Estudo mostra que pensamento positivo ajuda a recuperar a memória em idosos

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  • Um estudo da Escola de Saúde Pública de Yale apontou que idosos com comprometimento cognitivo leve e crenças positivas em relação ao envelhecimento tinham 30,2% mais chances de recuperar a cognição do que aqueles com crenças negativas.
  • A pesquisa, publicada em abril de 2023 no JAMA Network Open, envolveu 1.716 participantes com 65 anos ou mais, do Health and Retirement Study, e mostrou que o grupo com crenças positivas teve uma vantagem de dois anos na recuperação.
  • Entre os participantes com cognição normal no início do estudo, os que tinham crenças positivas sobre a idade foram menos propensos a desenvolver comprometimento cognitivo leve ao longo dos 12 anos seguintes.
  • Segundo Becca Levy, autora principal do estudo, quase metade dos idosos com comprometimento cognitivo leve recupera a cognição normal, mas ainda não se sabe por que isso ocorre apenas em parte dos casos.
  • O estudo é o primeiro a associar um fator cultural, as crenças positivas sobre a idade, à recuperação do comprometimento cognitivo leve, mas o mecanismo por trás dessa relação ainda não foi examinado, e o acompanhamento médico especializado continua sendo essencial.

Um estudo liderado pela Escola de Saúde Pública de Yale apontou que idosos com comprometimento cognitivo leve eram mais propensos a experimentar a recuperação cognitiva se tivessem crenças positivas em relação à idade.

Aqueles que tinham crenças positivas em relação ao envelhecimento apresentaram uma probabilidade 30,2% maior de recuperação do que o grupo com crenças negativas em relação ao envelhecimento.

O estudo contou com um total de 1716 participantes – 953 mulheres e 763 homens -, que tinham 65 anos ou mais de idade. Os participantes da pesquisa, que foi publicada em abril de 2023 no JAMA Network Open, eram do Health and Retirement Study (Estudo de Saúde e Aposentadoria, tradução livre).

Os pesquisadores também observaram que o grupo com crenças positivas a respeito do envelhecimento conseguiu uma vantagem de dois anos na recuperação em relação aos participantes com pensamentos negativos acerca do envelhecimento.

Essa vantagem de recuperação cognitiva foi encontrada independentemente da gravidade inicial do comprometimento cognitivo leve.

Idoso feliz
Estudo abordou as crenças positivas em relação à idade

Além disso, o estudo apontou que entre os participantes que tinham cognição normal no início da pesquisa, aqueles que tinham crenças positivas em relação à idade eram menos propensos a desenvolver o comprometimento cognitivo leve ao longo dos próximos 12 anos, em comparação àqueles com crenças negativas acerca da idade.

Segundo a principal autora do estudo e professora de saúde pública e psicologia, Becca Levy, a maioria das pessoas assume que o comprometimento cognitivo leve não tem recuperação, mas quase metade dos idosos com a condição recuperam a cognição normal.

Ainda conforme Levy, pouco se sabe por que alguns se recuperam e outros não. “É por isso que analisamos as crenças positivas sobre a idade, para ver se ajudariam a proporcionar uma resposta”, completou.

O novo estudo é o primeiro a encontrar evidências que um fator com base na cultura – no caso, as crenças positivas sobre a idade – contribui com a recuperação do comprometimento cognitivo leve. 

No entanto, é preciso ir com calma e aguardar novos estudos para entender ainda melhor como essa relação entre as crenças positivas sobre a idade e a recuperação do comprometimento cognitivo leve pode funcionar.

Inclusive, uma limitação do estudo é que o mecanismo das crenças positivas acerca do envelhecimento na recuperação cognitiva não foi examinado.

Portanto, quem foi diagnosticado com comprometimento cognitivo leve não deve contar apenas com as crenças positivas acerca da idade ou envelhecimento: é imprescindível que essa pessoa tenha acesso a um acompanhamento médico especializado. As informações são do 20 minutos.

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Fontes e referências adicionais

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