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- Uma traumaterapeuta dos Estados Unidos, Lauren Auer, viralizou nas redes ao divulgar um truque simples para conter uma crise de pânico em poucos minutos, com vídeo que somou cerca de 460 mil visualizações no Instagram.
- A técnica consiste em segurar um objeto perto do rosto e focar o olhar nele por alguns segundos, depois desviar a visão para um ponto mais distante, repetindo o movimento várias vezes até o ataque passar.
- Segundo a terapeuta, esse jogo com o foco visual ativa o reflexo oculocardíaco, o que acalma o nervo vago e ajuda a regular a respiração, considerada essencial para controlar a crise.
- O psiquiatra André Botelho Campbell explicou que a técnica se baseia na terapia de brainspotting, que usa posições oculares específicas para acessar regiões do cérebro ligadas a emoções e memórias.
- De acordo com o especialista, esse processo pode ressensibilizar a região límbica, em especial a amígdala, ajudando a reduzir os sintomas de um ataque de pânico.
Nas redes sociais, uma traumaterapeuta dos Estados Unidos divulgou um método simples para superar um ataque de pânico em questão de minutos.
O vídeo se tornou viral, alcançando um público de aproximadamente 460 mil visualizações no Instagram no domingo (20/8).
A estratégia de Lauren Auer

A estratégia de Lauren Auer é simples. Ela aconselha a pessoa em crise a segurar um objeto próximo ao rosto e a focar a visão nele por alguns segundos. Na sequência, o olhar deve ser desviado para outro ponto, que se encontre a uma distância maior.
A orientação é fazer esse movimento várias vezes até que o ataque de pânico passe. Lauren mostrou como fazer isso usando um marcador fluorescente, mas disse que as pessoas podem usar qualquer objeto para a mesma finalidade.
O reflexo oculocardíaco e a regulação da respiração
Quando alguém “brinca” com o seu foco de visão, isso ativa o reflexo oculocardíaco, de acordo com a terapeuta. O resultado é que o nervo vago se acalma e a respiração é regulada, o que é considerado chave para controlar um ataque de pânico.
Em uma crise de pânico, é normal que a respiração fique acelerada, o que eleva os níveis de gás carbônico no sangue e piora os sintomas.
Lauren destacou que a retina é uma extensão do cérebro em desenvolvimento, composta por neurônios, e que é a única parte do órgão exposta à luz.
A terapeuta chamou os olhos de incríveis, explicando que eles são conectados a muitos processos importantes tanto no corpo como nas emoções. Além disso, cerca de 80% das informações que recebemos vêm pela visão e quase metade do cérebro está ligada ao processamento visual, completou.
Redução dos episódios de pânico
O psiquiatra André Botelho Campbell explicou ao Metrópoles que essa técnica se baseia na terapia de “brainspotting“. O método auxilia a identificar pontos cerebrais através de posições oculares específicas e associadas a experiências, memórias, pensamentos ou emoções.
O psiquiatra apontou que essa forma de terapia acessa diretamente o hemisfério direito, os sistemas autônomo e límbico.
Ele esclareceu que, em casos de ataques de pânico, essa ressensibilização da região límbica, mais especificamente na amígdala, pode ajudar a controlar os sintomas da crise. As informações são do Metrópoles.