Espondilose cervical: o que é, sintomas e como tratar

Especialista da área:
atualizado em 26/10/2021

Há vários fatores que podem causar dor no pescoço. Dormir de mal jeito, fazer movimentos repetitivos, ter uma má postura, e sofrer lesões por exercícios físicos mal executados ou por traumas em acidentes.

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O envelhecimento também é uma causa muito comum de dor no pescoço, assim como a pele e os cabelos, os ossos, cartilagens e articulações também envelhecem.

A espondilose cervical é uma degeneração das vértebras e dos discos na região do pescoço, podendo causar a compressão de nervos, responsável pela sensação de dor, dormência e formigamento.

Esse problema afeta, principalmente, pessoas acima de 40 anos e idosos.

Por isso, é importante tomar bastante cuidado com os idosos, evitando que eles caiam e se machuquem. As estruturas da coluna do idoso são mais frágeis e não absorvem tão bem os impactos, mesmo de caminhadas leves.

Entenda mais sobre as características, os sintomas e os tratamentos da espondilose cervical.

Espondilose cervical – o que é?

médico mexendo em um modelo de coluna cervical

A espondilose é mais conhecida como artrose da coluna. A coluna é formada por uma série de ossos, que são as vértebras. Toda a extensão da coluna pode ser atingida pela espondilose, mas a espondilose cervical afeta, especificamente, as vértebras da região do pescoço.

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Nós conseguimos movimentar o pescoço, porque entre cada par de vértebra existe um disco e articulações formadas por cartilagem, que impedem o choque entre os ossos e permitem o deslizamento das vértebras.

Quando os discos são jovens, eles são bem hidratados e elásticos. Conforme vão envelhecendo, os discos vão perdendo água, ficando endurecidos, menores e desgastados.

O corpo, na tentativa de compensar esse desgaste e fortalecer a coluna, desenvolve esporões ósseos, popularmente conhecidos como bicos de papagaio. Eles inflamam a região, causando dor e dificuldade na realização de alguns movimentos, pois os nervos ficam pressionados.

Não somente o envelhecimento pode causar a espondilose cervical, mas algumas profissões, a execução errada de exercícios físicos que sobrecarregam a coluna, e má postura, também estão associadas ao problema.

Profissionais que ficam olhando muito tempo para cima (pintor), para baixo (encanador), ou que trabalham com computadores em mesas muito baixas ou muito altas têm maior risco de desenvolverem espondilose cervical. Outro exemplo de risco, são profissionais que sofrem muita vibração e impacto no pescoço, como os motoristas de ônibus e caminhões.

Há outros fatores de risco para o desenvolvimento de espondilose cervical:

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  • Genética: herança familiar de dor no pescoço e espondilose;
  • Cigarro: o hábito de fumar tem forte associação com a espondilose cervical;
  • Depressão ou ansiedade;
  • Obesidade e sedentarismo.

Sintomas

mulher com dor no pescoço

Os sintomas variam em intensidade, de leve até incapacitante, o que significa que uma pessoa com espondilose cervical pode sentir apenas dor e tensão no pescoço, ou pode ter compressão dos nervos, e isso acaba prejudicando algumas funções e movimentos. 

Também há casos assintomáticos, em que a pessoa não sente dor.

Os sintomas leves também estão associados com determinadas atividades e movimentos. A dor pode surgir após atividades em que a pessoa fica com o pescoço em uma mesma posição durante muito tempo, quando dirige o carro ou lê um livro, por exemplo.

  • Dor: pode ser localizada somente no pescoço ou irradiar para a cabeça; pode piorar ao espirrar, tossir e mexer o pescoço para trás;
  • Tensão e rigidez no pescoço;
  • Fraqueza nos braços;
  • Limitação dos movimentos do pescoço;
  • Espasmos musculares no pescoço e nos ombros;
  • Radiculopatia: compressão da raiz de um nervo, causando uma dor que irradia do pescoço para a escápula e para um dos braços, deixando o braço com sensação de dormência e formigamento;
  • Mielopatia: compressão da medula espinhal, que causa a perda gradual dos movimentos dos membros. Ocorrem dificuldade para caminhar, sensação de rigidez dos músculos das pernas, perda dos movimentos dos braços e das pernas e incontinência urinária.

No exame clínico, o médico avalia:

  • Força nos braços, mãos e dedos;
  • Reflexos das pernas;
  • Capacidade de sentir o toque;
  • Flexibilidade no pescoço e nos braços;
  • Marcha: a forma como a pessoa caminha.

O relato dos sintomas no exame clínico e os exames de ressonância magnética auxiliam o diagnóstico da espondilose cervical. Nos exames, é possível ver o grau de compressão da medula, o que ajuda na indicação do tratamento mais adequado.

Tratamento

mulher fazendo fisioterapia no pescoço

O tratamento é diferente para cada intensidade de espondilose cervical.

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Quando não há comprometimento dos nervos:

  • Fisioterapia: para fortalecer os músculos do pescoço, melhorando a capacidade de execução dos movimentos; também é indicada para correção de postura, o que ajuda na diminuição dos sintomas;
  • Uso de medicamentos por via oral para diminuir a dor, inflamação e rigidez no pescoço;
  • Injeção de medicamentos diretamente no local da dor;
  • Colar cervical: ajuda a limitar a movimentação do pescoço, deixando os músculos da região descansarem. O uso deve ser limitado a um curto período de tempo, para não enfraquecer os músculos do pescoço;
  • Compressas quentes, frias e massagens, para alívio das dores.

Quando há radiculopatia, o tratamento também é feito com anti-inflamatórios, analgésicos e sessões de fisioterapia. Em casos mais graves, em que há mielopatia, o tratamento é cirúrgico, com a descompressão da medula espinhal.

Fontes e referências adicionais

Você tem ou conhece alguém que tenha espondilose cervical? Tem sintomas? Quais atividades causam mais dor? Comente abaixo!

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Sobre Dr. João Hollanda

Dr. João Hollanda é Médico Ortopedista - CRM-SP 113136. Formou-se pela Santa Casa de São Paulo, com especialização em cirurgia do joelho. É também médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino desde 2016 e médico voluntário do Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo desde 2010. Tem experiência de trabalho prévio com a Confederação Brasileira de Vela, Cisne Negro Companhia de Dança, Escola de Dança do Teatro Municipal de São Paulo, Equipe de Ginástica Artística de Guarulhos. Já trabalhou como Médico nos Jogos Panamericanos Rio 2007, e foi Médico do Time Brasil para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Trabalhou junto a organização Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão e no Haiti, e junto a organização Expedicionários da Saúde no Haiti. Dr. João Hollanda é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos. Você pode entrar em contato com o Dr. João através de seu site.

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