9 Alimentos Proibidos na Gravidez

Especialista:
atualizado em 18/05/2020

Veja uma lista de alimentos proibidos na gravidez que devem ser completamente evitados pelas gestantes a fim de preservar a sua saúde e do bebê.

A gestação é um período muito aguardado por muitas mulheres. Juntamente a esse período, vêm grandes desafios e privações que devem ser respeitados para que o feto cresça de maneira saudável. Um dos hábitos a serem incorporados nessa nova rotina é respeitar os alimentos proibidos na gravidez.

Abaixo, você irá conhecer quais são os principais alimentos e bebidas que os médicos costumam proibir durante o período gestacional, visando preservar o desenvolvimento adequado do bebê, a saúde e o bem estar da mãe.

Aproveite para ver também quais são os alimentos essenciais para grávidas e veja se uma mulher grávida pode fazer dieta ou se deve evitar.

1. Carne crua

A ingestão de carne crua ou mal passada deve ser fortemente evitada, tanto as bovinas, quanto as suínas e de aves, pois há risco de contaminação pela bactéria da salmonela, além de parasitas da toxoplasmose. Ambas as condições são consideravelmente graves, sobretudo durante a gestação.

A toxoplasmose é uma complicação que pode ser causada, dentre outros fatores, pelo consumo de carne crua ou mal passada, que é capaz de atravessar a placenta e chegar ao feto. Essa condição é especialmente preocupante durante os três primeiros meses de gestação, pois pode causar danos à formação neurológica do bebê, além de deficiências visuais, renais e hepáticas.

Já a salmonela pode proporcionar um quadro gravíssimo de intoxicação alimentar, tendo como principais sintomas diarreia, febre, vômitos, dores de cabeça e dores na região abdominal.

Nesse caso, o tratamento é feito à base de antibióticos e administração de soro para reidratar o paciente com os fluidos perdidos. Embora a salmonela não prejudique o bebê diretamente, a saúde da mãe é comprometida e, nos casos mais severos, é necessária a hospitalização para evitar quadros de desidratação profunda, que pode ser vital.

Além disso, pode haver a incidência de outros vermes prejudiciais à saúde e até mesmo à vida da mãe e da criança em carnes cruas e malpassadas.

2. Ovo cru

O ovo é um alimento rico em proteína e que deve ser incorporado em qualquer dieta, desde que não esteja cru ou parcialmente cru, pois também é um possível vetor de salmonela.

Algumas pessoas optam por consumir o alimento com a gema ainda mole. Isso significa que ela está crua e, portanto, o seu consumo nessas condições deve ser evitado por grávidas.

Dessa maneira, os alimentos que levam ovos crus em seu preparo, como maioneses caseiras e macarrão carbonara, não são recomendados. Tanto os ovos de galinha, quanto os de pata e de ganso são alimentos proibidos na gravidez, portanto.

Em casos mais raros, a infecção causa por salmonela pode desencadear cólicas fortes no útero, levando ao parto prematura ou ao aborto espontâneo.

3. Peixes ricos em mercúrio

O mercúrio é um elemento altamente tóxico, mais comumente encontrado em peixes que vivem em águas poluídas e contaminadas. Quando é consumido em determinadas quantidades, pode ser prejudicial ao sistema nervoso, sistema imunológico e para as funções renais e neurológicas.

Além disso, a incidência de mercúrio no organismo de gestantes pode desencadear sérios problemas de desenvolvimento ao feto.

Os peixes marinhos são os principais vetores de mercúrio. Dessa forma, recomenda-se que mulheres grávidas limitem o consumo de peixes que tendem a apresentar uma maior concentração de mercúrio a não mais que 1 ou 2 porções por mês.

Dentre eles, estão inclusos o peixe-espada, atum, robalo e carapau.

Em contrapartida, a ingestão de peixes com baixo teor de mercúrio durante a gravidez é considerada saudável e pode ser feita até 2 vezes por semana, sobretudo os peixes ricos em ácidos graxos, como o salmão, que contém ômega-3, importante aliado à formação do bebê. Aproveite para conhecer os benefícios do salmão para a saúde.

 4. Certos tipos de queijos

Se você não dispensa o consumo de queijos, não é preciso se preocupar, apenas adequar o cardápio para garantir o consumo das variedades corretas e não prejudiciais.

Recomenda-se que mulheres grávidas optem por queijos feitos a partir de leite pasteurizado, pois, dessa maneira, ela estará segura que de que o alimento não conterá Listeria, ou seja, uma bactéria que promove a listeriose no organismo.

Essa, por sua vez, é uma perigosa infecção alimentar da qual grávidas integram o grupo de risco, já que, durante o período gestacional, as mulheres têm 20 vezes mais chances de desenvolver tal complicação.

