7 sintomas da H. pylori e quando procurar um médico 

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atualizado em 27/03/2022

A infecção pela bactéria Helicobacter pylori ou H. pylori pode causar ou não sintomas. Em casos sintomáticos, os sintomas podem se manifestar de forma variada e parecida com outros problemas estomacais e intestinais. 

Quando há um microrganismo invasor no nosso corpo, nosso sistema de defesa monta uma resposta para combatê-lo através, principalmente, da inflamação

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As “ites”, como a faringite, sinusite, nada mais são do que a indicação do órgão ou tecido onde se instalou a inflamação que, nos exemplos, são a faringe e os seios nasais. A infecção por H. pylori pode resultar em gastrite, que é a inflamação da parede do estômago, manifestando sintomas típicos desse problema. 

Com a progressão da inflamação e ação da bactéria na parede estomacal, podem se formar pequenas feridas na mucosa, que são as úlceras, responsáveis pelas dores intensas no estômago. 

O importante é que, na presença dos sintomas gástricos e intestinais, se faça um exame diagnóstico para determinar se a H. pylori é a causadora de tais problemas, como gastrite, esofagite e úlceras gastrointestinais. 

Veja quais são os sintomas que a H. pylori causa no estômago e nas outras partes do sistema digestivo. 

Dor e queimação

Dor de estômago
Dor e queimação no estômago são o principal sintoma da H. pylori

Esse tipo de dor acomete a parte superior do estômago, a “boca do estômago”, acompanhada de uma sensação de queimação e azia

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A parte superior do estômago fica localizada mais à esquerda do corpo, abaixo das costelas. É nesse local onde as dores e a queimação são mais intensas. 

Geralmente, a dor é pior à noite e algumas horas (2 a 3 horas) após se alimentar. A dor pode durar poucos minutos ou se estender por várias horas, e tende a ir e vir várias vezes ao longo dos dias e semanas. 

A intensidade da dor pode ser maior se você ingerir alimentos condimentados ou muito gordurosos. Veja quais são os 10 piores alimentos para gastrite.

Inchaço abdominal

A distensão abdominal provoca a sensação de estômago inchado, endurecido e dolorido. Algumas pessoas se sentem apenas desconfortáveis com o volume do abdômen, que tende a voltar ao normal em poucas horas. 

O estômago costuma ficar inchado logo após as refeições, gerando um excesso de gases, porque a digestão  é mais lenta em quem tem gastrite. 

Gases e arrotos 

Como resultado da má digestão e formação de gases, pessoas com gastrite podem se queixar de arrotarem com muita frequência. A liberação do gás alivia o desconforto temporariamente, mas ele tende a voltar e provocar mais arrotos. 

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A chegada de alimentos mal digeridos no intestino, aumenta a ação de bactérias que produzem a fermentação. Como resultado, há a maior produção de gases intestinais. Veja algumas dicas de como acabar com os gases e a barriga inchada.

Náuseas e vômitos

A digestão mais lenta, além de favorecer a formação de gases, deixa a pessoa enjoada. A sensação de náuseas ou de enjoo é um desconforto no estômago que pode, ou não, ser acompanhado de vômito. 

Mesmo que o estômago esteja vazio, ele pode rejeitar os alimentos, por isso a pessoa perde o apetite ou se alimenta mal, comendo menos do que o necessário. 

Pode ocorrer, também, o refluxo gastroesofágico, quando o conteúdo estomacal volta para o esôfago, garganta e até mesmo a boca.

Saciedade rápida

A pessoa se sente satisfeita rapidamente após se alimentar, mesmo que a quantidade de comida tenha sido bem pequena. 

Não é incomum as pessoas terem a sensação de que o estômago está sempre cheio e, por isso, não sentem vontade de comer. Além disso, os desconfortos abdominais constantes inibem a fome. 

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Esses fatores podem levar à perda de peso não intencional que, muitas vezes, é bem expressiva. A nutrição inadequada causa fraqueza e dor de cabeça. 

Sangue no vômito e nas fezes

As úlceras ou as erosões na mucosa do estômago causadas pela inflamação aguda podem sangrar e, por isso, aparecer sangue no vômito e nas fezes. 

O sangue no vômito pode ter cor vermelho vívido ou amarronzado, como se fosse borra de café. O sangue nas fezes faz com que elas tenham uma aparência mais escura, como se fosse piche. 

Anemia

A perda de sangue pode levar ao desenvolvimento de anemia, mas não é somente por este fator que uma pessoa com infecção por H. pylori pode ficar com anemia

A presença da bactéria no estômago reduz a quantidade de ácido clorídrico, importante para a absorção do ferro presente nos alimentos. Além disso, a própria bactéria pode “roubar” o ferro para usar em seu metabolismo. 

Além de tudo isso, vale lembrar que, normalmente, a pessoa já está se alimentando mal e perdendo peso. Esses fatores combinados, tornam as pessoas infectadas por H. pylori mais suscetíveis à anemia por deficiência de ferro. 

Quando procurar ajuda médica

Médico examinando barriga de paciente
Alguns sintomas persistentes são indicativos da necessidade de buscar ajuda médica

Se esses sinais e sintomas forem persistentes, procure um médico para realizar exames diagnósticos que identifiquem se você tem ou não a bactéria, e se ela é a causa dos sintomas. 

Busque ajuda profissional se você perceber que:

  • A dor abdominal fica cada vez mais intensa e é persistente.
  • Sente dificuldades para engolir, pois parece que os alimentos e bebidas ficam presos no esôfago, o tubo que conecta a garganta ao estômago.
  • Há resíduos de sangue avermelhado ou mais escuro nas fezes. 
  • No vômito, saem rastros de sangue ou resíduos escuros, como se fossem borra de café. 
Fontes e referências adicionais

Você tem ou conhece alguém que tenha gastrite ou úlceras causadas pela H. pylori? Quais sintomas você ou essa pessoa já manifestou? Por causa de quais sintomas, resolveu procurar ajuda médica? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Marcos Marinho

Dr. Marcos Marinho é especialista em Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva e Ultrassonografia - CRM 52.104130-4. Formou-se em Medicina pela Universidade do Grande Rio (Unigranrio) e é pós-graduado em Gastroenterologia pelo IPEMED. Realizou cursos de ultrassonografia geral e intervencionista pela Unisom, ultrassonografia musculoesquelética e Doppler pelo CETRUS. Atualmente, é pós-graduando de Endoscopia Digestiva pela Faculdade Suprema de Juiz de Fora-MG. No momento, atua em vários municípios do estado do Rio de Janeiro como na capital, Niterói, Magé e Araruama. Dr. Marcos Marinho tem experiência em setores variados de sua especialização e continua em constante aprendizado e evolução para ser uma referência da área. Para mais informações, entre em contato através de seu Instagram oficial @drmarcosmarinho

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