5 Sintomas da Asma para Ficar Atento

Especialista:
atualizado em 04/08/2020

Veja a seguir quais são os sintomas da asma e como eles podem se manifestar, já que esta é uma doença respiratória que deve receber especial atenção, pois quando não é tratada ou controlada, pode ocasionar danos mais graves ao organismo e, em casos raríssimos, debilitar o corpo e levar à morte.

Há certos cuidados que podem ser adotados a fim de que a doença seja contida. Mas para isso, é importante saber como a doença age no seu organismo. Tire suas dúvidas e conheça os sintomas de asma para ficar atento quando eles se manifestarem em você ou algum familiar.

Aproveite e confira também os sintomas, tratamento e mais dicas da alergia respiratória, que podem ser muito comuns aos da asma, além de ver como funciona uma nebulização, que pode ser parte importante do tratamento para asma.

O que é asma exatamente?

Asma é uma complicação inflamatória que envolve as vias aéreas e o pulmão. O principal sintoma é a dificuldade em respirar, sobretudo quando o indivíduo estiver fazendo algum esforço físico.

Quando uma crise asmática acomete uma pessoa, qualquer atividade física se torna dificultosa ou até mesmo impossível.

Quando o processo respiratório ocorre, o ar que passa pelo nariz é incorporado pela garganta, por meio das vias áreas, até que chegue aos pulmões, órgãos que possuem inúmeras pequenas cavidades que permitem que o oxigênio seja esvaído para a corrente sanguínea.

No entanto, quando uma pessoa tem asma, os revestimentos dessas pequenas passagens aéreas presentes no pulmão incham e os músculos que há ao redor tornam-se contraídos.

Há, ainda, a presença de muco nessas vias, fazendo com que o caminho que permite a passagem do oxigênio fique ainda mais difícil, diminuindo, dessa maneira, a quantidade de ar que passa por esses locais.

Quais são as causas da asma?

Ainda não é possível apontar, definitivamente, uma causa matriz que seja responsável por desencadear a asma em um indivíduo. No entanto, após revisões literárias e estudos de caso, é possível concluir que uma variedade de fatores pode estar relacionada ao aparecimento da doença. Dentre eles, estão:

  • Fator genético: O fator hereditário pode ser um fator de risco para inúmeras doenças, principalmente as crônicas, como é o caso da asma. Isso quer dizer que se seu pai, mãe ou algum ascendente possui a doença, você tem mais chances de a desenvolver do que quem não tem quadros como esse na família.
  • Exposição a alérgenos: Algumas substâncias são comumente associadas a alergias. A exposição frequente e precoce a potenciais alérgenos, como pelos de animais, pólen, poeira excessiva e ácaros é uma das causas que vem sendo estudada e apontada como possível fator desencadeante de asma.
  • Histórico de infecções virais: Segundo alguns profissionais, as pessoas que possuem histórico de infecções virais, sobretudo na infância, são mais propensas a desenvolverem asma.
  • Higiene: Essa é uma hipótese que vem sendo defendida por alguns estudiosos e leva em consideração o fato de o indivíduo não ter sido suficientemente exposto a bactérias. Dessa maneira, o sistema imunológico não se tornou forte o bastante para impedir que a doença se manifestasse.

Sintomas da asma

É importante conhecer os sintomas da asma mais comuns para que, quando uma crise ocorra, o indivíduo seja capaz de identificá-la e tratar adequadamente.

Quando uma crise de asma se instaura, os tubos brônquicos se contraem, inflamam e enchem de muco, devido ao aumento de produção de secreção. Quando isso ocorre, alguns dos sintomas de podem se manifestar nas pessoas são:

  1. Falta de ar;
  2. Dor ou sensação de pressão no peito;
  3. Tosse – ainda mais acentuadas à noite;
  4. Aceleramento cardíaco;
  5. Sibilo (um ruído parecido com assobio, produzido pelo ar comprimido que flui pelas vias respiratórias).

No entanto, é importante ressaltar que nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas, e nem concomitantemente. Isso quer dizer que uma pessoa asmática pode passar por alguns sintomas isolados, em momentos distintos.

Essa distinção também pode ocorrer de um ataque para outro. Enquanto algumas vezes eles podem ser mais brandos, em outras vezes os sintomas podem ser mais agressivos.

A frequência de crises asmáticas também pode variar de pessoa para pessoa. Algumas pessoas que têm asma podem passar anos a fio sem que os sintomas se manifestem, enquanto outras apresentam um curto intervalo de tempo entre eles.

As crises leves são as mais comuns e, normalmente, as vias aéreas de expandem em alguns minutos ou horas, melhorando a respiração. Já as crises mais severas são mais incomuns, porém são mais prolongadas e, nesses casos, é necessário que paciente seja levado à emergência para que um médico possa conter o quadro.

Sintomas precoces

Além dos sintomas que se manifestam quando há um ataque asmático ocorrendo, há outros sinais, geralmente mais brandos, que permitem antever a crise.

