Tecnologia 5G Faz Mal à Saúde? 5G é Perigoso Mesmo?

Especialista:
atualizado em 19/05/2020

Se você está se perguntando se 5g faz mal à saúde, veja o que a ciência fala sobre isso, o que é, e entenda se 5g é perigoso.

Pessoas de várias cidades ao redor do mundo, incluindo Aspen, San Diego, Totnes, entre outras protestaram contra a instalação de estações base sem fio 5G por preocupações com os efeitos nocivos que elas podem ter sobre seres humanos, animais e plantas.

Eles apontam para o perigo potencial de radiação de radiofrequência emitida por antenas instaladas próximas das pessoas.

Os manifestantes também citam a falta de evidências científicas mostrando que os sinais 5G, especificamente aqueles que transmitem na região de ondas milimétricas do espectro eletromagnético, são seguros.

Os dispositivos móveis de hoje operam em frequências abaixo de 6 gigahertz, enquanto o 5G usa frequências de 600 megahertz e acima, incluindo as faixas de ondas milimétricas entre 30 GHz e 300 GHz.

Foi levantada tamanha preocupação sobre o 5G que algumas cidades cancelaram ou atrasaram a instalação das estações base. Mas 5g faz mal à saúde mesmo?

O que é 5g

O termo 5G refere-se à quinta geração de tecnologia móvel que chega com promessas de velocidades mais rápidas de navegação, download e streaming, além de melhor conectividade.

Mas, além de permitir transmitir os filmes mais recentes, o 5G foi projetado para aumentar a capacidade e reduzir a latência, que é o tempo que leva para os dispositivos se comunicarem.

Para aplicativos integrados, como robótica, carros autônomos e dispositivos médicos, essas mudanças terão um papel importante na rapidez com que a tecnologia é usada na vida cotidiana.

A base da tecnologia 5G será o uso de larguras de banda de alta frequência, em todo o espectro de radiofreqüência.

Nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comunicações leiloou a primeira largura de banda – 28 gigahertz (GHz) – que formará a rede 5G, com leilões de largura de banda mais altos agendados para o final deste ano.

O 5G é conhecido há alguns anos, mas este é o ano em que as operadoras iniciam o processo de implantação do novo padrão sem fio.

O que é radiação eletromagnética?

Muito do que se fala a respeito de que 5g é perigoso está relacionado com a radiação eletromagnética.

A radiação eletromagnética é um campo eletromagnético (EMF), ou seja, um campo de energia que resulta da radiação eletromagnética, uma forma de energia que ocorre como resultado do fluxo de eletricidade.

Os campos elétricos existem onde quer que haja linhas de energia ou tomadas, com a eletricidade ligada ou não, enquanto que os campos magnéticos são criados apenas quando as correntes elétricas fluem. Juntos, eles produzem os campos magnéticos (CEM).

A radiação eletromagnética existe como um espectro de diferentes comprimentos de onda e frequências, medidas em hertz (Hz). Este termo indica o número de ciclos por segundo.

As linhas de energia operam entre 50 e 60 Hz, que fica na extremidade inferior do espectro. Essas ondas de baixa frequência, juntamente com ondas de rádio, microondas, radiação infravermelha, luz visível e parte do espectro ultravioleta – que nos levam aos espectros de megahertz (MHz), GHz e terahertz – compõem o que é conhecido como radiação não ionizante.

Acima disso, estão os espectros petahertz e exahertz, que incluem raios-X e raios gama. Estes são tipos de radiação ionizante, o que significa que eles carregam energia suficiente para separar moléculas e causar danos significativos ao corpo humano.

Os EMFs de radiofrequência (RF-EMFs) incluem todos os comprimentos de onda de 30 kilohertz a 300 GHz.

Para o público em geral, a exposição a RF-EMFs é principalmente de dispositivos portáteis, como telefones celulares e tablets, bem como de estações base de telefones celulares, aplicativos médicos e antenas de TV.

O efeito biológico mais bem estabelecido dos RF-EMFs é o aquecimento. Altas doses de RF-EMFs podem levar a um aumento da temperatura dos tecidos expostos, levando a queimaduras e outros danos.

Mas os dispositivos móveis emitem RF-EMFs em níveis baixos. Se isso é motivo de preocupação, é um assunto de debate em andamento, reacendido pela chegada do 5G.

Quais são as preocupações sobre se 5g faz mal à saúde

A radiação eletromagnética usada por todas as tecnologias de telefonia móvel levou algumas pessoas a se preocupar com o aumento dos riscos à saúde, incluindo o desenvolvimento de certos tipos de câncer.

