelos: esse problema é notado ao se fazer um rabo de cavalo ou outro penteado, que deixam o volume capilar reduzido mais perceptível. Algumas mulheres podem perceber essa diminuição ao olhar fotos antigas, quando os cabelos eram mais volumosos.
  • Perda de fios em várias regiões da cabeça mas, preferencialmente, no topo
  • Aumento da largura da risca que reparte o cabelo, quando dividido ao meio. 
  • Exposição do couro cabeludo.
  • Presença de entradas ou cabelos mais ralos nas laterais da cabeça, que ficam perceptíveis ao prender os cabelos para trás.
  • Associação com ciclos menstruais irregulares, acne, ganho de peso e aumento de pelos no corpo. 

Pode não ser muito fácil identificar se a queda do seu cabelo se trata de alopecia feminina, mesmo com a descrição desses sinais. 

A forma mais segura de descobrir se você tem alopecia é fazendo uma avaliação com um dermatologista ou tricologista, especialista dedicado aos cuidados dos cabelos e do couro cabeludo. 

Tipos de alopecia feminina

Alopecia feminina
Existem alguns tipos de alopecia feminina que ocorrem por causas diferentes

Além da alopecia androgenética feminina, há outros tipos de alopecia que podem acometer as mulheres:

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Alopecia areata 

Ocorre uma resposta inflamatória no organismo, que atinge e inativa os folículos capilares de uma ou mais regiões do couro cabeludo, provocando a queda de cabelo. 

Essa resposta inflamatória pode estar relacionada ao estresse, traumas físicos e quadros infecciosos ou alérgicos. 

Alopecia difusa

Neste tipo de alopecia, a taxa de queda de cabelo é acelerada, de 400 a 500 fios diariamente, resultando em uma redução no volume capilar

Isso acontece porque, apesar dos folículos capilares produzirem os fios, eles passam da fase de crescimento direto para a queda. Sendo assim, a mulher não fica totalmente calva, pois os fios continuam nascendo, mas nem todos crescem e permanecem no couro cabeludo. 

Alopecia frontal fibrosante

Esse tipo de alopecia se assemelha à androgenética, pois também sofre influência de fatores genéticos e hormonais, sendo mais comum em mulheres após a menopausa.

Ocorre a inativação dos folículos capilares da região frontal da cabeça, resultando na regressão contínua da linha do couro cabeludo na região da testa.  

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Alopecia senil

A alopecia senil acontece por causa do envelhecimento natural, que pode ser potencializado por fatores hormonais. 

Ela tende a afetar mulheres acima de 50 anos, que começam a perceber seus fios cada vez mais finos, resultando em menor volume dos cabelos. 

Tratamentos da alopecia feminina

Não há um tratamento que cure definitivamente a alopecia feminina, mas existem boas abordagens terapêuticas com medicações e com procedimentos dermatológicos capazes de retardar a queda dos fios. 

O tratamento dessa condição pode abranger mais do que os cabelos e o couro cabeludo. Alguns casos estão associados a doenças que exigem um controle, como a diabetes e o hipotireoidismo. 

Além disso, o acompanhamento psicológico é essencial, pois a alopecia feminina tem um grande impacto na autoestima da mulher, que tende a sofrer muito com a queda dos cabelos e com os olhares das outras pessoas e de si mesma. 

Os tratamentos mais comuns incluem:

Medicação tópica

Quando a alopecia feminina é diagnosticada nos estágios iniciais, o tratamento é feito com shampoos e loções especiais, desenvolvidos para estimular o crescimento e o fortalecimento dos fios e prevenir a queda. 

Suplementação vitamínica

Se o médico ou médica identificar que a alopecia tem relação com carências vitamínicas, pode ser feita a suplementação com vitamina B12, biotina e ferro.

Intradermoterapia

É um tratamento mais invasivo e doloroso, recomendado para as fases mais avançadas da doença. 

A intradermoterapia é feita com a passagem de um rolo de microagulhas no couro cabeludo, para injetar substâncias proteicas que previnem a queda dos fios. As sessões são feitas a cada seis meses. 

Eletroestimulação

É feita uma estimulação com correntes elétricas de baixa voltagem (leves choquinhos), para a multiplicação das células dos folículos pilosos. Como resultado há uma diminuição da queda e estimulação do crescimento de novos fios.  

Laser

O tratamento com laser tem um efeito similar ao da eletroestimulação, mas além de prevenir a queda e estimular o crescimento de novos fios, o laser promove a dilatação do bulbo capilar, deixando-o mais nutrido e fortalecido.

Transplante capilar

Este tratamento é indicado para fases muito avançadas da alopecia, quando já há perda significativa e bem visível dos fios. Nesse caso, se faz um implante fio a fio. 

A quantidade de sessões depende da extensão do couro cabeludo afetado e os resultados ficam mais perceptíveis após 6 meses do tratamento.

Prevenção da alopecia feminina

Lavando cabelo
Ficar muito tempo sem lavar os cabelos pode ser prejudicial e agravar o problema

Se você percebeu que está com muita queda de fios, você pode prevenir o agravamento do problema com alguns cuidados simples na sua rotina com os cabelos:

  • Lavar os cabelos com frequência: lave os cabelos com frequência, usando produtos específicos para o seu tipo de cabelo, de modo a deixar o couro cabeludo sempre limpo, livre de sujeiras, oleosidade e descamação. Lembre-se de fazer hidratações periódicas. 
  • Cuidado com altas temperaturas: evite lavar os cabelos com água muito quente, prefira a temperatura morna ou fria. Quando for secar ou modelar os cabelos com secador e prancha, utilize um protetor térmico nos fios. Escove os cabelos com cuidado, de preferência com escovas de cerdas naturais. 
  • Trate a caspa: a caspa provoca inflamação e descamação no couro cabeludo, que são fatores que podem facilitar a queda dos fios. Por isso, não deixe esse problema de lado, mas trate-o com produtos específicos para a caspa.  
  • Cuidado com os produtos químicos: opte, sempre que possível, em manter os cabelos naturais. Mas se desejar fazer algum procedimento químico, procure por profissionais capacitados, não tente fazer sozinha.
Fontes e referências adicionais

Você tem bastante queda de cabelo? Quais são os cuidados que você tem com o cabelo, para prevenir a queda dos fios? Comente abaixo!

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