Como reduzir o risco de transmissão do coronavírus nas festas de Natal e Ano Novo

Especialista:
atualizado em 23/12/2020

Desde que estourou lá em março, a pandemia do novo coronavírus nos obrigou a nos isolarmos e ficarmos longe de nossos familiares.

Se isso já é algo difícil em qualquer data, torna-se ainda mais penoso no final de ano, época em que costumamos nos reunir com os parentes e amigos para celebrar. Embora, a chegada uma vacina contra a COVID-19 ao Brasil esteja próxima, a doença ainda não está sob controle.

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O Brasil registra na manhã do dia 22/12 mais de 7,2 milhões de infectados e cerca de 187 mil mortos pelo novo coronavírus. Além disso, a taxa de contágio da COVID-19 está alta em várias regiões do país.

Tanto que em dezembro a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) soltou uma nota técnica que alertava quanto ao risco do sistema de saúde brasileiro entrar em colapso após as festas de fim de ano, devido a um aumento no número de casos.

Conforme os médicos, a única maneira de ter 100% de certeza de não transmitir a doença para seus entes queridos ou de pegar a COVID-19 de um deles é não participar de comemorações presenciais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também ressalta que não há risco zero.

Vale lembrar que algumas pessoas podem ter a doença, mas não apresentar sintomas. Assim, ao acharem que estão bem e resolverem comparecer a encontros sociais, elas podem transmitir o novo coronavírus a outros sem saber.

Mas, para quem não abrir mão de uma celebração presencial das festas de final de ano, há medidas que podem diminuir o risco de transmissão do novo coronavírus, embora não eliminem o perigo. Confira:

1. Teste e sintomas

Fazer um teste da COVID-19 do tipo RT-PCR 72 horas antes do encontro e uma quarentena (isolar-se em casa sem sair) de duas semanas (ou no mínimo uma semana) também ajuda a minimizar os riscos.

Mas, mesmo com a quarentena e um teste negativo, é fundamental continuar a seguir todas as outras medidas de prevenção. Ou seja, usar máscaras, manter o distanciamento, praticar a higienização, a ventilação do espaço, entre outros cuidados.

Além disso, é preciso ficar de olho nos sintomas que apresentar nos dias que antecederem o encontro. Qualquer suspeita de sintoma do novo coronavírus ou mesmo de um sintoma diferente do habitual é motivo para não ir ao encontro de final de ano.

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2. Reduzir ao máximo o número de pessoas e a duração do encontro

Ceia

A recomendação principal é comemorar apenas com as pessoas que vivem na sua casa, para evitar a transmissão do vírus de um lar para o outro.

Além de limitar bem o número de pessoas presentes na comemoração (não passar de 10), é preciso restringir o número de residências que vão se misturar.

Por exemplo, um encontro com 10 pessoas em que 5 moram em uma casa e 5 em outra traz menos risco do que uma reunião com 10 pessoas que moram em 10 casas diferentes.

Como o risco de contágio aumenta quanto maior for o tempo de exposição, o ideal é que as celebrações sejam bem curtas. Conforme o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estêvão Urbano, reuniões longas são as grandes vilãs da transmissão da COVID-19.

Grupos de risco

Pessoas idosas, obesas e que fazem parte do grupo de risco devido a doenças pré-existentes, não devem participar das festas. Se isso não for possível, o ideal é que o encontro seja rápido, com todos de máscara, cumprindo o distanciamento e sem fazer a ceia juntos.

3. Muita ventilação

Além de ser rápido, o encontro precisa ocorrer em um local com bastante ventilação. Isso porque em um ambiente aberto, as partículas do vírus se dissipam mais facilmente devido ao vento.

Se não puder ser em um local totalmente aberto, a orientação é escolher uma varanda ou no mínimo abrir todas as janelas.

Algo que ajuda a melhorar a circulação do ar dentro da casa ou apartamento é colocar um ventilador de frente para a janela.

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Deste modo, o ventilador puxa o ar de dentro e o empurra para fora do ambiente. Se tiver outra janela e outro ventilador, vale a pena colocar o ventilador de costas para a janela oposta e de frente para o cômodo.

Assim, enquanto um ventilador puxa o ar de fora para dentro, o outro empurra o ar para fora, produzindo uma constante circulação e troca de ar.

Outras dicas importantes sobre ventilação

Recentemente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos divulgou atualizações nas diretrizes sobre ventilação:

  • Janelas e portas devem ficar abertas o tempo todo apenas onde não houver risco de quedas ou se isso não causar crises em pessoas asmáticas. Portanto, o ideal é não fazer a celebração onde houver risco de queda. Ao mesmo tempo, é melhor que os asmáticos com risco de ter esse tipo de crise não participem da festa, pois a asma pode colocar alguém no grupo de risco da COVID-19.
  • Para evitar a contaminação, os ventiladores não podem gerar fluxo de ar diretamente de uma pessoa a outra.
  • Apenas a ventilação não elimina a necessidade de seguir outros cuidados como manter o distanciamento social, usar máscaras e higienizar as mãos.
  • Caso não dê para ventilar o local, reduzir o número de pessoas ali presentes é a saída.

4. Máscaras, distanciamento e cuidados ao comer

Máscara no Natal

Deve-se cumprir as regras de usar máscaras faciais e manter o distanciamento de pelo menos dois metros o tempo todo. Ou seja, os abraços de Feliz Natal e Feliz Ano Novo ou qualquer demonstração física de afeto deverão ficar de fora.

Só deve-se tirar a máscara para comer ou beber. Mas, é essencial fazer a refeição distante das outras pessoas. Ao menos daquelas que não moram na sua casa.

Por exemplo, se houver apenas uma mesa, a solução é fazer um rodízio: primeiro comem juntas as pessoas que moram em uma casa e só depois que elas tiverem saído, os que moram em outra casa se sentam para comer.

Já se o ambiente for maior e com mais cômodos, os moradores de uma casa podem comer na cozinha, enquanto os que moram na outra casa comem na sala, por exemplo.

Outra saída é colocar mesas no quintal bem distantes uma da outra e deixar apenas moradores da mesma casa em cada mesa. Não dá para esquecer também o cuidado essencial de jamais compartilhar objetos pessoais como pratos, talheres e copos.

Além disso, deve-se evitar falar alto e cantar. Quanto mais alta a fala ou canto, mais partículas se expelem pelo ar.

5. Evitar grandes viagens

Os infectologistas aconselham evitar viajar. Mas, para quem decidir se deslocar de uma cidade a outra, a recomendação é ir de carro, para evitar as aglomerações típicas das viagens de fim de ano de ônibus e avião.

6. Não relaxar demais

Festas de fim de ano costumam ser regadas à bebida, que podem deixar as pessoas mais relaxadas e fazer com que se esqueçam dos cuidados contra a COVID-19. Especialmente depois de quase um ano inteiro cheio de restrições.

Esse relaxamento é bastante perigoso e pode se tornar uma oportunidade de ouro para o novo coronavírus se espalhar.

Entretanto, por mais estressados que todos estejamos, vale a pena segurar as pontas mais um pouco, não abusar do álcool e não relaxar. Até porque estamos bem próximos de uma vacina que já trará uma melhora ao cenário.

Fontes e Referências Adicionais

Você pretende se reunir com a família no final de ano? Que cuidados está tomando? Conte então para nós nos comentários!

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