Em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que “nenhum efeito adverso à saúde foi estabelecido como causado pelo uso de telefones celulares”.

No entanto, a OMS juntamente com a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC), classificou toda a radiação de radiofrequência (da qual os sinais móveis fazem parte) como “possivelmente cancerígena”.

Isso porque “há evidências que deixam de ser conclusivas de que a exposição pode causar câncer em seres humanos”.

Comer legumes em conserva e usar pó de talco são classificados na mesma categoria, assim como as bebidas alcoólicas e carnes processadas estão em uma categoria mais alta porque as evidências são mais fortes.

Pesquisas científicas

Um relatório de toxicologia divulgado em 2018 pelo Departamento de Saúde dos EUA, e apontado por aqueles que expressam preocupações com a segurança e se perguntam se 5g é perigoso, descobriu que ratos machos expostos a altas doses de radiação de radiofrequência desenvolveram um tipo de tumor cancerígeno no coração.

Para este estudo, os corpos inteiros dos camundongos foram expostos à radiação dos telefones celulares durante nove horas por dia, todos os dias durante dois anos, começando antes de nascerem.

Um cientista sênior do estudo disse que “as exposições usadas nos estudos não podem ser comparadas diretamente à exposição que os seres humanos experimentam ao usar um telefone celular”, mesmo no caso das pessoas que usam em excesso.

O Dr. Frank De Vocht, que ajuda a aconselhar o governo dos Estados Unidos sobre segurança de telefones celulares, afirma que:

“Embora algumas pesquisas sugiram uma possibilidade estatística de aumento do risco de câncer para usuários que usam muito o celular, as evidências até o momento não são suficientemente convincentes para sugerir a necessidade de ação preventiva”.

No entanto, há um grupo de cientistas e médicos que escreveram para a União Euriopéia pedindo que a distribuição do 5G seja interrompida.

A controvérsia

Enquanto alguns especialistas dizem que não é verdade que 5g faz mal à saúde, existem aqueles que questionam essa afirmação, principalmente porque ninguém ainda realmente sabe a resposta.

Um grupo de cientistas internacionais escreveu na revista acadêmica Frontiers in Public Health sobre os riscos em potenciais da tecnologia 5G.

“A radiação de frequência mais alta (comprimento de onda menor) associada ao 5G não penetra no corpo tão profundamente quanto as frequências das tecnologias mais antigas, embora seus efeitos possam ser sistêmicos”, explicaram os cientistas.

“A gama e magnitude dos impactos potenciais das tecnologias 5G são pouco pesquisadas, embora importantes resultados biológicos tenham sido relatados com a exposição ao comprimento de onda de milímetro. Isso inclui estresse oxidativo e expressão gênica alterada, efeitos na pele e efeitos sistêmicos como na função imunológica”, continuam os autores do artigo.

Eles fazem várias recomendações que incluem testes e coleta de dados mais rigorosos para identificar os elos entre a exposição à RF-EMF e os resultados de saúde, compartilhando informações de risco à saúde com os usuários e limitando a exposição em menores de 16 anos.

O último ponto da lista deles afirma que “As torres de celular devem estar distanciadas de casas, creches, escolas e locais frequentados por mulheres grávidas, homens que desejam ter filhos saudáveis.”

Limites de exposição

O governo do Reino Unido diz que “enquanto um pequeno aumento na exposição geral a ondas de rádio é possível quando o 5G é adicionado à rede existente, a exposição geral deve permanecer baixa”.

A faixa de frequência dos sinais 5G sendo introduzidos está dentro da banda não ionizante do espectro eletromagnético e bem abaixo daqueles considerados prejudiciais pela Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não-Ionizante (ICNIRP).

“A exposição que o 5G produzirá foi considerada em grande profundidade pelo ICNIRP, com as restrições definidas bem abaixo do nível mais baixo de frequência de rádio relacionada ao 5G que causou danos”, disse o professor Rodney Croft, consultor da ICNIRP.

A OMS diz que exposições de frequência eletromagnética abaixo dos limites recomendados nas diretrizes da ICNIRP não parecem ter nenhuma consequência conhecida para a saúde.

Como visto, mais pesquisas ainda são necessárias para saber se 5g faz mal à saúde ou se 5g é perigoso, mas o aconselhável é sempre limitar o tempo que você deixa o seu celular próximo ao seu corpo.

Fontes e Referências adicionais

Você já sabia se a tecnologia 5g faz mal a saúde? Convive com essa tecnologia? Comente abaixo!

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