O Tipo de Dieta que Ajuda os Idosos a Lutar Contra Doenças Crônicas

Especialista:
atualizado em 12/02/2020

Esqueça os rótulos e estereótipos associados às dietas vegetarianas, e pense nisso: comer alimentos saudáveis e naturais pode prevenir, atrasar ou mesmo reverter doenças crônicas que as pessoas idosas têm.

Comer mais frutas, legumes, grãos integrais e leguminosas, ao mesmo tempo que reduzir a quantidade de carnes e produtos lácteos consumidos, tem sido cientificamente comprovado para diminuir o risco (e dor) de certas doenças, como diabetes, doenças cardíacas e demência.

Todas essas doenças crônicas têm a inflamação em comum, o que piora quando as pessoas consomem proteínas animais encontradas em carnes e laticínios, disse David Dunaief, um especialista de Nova York em nutrição e estilo de vida. Em vez disso, essas pessoas podem incorporar brócolis, bananas, quinoa, batatas doces e nozes ou hummus em suas dietas.

Isso significa que os mais velhos devem se tornar veganos? Não, Dunaief disse, mas eles devem limitar a ingestão desses alimentos. “Quanto menos você consumir proteína animal, melhor para você”, disse ele.

Para algumas pessoas, isso pode significar comer carne ou leite uma vez por dia. Para outros, pode ser uma vez a cada dois dias ou uma vez por semana.

Existem também vários níveis de proteína animal nociva: qualquer alimento processado, como o bacon e a salsicha, são os maiores ofensores, seguidos de carnes vermelhas, depois peru ou frango. As carnes processadas são classificadas como cancerígenas, o que é tão ruim quanto fumar, disse Dunaief. As carnes vermelhas também possuem ferro, o que aumenta o risco de oxidação e, possivelmente, o risco de vários tipos de demência, câncer ou diabetes. Um estudo de 2015 revelou que o consumo de carne vermelha e carne processada aumentaram o risco de câncer colorretal em 20% a 30%, por exemplo.

Cerca de 80% dos adultos mais velhos têm pelo menos uma doença crônica (77% têm pelo menos duas). Quanto mais pesada a pessoa, é mais provável que ela sofra mais. Em 2035, espera-se que o número de idosos com quatro ou mais doenças crônicas dobre, de acordo com um estudo recente. As pessoas podem viver mais no futuro, mas dois terços dos anos a mais serão gastos sofrendo dessas doenças.

As pessoas tendem a esperar o desenvolvimento de uma doença para iniciar cuidados de prevenção, disse Joel Furhman, autor de “Eat to Live“, mas se você quer ser mais saudável, comece o mais cedo possível. “Depois de ter um diagnóstico, é ainda mais importante tentar reverter isso através de uma excelente dieta”, disse ele.

Por que as pessoas não fazem isso se é tão importante? Porque os alimentos mais convencionais, como os que são altamente processados, também são altamente viciantes, contendo dopamina e invocando sintomas de abstinência e desconforto quando inicialmente evitados, disse Furhman. Os alimentos gordurosos e o consumo excessivo deles podem alterar fisicamente o cérebro, que rotula o alimento como uma recompensa, de acordo com um estudo de 2010 publicado na Nature Neuroscience.

Há alguns outros mitos que vale a pena derrubar, segundo Dunaief. Os suplementos nem sempre são necessários e, por vezes, muitos medicamentos fazem mais mal do que bem, por exemplo. Os suplementos são caros e, mesmo assim, médicos de todo o mundo sugerem que os pacientes com várias doenças tomem cada vez mais.

Então, o que as pessoas podem fazer? Tente cozinhar mais alimentos em casa, incorporando mais legumes, frutas e alimentos frescos em refeições e saladas com ingredientes integrais e abundantes em nutrientes.

Faça jantares mais leves e livre-se de alimentos pouco saudáveis pela sua casa, disse Furhman. A mudança de estilo de vida pode ser difícil, mas o objetivo é desenvolver um saudável e equilibrado, segundo Dunaief. Você não precisa comer apenas alimentos orgânicos – o que também pode reduzir os custos, disse ele. “Nenhum corpo é igual, as pessoas metabolizam de forma diferente, mas isso dá a você a base do que fazer”, disse ele.

Você tem algum parente idoso que sofra com muitas doenças crônicas, como as citadas acima? Pretende mudar sua dieta para não sofrer com essas condições mais à frente? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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