A Dieta do DNA – Como Funciona, Cardápio e Dicas

Especialista:
atualizado em 17/04/2020

Que nossos corpos se comportam de forma singular, isso todos nós sabemos, mas que podemos nos adequar a um plano alimentar voltado para as características de nossos genes pode ser uma novidade para a maioria de nós. Você já pode ter ouvido falar na dieta do tipo sanguíneo, mas agora nós podemos contar com uma nova descoberta, onde se estuda como genes podem se comportar de uma forma benéfica de acordo com os nutrientes consumidos.

A dieta do DNA surgiu através de uma ciência que é associada ao projeto Genoma. Esse projeto estuda a relação entre nutrição e perfil genético de cada um. A partir de agora você entenderá um pouco mais sobre a metodologia nutrigenética e assim poderá compreender quais são os conceitos da dieta do DNA.

O que é a dieta do DNA

Os estudos tentam explicar os efeitos que alguns nutrientes podem oferecer sobre as pessoas. Conhecer os alimentos que podem contribuir para uma vida saudável, longa e vital pode elevar a qualidade de vida e nos ajudar a alcançar uma ótima nutrição, assim satisfazendo as necessidades individuais de cada um de nós.

As variantes genéticas podem causar diferenças no caráter ou na quantidade de proteínas codificadas por um determinado gene, e é através desse ponto de vista que foram realizados os exames e então criada a dieta do DNA. As recomendações dessa dieta visam impactar significativamente as vias metabólicas, o que significa que influenciarão na absorção e metabolismo dos nutrientes, nos mecanismos de desintoxicação, no funcionamento e comportamento dos músculos e ainda poderão reduzir a probabilidade de ocorrência de doenças cardiovasculares e diabetes tipo II.

Conhecendo as peculiaridades genéticas, podemos transformá-las e utilizá-las a nosso favor através de uma dieta saudável e um estilo de vida que possa impedir o desenvolvimento de algumas doenças.

Como funciona 

A dieta do DNA não é apenas uma dieta de tipo sanguíneo. A análise genética requer apenas uma amostra de sua saliva, para que assim seja realizado o teste de identificação e reconhecimento de DNA.

A análise genética pode ser impressa em inúmeras paginas. Um sistema que é conhecido como Nordiska põe você em uma das 36 possíveis combinações de dietas e exercícios com base nas variações dos 8 genes e seus comportamentos isolados nos testes. A analise é feita desde o funcionamento metabólico até a função muscular.

Abaixo você poderá conhecer 3 exemplos de dietas baseadas em DNA – Baixo teor de gordura, carboidratos e equilibradas, as quais são utilizadas como parâmetros para determinar o que pode ser melhor para a sua composição genética.

Cardápio

Antes de conhecer o cardápio a ser seguido, as pessoas devem responder a uma série de perguntas e se submeterem à analise de material. Esse processo serve para analisar as características genéticas do indivíduo, para que assim possa ser recomendada a dieta mais adequada, que pode ser escolhida entre 3 tipos que são utilizados como referência: dieta de baixo teor de gordura, de baixo consumo de carboidratos e dieta equilibrada.

Essas dietas recomendam quantidades necessárias que podem contribuir para seu corpo se manter em equilíbrio e superando as complicações genéticas. Não podemos afirmar que há cardápios pré-definidos para cada perfil genético, são apenas recomendações a serem seguidas na construção de um cardápio que será recomendado por um profissional da saúde, o qual estará apto a avaliar de forma segura o comportamento de seus genes.

Dieta de baixo teor de gordura 

É recomendada para beneficiar pessoas que convivem com as seguintes condições:

  • Casos de doenças cardíacas na família;
  • Baixos níveis de energia;
  • Níveis elevados de colesterol LDL.

Uma dieta de baixo consumo de gorduras pode proporcionar perda de peso e protegê-lo de doenças que você está predisposto a obter. Evite alimentos gordurosos, açúcares refinados e carboidratos; eles podem fazer você se sentir letárgico. Para se sentir mais motivado, coma carboidratos de baixo teor de gordura, incluindo grãos integrais, como quinoa, ou leguminosas, como feijão preto. Escolha gorduras monoinsaturadas, como azeite de oliva e abacate, para melhorar o colesterol HDL.

É recomendado não consumir mais que 77 gramas de gordura por dia.

  • 70% de carboidratos;
  • 15% de proteínas;
  • 15% de gordura.

Dieta de baixo consumo de carboidratos 

Pode ser a melhor dieta do DNA se você tem:

  • Muito peso na cintura;
  • Pressão alta;
  • Triglicerídeos elevados;

Se sua cintura é maior do que 35 polegadas, você está em risco e exposto a adquirir uma doença cardíaca, doença da vesícula biliar e diabetes. Você pode ser resistente à insulina, o que significa que você tem dificuldade de processamento de açúcar. Ao perder 10% do seu peso corporal, você também pode reduzir a pressão arterial. Escolha proteínas magras saudáveis e limite a quantidade de carboidratos, alimentos brancos, especialmente refinados, como batata e pão com amido.

Consumir entre 20 e 60 gramas de carboidratos por dia.

  • 30% de carboidratos;
  • 40% de gordura;
  • 30% de proteínas.

Dieta equilibrada 

Pode ser o melhor para o seu DNA se você tem:

  • História familiar de diabetes ou doença cardíaca;
  • Etnia Mediterrânea;
  • Indigestão frequente ou constipação.

O poder da dieta está direcionado à importância da nutrigenética, dessa forma, se você não possui intolerâncias e seu estado de saúde pode ser considerado bom, essa opção de dieta do DNA é recomendada para você manter o funcionamento de seu organismo sob controle.

Essa dieta também pode colaborar para que você obtenha bem estar e se sinta mais disposto para a realização das tarefas. A dieta equilibrada pode ser uma aliada para você manter o consumo regular de alimentos saudáveis e controlar os nutrientes consumidos.

  • 50% de carboidratos;
  • 30% de gordura;
  • 20% de proteínas.

Dicas

Assim como as recomendações das demais dietas, o acompanhamento e avaliação de um médico são fundamentais para a obtenção de resultados positivos através da dieta do DNA.

Os exercícios físicos são fundamentais para fugir das consequências do sedentarismo e manter uma vida ativa. Você ainda poderá obter uma melhor qualidade de vida com maior resistência física.

Todas as dietas devem ser adotadas junto ao consumo regular de pelo menos 8 copos de água por dia. A bebida pode manter seu corpo hidratado e ainda favorece a eliminação de toxinas.

Pense sempre em consumir alimentos saudáveis, fuja das tentações e reflita sobre os possíveis efeitos negativos que elas poderão oferecer à sua saúde no futuro.

O acompanhamento de um médico é fundamental, pois apenas ele poderá reconhecer se a dieta do DNA escolhida está de acordo com as suas características ou não. É imprescindível você se conscientizar de que não deve adotar uma dieta que foi indicada para outra pessoa, pois o corpo de cada um de nós possui um perfil genético único.

Reconheça, os alimentos gordurosos e calóricos não se enquadram em nenhum dos tipos de referências para dietas, por isso, evite-os e assim poderá garantir que seu organismo se comporte de forma satisfatória.

Você acredita que a dieta do DNA seria uma boa opção para você? Em qual das três acima você se encaixaria? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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