A listeriose é uma condição considerada grave porque além de causar danos à saúde da mãe, pode chegar ao bebê por meio da placenta e ser prejudicial ao seu desenvolvimento, podendo causar danos neurológicos, nascimento prematuro ou até mesmo aborto.

Algumas das variedades proibidas durante a gravidez são: camembert, roquefort, feta, brie e minas frescal. Ou seja, todos os queijos azuis ou que não forem feitos a partir de leite pasteurizado são alimentos proibidos na gravidez.

Dessa maneira, deve-se optar pelos queijos curados, cremosos ou que foram submetidos ao cozimento.

5. Frutas e vegetais mal lavados

Frutas e vegetais são campões absolutos quando se fala em alimentação saudável e extremamente raros são os casos em que seu consumo deve ser restrito. No entanto, para se valer dos benefícios desses alimentos, é imprescindível que eles estejam adequadamente lavados, independentemente de sua origem – se são alimentos orgânicos ou não.

A lavagem adequada ajuda a eliminar resquícios de pesticidas e bactérias que podem ser prejudiciais à gestante e ao bebê, uma vez que frutas e vegetais não lavados corretamente podem transmitir toxoplasmose, que chega ao alimento por meio de solos contaminados.

Outra doença que pode ser desencadeada em decorrência de vegetais e frutas que não são lavados adequadamente é a cisticercose, também conhecida como a doença do bicho de porco, adquirida por meio dos ovos de tênia.

6. Cafeína

A cafeína é uma substância considerada psicoativa consumida no mundo todo. Ela é principalmente encontrada em café, chá, refrigerantes, bebidas energéticas e cacau (e, portanto, nos chocolates).

Recomenda-se que durante a gestação as mulheres limitem o consumo de cafeína a menos de 200mg por dia, o que é referente a 2 ou 3 xícaras de café.

Note que essa é uma substância que não precisa ser restringida do seu cardápio, mas sim limitada, pois a cafeína é absorvida muito rapidamente pela corrente sanguínea e passa facilmente para a placenta e para o feto.

Como o feto e a placenta ainda não possuem a principal enzima necessária para metabolizar a cafeína, altos níveis podem se acumular.

Com base em evidências clínicas, verificou-se que um alto consumo de cafeína durante a gravidez prejudica o crescimento fetal e aumenta o risco de baixo do bebê no nascimento – ou seja, inferior a 2,5 kg.

O baixo peso é um fator que pode estar associado a um maior risco de morte infantil, bem como o desencadeamento de doenças crônicas em idades adultas, tais como diabetes do tipo 2 e doenças cardiovasculares.

7. Álcool

As bebidas alcoólicas são alimentos proibidos na gravidez por inúmeros motivos. Dentre eles, há um aumento considerável nas chances de aborto espontâneo e natimorto.

Além disso, o seu consumo pode afetar o desenvolvimento cerebral do bebê e desencadear a síndrome alcoólica fetal, que envolve deformidades faciais, defeitos cardíacos e deficiência cognitiva no bebê.

Não foi estipulado uma quantidade mínima de álcool considerada segura durante a gestação. Dessa maneira, recomenda-se evitar as bebidas completamente.

8. Alimentos processados

A gestação é um período em que a mãe precisa aumentar o consumo de nutrientes para proporcionar o desenvolvimento do feto. Cálcio, proteínas, folato e ferro são apenas algumas das substâncias necessárias ao crescimento adequado do bebê.

No entanto, mesmo que você esteja basicamente comendo por dois, deve-se dar preferência aos alimentos naturais, e não às versões processadas e industrializadas, que são carregadas de sódio, açúcar, conservantes, gorduras e outros compostos que fazem mal à saúde da mãe.

Uma dieta ideal para a gravidez deve consistir principalmente de alimentos integrais, com abundância de nutrientes para atender às demandas da mãe e do filho em crescimento. Já os alimentos processados são, normalmente, pobres nesses quesitos e não oferecem benefícios significativos à mulher.

Embora seja necessário ganhar peso durante a gravidez, o excesso de peso também tem sido associado a muitas complicações e doenças, tais como a diabetes gestacional e bebê com sobrepeso, o que pode causar inúmeras complicações a longo prazo. Aproveite para entender quanto engordar na gravidez – mês a mês.

Na dúvida, opte pelos alimentos que são considerados saudáveis e dê preferência aos que são feitos em casa em detrimento dos que são comprados prontos.

Você pode utilizar opções de açúcares mais saudáveis do que as versões refinadas e a sacarose para fazer doces, por exemplo, como stevia, açúcar de coco, xilitol e açúcar mascavo.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já conhecia os alimentos proibidos na gravidez? Pretende restringir o consumo de quais deles? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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