São sinais precoces que, quando ocorrem, não são suficientemente graves para impedir que você execute suas atividades diárias, no entanto, é necessário estar atento, pois pode ser um indicativo de que a condição irá piorar. São eles:

  • Sinais de resfriado como espirros, coriza, dor de garganta e congestão nasal;
  • Fadiga após realizar atividades físicas do dia a dia;
  • Tosse;
  • Irritabilidade;
  • Problemas para dormir.

Ao reconhecer esses sinais, é possível interromper ou até mesmo impedir a ocorrência de um ataque de asma ou sua piora. Se esses sintomas da asma se manifestarem em uma pessoa que possui a doença, é importante manter-se atento.

Como uma crise asmática é desencadeada?

Existem alguns fatores que são identificados como gatilhos para pessoas asmáticas, que, ao serem expostos a eles, uma crise pode ser iniciada.

Esses agentes não representam uma via de regra, mas são potencialmente desencadeantes e, dessa maneira, devem ser evitados se você sofre com essa condição. São eles:

  • Exercício físico intenso: Pessoas que sofrem com asma, quando são submetidas a exercícios físicos exaustivos, estão mais propensas a desencadearem um ataque, pois eles dificultam a respiração;
  • Clima: Quando a condição climática está extrema, essa condição pode ser iniciada. Ambientes demasiadamente quentes ou frios tornam as pessoas mais propensas à asma, principalmente quando o clima está seco.
  • Doenças respiratórias: Um simples resfriado ou uma gripe mais forte podem iniciar uma crise de asma devido ao aumento de secreção que é produzida nessas condições. O pulmão torna-se mais bloqueado, impedindo que o oxigênio flua livremente no sangue.
  • Alergias: Exposição a agentes alérgenos também pode desencadear um ataque asmático devido à forma como a respiração pode ser prejudicada. Além disso, substâncias aéreas irritantes, como fumaça e odores fortes endossam essa lista.

Tratamentos possíveis

Além de evitar se expor aos fatores considerados como desencadeantes, os tratamentos possíveis, que visam retardar e até mesmo evitar as crises, podem integrar três categorias: os exercícios respiratórios, tratamentos imediatos e uso de medicamentos a longo prazo. Saiba um pouco mais sobre cada um deles:

1. Exercícios respiratórios

Os exercícios respiratórios são prescritos por médicos ou fisioterapeutas ocupacionais e têm como objetivo fortalecer o pulmão e aumentar sua capacidade. Quando há a prática frequente desses exercícios, as crises tendem a ser mais brandas. Dessa maneira, é importante dedicar um período do seu dia a isso e praticar frequentemente.

2. Tratamentos imediatos

Os tratamentos de primeiros socorros incluem a administração de medicamentos que devem ser consumidos apenas durante crises asmáticas. Com isso, o quadro é atenuado e os remédios irão atuar ajudando-o a voltar a respirar normalmente.

Inaladores e nebulizadores são normalmente utilizados para que sejam inalados e cheguem até os pulmões. Broncodilatadores também são utilizados para relaxar os músculos contraídos dos pulmões.

Além disso, recorre-se ao uso de anti-inflamatórios para conter a inflamação que possa estar dificultando a respiração.

3. Medicamento de tratamento a longo prazo

Algumas pessoas são submetidas a tratamentos que consistem na administração diária de certos medicamentos a fim de evitar os sintomas da asma.

O uso de inaladores e nebulizadores com certos remédios pode ser, inclusive, adotado como tratamento diário. No entanto, quais medicamentos utilizar e qual a dosagem correta, somente um médico pode estipular.

Esses medicamentos devem ser tomados diariamente para evitar os sintomas.

Como evitar a asma?

Tão importante quanto saber quais são os tratamentos possíveis para asma é saber quais cuidados você deve ter que são capazes de evitá-la.

Para reduzir as chances de uma crise asmática se manifestar, os seguintes cuidados devem ser tomados:

  1. Manter o ambiente sempre limpo;
  2. Por cobertas e roupas de frio no sol frequentemente para eliminar ácaros;
  3. Trocar roupa de cama ao menos uma vez por semana;
  4. Evitar exposição à poluição aérea, como locais com fumaça, gases e odores fortes;
  5. Tomar sol frequentemente para que a vitamina D possa ser absorvida e, com isso, melhores o desempenho do sistema imunológico;
  6. Evitar ficar em ambientes com mofo;
  7. Consumir água frequentemente;
  8. Evitar fumar cigarros;
  9. Manter-se agasalhado no frio;
  10. Praticar atividades físicas leves frequentemente.

Esses cuidados estão relacionados ao estilo de vida e podem ser incorporados no cotidiano das pessoas facilmente. Adotando-os, certamente você manterá os sintomas da asma afastados.

Referências Adicionais:

Você já sofreu com esses sintomas da asma? Já foi diagnosticado com a condição e precisou passar por algum tratamento? Comente abaixo!

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