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Anticoncepcional Causa Espinha ou Tira Espinha?

Anticoncepcionais

Para muitas mulheres, as espinhas, principalmente os casos mais graves, podem levar ao constrangimento, ansiedade, isolamento social e cicatrizes permanentes na pele. A acne grave inclusive pode diminuir as chances de conseguir empregos em alguns locais, e por isso elas buscam por vários tipos de tratamento para espinha.

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Dermatologistas têm usado pílulas anticoncepcionais para tratar a acne em mulheres há décadas, no entanto, apenas algumas foram comprovadas serem de fato eficazes no tratamento da acne. Além disso, ainda há a dúvida entre muitas se, na realidade, o anticoncepcional causa espinha.

Normalmente, o uso é iniciado após outros tratamentos de acne, como cremes tópicos e antibióticos orais que não foram eficazes na limpeza da pele.

Como anticoncepcional diminui espinha

Como muitas pessoas sabem, principalmente os adolescentes, há uma relação clara entre hormônios e acne. Algumas mulheres experimentam surtos pré-menstruais de acne à medida que seus níveis hormonais se alteram durante o ciclo. E para algumas, a espinha simplesmente persiste ao longo dos anos, mesmo após a menopausa.

A espinha é desencadeada por um excesso de produção de sebo, que é um óleo feito por glândulas em sua pele. Juntamente com as células da pele, o sebo pode obstruir os poros e promover o crescimento de bactérias que contribuem para a espinha. Andrógenos, um grupo de hormônios que inclui a testosterona, estimulam a pele a produzir sebo.

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Os ovários e glândulas suprarrenais de uma mulher normalmente produzem um baixo nível de andrógenos. Níveis mais altos deste hormônio podem levar ao excesso de sebo, e tomar pílulas anticoncepcionais que contêm estrogênio e progesterona reduz a quantidade de andrógenos em seu corpo, o que resulta em menos ou mais espinhas.

Anticoncepcionais que tratam a acne

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Qualidade e Eficiência na Saúde em Cologne, na Alemanha, junto com pesquisadores da Cochrane Collaboration – uma rede internacional de pesquisa – analisaram a eficácia das pílulas anticoncepcionais no tratamento da acne. Eles realizaram uma pesquisa de estudos comparando a pílula com um placebo ou medicação não-hormonal contra a acne.

Foram analisados 31 estudos envolvendo um total de cerca de 12.500 participantes. A maioria dos estudos comparou diferentes pílulas contraceptivas entre si ou com um placebo.

Todas as pílulas contraceptivas utilizadas nos estudos reduziram tanto a acne inflamatória quanto a não inflamatória. Geralmente era preciso tomar os anticoncepcionais várias semanas ou meses antes de que a pele das participantes melhorasse.

As que reduziram a acne tinham etinilestradiol combinado com uma das seguintes drogas: levonorgestrel, noretindrona, norgestimato, drospirenona, acetato de clormadinona, dienogest ou desogestrel.

Os estudos mostraram que a maioria das pílulas teve um efeito positivo semelhante sobre a acne, mas alguns tipos de comprimidos parecem ser um pouco mais eficazes do que outros. Em um estudo, descobriu-se que pílulas que continham acetato de ciproterona ajudavam a reduzir a acne um pouco melhor do que as que continham levonorgestrel. O acetato de ciproterona não foi aprovado para uso contraceptivo na Alemanha, mas pode ser prescrito para o tratamento da acne.

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No Brasil, há alguns anticoncepcionais que ajudam no tratamento da pele e da acne, pois ajudam a controlar os hormônios, como os andrógenos, diminuindo a oleosidade da pele.

Após o uso contínuo do anticoncepcional por cerca de 3 a 6 meses, você poderá notar os resultados. Esses anticoncepcionais são:

  • Clormadinona: Chariva, Belara, Belarina;
  • Dienogeste: Qlaira;
  • Drospirenona: Elani, Generise, Aranke ou Althaia;
  • Ciproterona: Selene, Lydian, Diana 35 e Diclin.

Anticoncepcionais x Antibióticos

Um estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology comparou a eficácia dos antibióticos e pílulas anticoncepcionais no tratamento da acne. O estudo concluiu que, aos seis meses de tratamento, as pílulas anticoncepcionais são equivalentes aos tratamentos antibióticos para acne. Como tal, as pílulas anticoncepcionais podem ser consideradas um tratamento melhor e de primeira linha para as mulheres em comparação com os antibióticos.

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Foi realizado uma revisão de 226 publicações que resultou em 32 ensaios clínicos aleatórios que preencheram os critérios de inclusão. Aos 3 e 6 meses, em comparação com o placebo, ambos os antibióticos e pílulas contraceptivas orais tiveram maior redução percentual nas lesões inflamatórias, não-inflamatórias e totais.

Embora os antibióticos possam ser melhores aos 3 meses na redução das lesões da acne, os anticoncepcionais equivalem aos antibióticos aos 6 meses, e portanto, podem ser uma melhor alternativa de primeira linha aos antibióticos sistêmicos para o tratamento de longo prazo da acne nas mulheres.

Como escolher o que é melhor para você

Não é verdade que o anticoncepcional causa espinha, pelo contrário, as pílulas podem ser uma maneira eficaz de controlar a acne. Se você está procurando tratar a acne, acabar com as espinhas e tomar um contraceptivo, a pílula anticoncepcional pode ser a melhor opção, porém, para isso, é muito importante consultar o seu ginecologista e saber sobre todos os efeitos colaterais da pílula, estar ciente de como o seu corpo irá responder e claro, escolher a melhor opção para você.

O mito de que anticoncepcional causa espinha é algo que ficou no passado.

O controle da natalidade não é o único método para tratar a acne. Você pode explorar outras opções se não estiver interessada em tomar pílula anticoncepcional. Converse com o seu médico para que ele possa ajudá-la a determinar vários planos de tratamento.

Referências adicionais:

Você acreditava que o anticoncepcional causa espinha? Já tinha ouvido falar desse mito que já foi derrubado? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite
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