Discopatia degenerativa: o que é, causas, sintomas e tratamentos

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atualizado em 12/07/2022

Discopatia degenerativa é o desgaste do disco intervertebral, uma estrutura que funciona como uma gelatina entre os ossos da coluna, que tem a função de amortecer impactos e permitir o deslizamento suave dos ossos, para que possamos nos movimentar sem dor e rigidez na coluna.

Então, veja com mais detalhes o que é a discopatia degenerativa, quais são os sintomas e as causas, e como são feitos o diagnóstico e tratamento. 

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Discopatia degenerativa: o que é?

A discopatia degenerativa ou doença degenerativa do disco lombar é um termo usado para se referir ao desgaste do disco intervertebral.

Os discos intervertebrais são estruturas gelatinosas localizadas entre cada par de vértebra que forma a coluna vertebral e servem para amortecer impactos e permitir o deslizamento suave e livre de atrito entre as vértebras, durante os movimentos. 

Esta condição está muito associada ao envelhecimento, pois, com o passar dos anos, os discos vão perdendo líquido e ficando mais finos e achatados. Consequentemente, eles perdem parte da sua capacidade de amortecimento e as vértebras acabam sofrendo atritos, que causam dores na coluna. 

Por causa da desidratação, os discos ficam mais “duros” e, por isso, mais suscetível a fissuras. Com uma ruptura no disco, o seu interior gelatinoso pode extravasar e atingir um nervo, configurando um caso de hérnia de disco

Causas da discopatia degenerativa

Obesidade
Um dos principais fatores de risco para a discopatia é a obesidade

A discopatia degenerativa é uma consequência natural do envelhecimento das estruturas do corpo. Com o passar dos anos, os discos intervertebrais sentem a ação do peso corporal, da má postura, de lesões e traumas, e de movimentos repetitivos que fizemos ao longo da vida.   

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Mas, não é só o envelhecimento que pode causar a discopatia degenerativa, outros fatores também estão associados ao problema:

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Má postura
  • Má execução de exercícios físicos, que levam à sobrecarga da coluna vertebral.
  • Pancadas, quedas e lesões
  • Predisposição congênita, ou seja, algumas pessoas apresentam características anatômicas desde o nascimento, que podem aumentar as chances delas desenvolverem uma discopatia degenerativa. 

Sintomas da discopatia degenerativa

A discopatia degenerativa é uma condição progressiva, isto é, tem seu desenvolvimento ao longo do tempo e, por isso, pode não manifestar sintomas até que o quadro esteja avançado. 

Uma das primeiras queixas entre as pessoas com discopatia degenerativa é a dor na nuca ou na lombar. Em alguns casos, a origem da dor se dá nesses locais, porém irradia para a parte superior do corpo, especialmente para as escápulas e braços e, para a parte inferior, atingindo as pernas e as nádegas. 

A dor nesses locais pode vir acompanhada de outras sensações típicas de compressão de nervo, como formigamento, dormência e perda de sensibilidade. Além disso, a pessoa pode apresentar fraqueza nas mãos, manifestando dificuldade para segurar objetos e fazer força com as mãos. 

Esses sintomas não costumam ser constantes, eles se manifestam por alguns dias ou meses e desaparecem, retornando algum tempo depois. O intervalo com que os episódios sintomáticos ocorrem varia de pessoa para pessoa. 

Geralmente, quando os sintomas estão ativos, eles são mais intensos ao final do dia e podem ser aliviados com mudanças de posição e com uma caminhada. Por outro lado, pioram quando a pessoa se senta, levanta ou faz movimentos de rotação com a coluna. 

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A discopatia pode afetar qualquer altura da coluna vertebral, mas tende a atingir mais a região do pescoço e lombar, pois são os locais que sofrem maior sobrecarga ao longo da vida. 

A evolução do quadro de discopatia degenerativa tende a causar rigidez e fraqueza na coluna, fatores que atrapalham as atividades do dia a dia.  

Diagnóstico da discopatia degenerativa

Raio-X
O raio-X é um dos exames que podem ajudar no diagnóstico da discopatia

O diagnóstico da discopatia degenerativa é feito por um médico ou médica especialista em coluna vertebral. 

Em um primeiro momento, o estado físico da pessoa é avaliado, juntamente com o levantamento de seu histórico médico, para verificar se existem fatores de risco que possam explicar os sinais e sintomas sugestivos de discopatia degenerativa.

A partir disso, exames de imagem, como raio-X, ressonância magnética e tomografia computadorizada, podem ser solicitados para visualizar em detalhes como estão as estruturas da coluna vertebral. 

Com os resultados desses exames e a avaliação clínica é possível estabelecer o diagnóstico de discopatia degenerativa e planejar o melhor tratamento para o caso.

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Tratamentos da discopatia degenerativa 

O objetivo dos tratamentos da discopatia degenerativa é retardar a progressão da degeneração dos discos intervertebrais e aliviar os sintomas.

A degeneração que foi causada no disco intervertebral é irreversível, porém é possível recuperar a função da região que foi afetada com exercícios de alongamento e fortalecimento. 

Esses exercícios e alongamentos são orientados por um ou uma fisioterapeuta, que ensina corretamente a postura e a técnica adequadas para a sua execução. 

Os medicamentos usados para aliviar a dor são analgésicos e anti-inflamatórios. Se não houver melhora com os medicamentos administrados por via oral, pode ser feita a injeção de anti-inflamatório diretamente no local da dor, por um procedimento chamado de infiltração.

exercícios na agua hidroginástica
A hidroginástica é um exercício que pode ajudar no tratamento

Juntamente com o tratamento, você pode melhorar alguns aspectos em sua rotina, que vão ajudar na recuperação e diminuir a velocidade de progressão da doença: 

  • Invista em exercícios físicos de baixo impacto para as articulações, como natação e hidroginástica
  • Atente-se a como você mantém a sua postura ao longo do dia. Sempre que perceber que está com uma postura inadequada, se alongue e corrija o erro postural. Confira alguns exercícios para melhorar a postura
  • Se você estiver com sobrepeso, adote hábitos alimentares saudáveis e insira exercícios físicos em sua rotina, para eliminar o excesso de peso e diminuir a sobrecarga em sua coluna vertebral. Consulte profissionais da nutrição e da educação física para te orientarem nesse processo. 
Fontes e referências adicionais

Você já sabia que a má postura e a obesidade são fatores de risco para a discopatia degenerativa? Você já teve algum sintoma que te levou a desconfiar que tem discopatia degenerativa? Qual? Comente abaixo!

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Sobre Dr. João Hollanda

Dr. João Hollanda é Médico Ortopedista - CRM-SP 113136. Formou-se pela Santa Casa de São Paulo, com especialização em cirurgia do joelho. É também médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino desde 2016 e médico voluntário do Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo desde 2010. Você pode entrar em contato com o Dr. João através de seu site.

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