Diabetes Descompensada – O Que é, Sintomas, Tratamento e Complicações

Especialista:
atualizado em 04/08/2020

Saiba a seguir o que é a diabetes descompensada e entenda os seus sintomas, tratamento e complicações.

Diabetes descompensada não é algo incomum em pacientes com diabetes.

A cetoacidose diabética (CAD) e o estado hiperosmolar hiperglicêmico (HHS) representam dois extremos no espectro da descompensação acentuada do diabetes mellitus e são os responsáveis por levarem muitos pacientes com diabetes para os hospitais.

A cetoacidose diabética (CAD) e a síndrome hiperglicêmica hiperosmolar (SHH) são complicações com risco de vida que ocorrem em pacientes com diabetes.

Entenda agora o que é a diabetes descompensada.

O que é diabetes descompensada

A diabetes é uma doença do sistema endócrino causada pela falta de produção de insulina no corpo ou diminuição desta atividade no nível fisiológico.

Se o tratamento for interrompido a diabetes se desenvolve em uma diabetes descompensada.

Diabetes descompensada é uma doença na qual os níveis de açúcar no sangue não podem ser corrigidos por meio de medicamentos, resultando no desenvolvimento de danos graves nos sistemas e órgãos internos de muitos pacientes.

O desenvolvimento desses estados críticos requer atenção médica imediata.

Essa descompensação do diabetes leva ao desenvolvimento de complicações agudas e crônicas.

Sintomas da diabetes descompensada

Identificar a diabetes descompensada é mais simples do que muitas pessoas acreditam. Em quase 90% dos casos o paciente sente muita sede e ela vem acompanhada pela boca seca.

A pessoa com essa condição pode beber até 2-3 litros de água, mas a sede não passa. Com o tempo esse sinal clínico pode aumentar ou até mesmo desaparecer.

Outros sintomas da diabetes descompensada são:

  • Coceira suave. Com o aumento dos níveis de glicose no sangue a coceira tende a aumentar.
  • Dormência ou formigamento nas pontas dos dedos. Ocorre porque pequenos vasos são danificados na descompensação da diabetes mellitus,.
  • Micção excessiva. Há casos em que dentro de uma hora o paciente precisa urinar de 2 a 3 vezes ou mais. Normalmente esse sintoma ocorre devido ao aumento da ingestão de líquidos.

Com um aumento acentuado dos níveis de açúcar no sangue a gravidade desses sintomas é muito alta, mas no caso da diabetes tipo 2 descompensada, os sintomas acima são menos pronunciados.

Além disso, existem casos em que não há sintomas de diabetes na fase de descompensação.

Complicações da diabetes descompensada

A diabetes descompensada leva ao desenvolvimento de complicações agudas e crônicas.

As complicações agudas ocorrem rapidamente, geralmente em poucas horas ou até mesmo minutos e se o paciente não receber ajuda imediatamente, as consequências de tal estado podem ser graves, incluindo a morte.

As complicações agudas da diabetes mellitus descompensada referem-se a doenças como hiperglicemia, cetoacidose, glicosúria e coma diabético.

A hipoglicemia é caracterizada por uma queda acentuada do nível de açúcar no sangue em comparação com os que o paciente tinha anteriormente. Essa condição se desenvolve rapidamente e se manifesta na forma de forme aguda e fraqueza severa.

A descompensação da diabetes é perigosa devido à possibilidade do aparecimento e desenvolvimento de choque hipoglicêmico, que depois é transformado em coma.

A hiperglicemia ocorre como resultado de um aumento acentuado da concentração de açúcar no sangue e é acompanhado por fraqueza geral e uma rápida perda de peso. O estado mais perigoso pode causar danos graves nos órgãos e sistemas internos do paciente.

A cetoacidose se desenvolve quando o corpo é exposto severamente à ação dos corpos cetônicos (toxinas) que são formados no corpo como resultado da lipólise e pode se transformar em coma de cetoacidose que geralmente é fatal.

A glicosúria é outra complicação da diabetes descompensada que é caracteriza pelo aparecimento de açúcar na urina que indica um forte aumento do nível de açúcar no sangue.

O coma diabético é uma condição grave e com risco de vida. Ele se desenvolve na presença de tratamento inadequado do diabetes descompensado ou como resultado da alta demanda de insulina em infecções agudas, trauma, gravidez, estresse, etc.

Exige medidas corretivas urgentes destinadas a compensar a presença desta doença.

Complicações crônicas da diabetes descompensada

As complicações crônicas da diabetes descompensada pode incluir danos aos órgãos e sistemas do corpo causados pelo aumento prolongado do nível de açúcar que está contido no sangue – hiperglicemia.

Um alto nível de açúcar no sangue afeta mais os vasos sanguíneos – artérias, veias, nervos e olhos.

As complicações graves em caso de diabetes descompensada podem incluir:

  • Nefropatia diabética
  • Retinopatia
  • Microangiopatia
  • Aterosclerose
  • Pé diabético
  • Doença coronariana
  • Entre outras.

As consequências de complicações tardias em casos de descompensação do diabetes mellitus podem ser muito severas, como por exemplo:

  • Insuficiência renal
  • Ataque cardíaco
  • Cegueira
  • Gangrena
  • Amputação
  • Entre outros.

Sendo assim, o mais importante no tratamento da diabetes descompensada é compensar a doença evitando que permaneça um alto nível de açúcar no sangue.

Tratamento da diabetes descompensada

Não existe um método de tratamento definido para o tratamento da diabetes descompensada pois ela se desenvolve como resultado da não observância de certas normas e regras.

Para reduzir o risco de progressão da doença, certas regras devem ser seguidas.

Em primeiro lugar o paciente precisa manter uma dieta equilibrada. Se um paciente ingere uma grande quantidade de alimentos ricos em carboidratos o risco de desenvolver diabetes descompensada aumentada.

O paciente irá precisar usar uma quantidade estritamente regulada de carboidratos.

Além da dieta, é recomendada a prática de exercícios físicos moderados.

Para evitar o desenvolvimento de descompensação, é necessário verificar o nível de glicose no sangue de tempos em tempos, tomar medicamentos em tempo hábil e não substituir medicamentos sintéticos por suplementos alimentares.

Métodos para diagnosticar a diabetes descompensada

Existem três critérios principais para identificar esta patologia:

  • Nível de açúcar na urina;
  • Nível de glicose no sangue em jejum e depois de comer;
  • A hemoglobina glicada.

Você também deve prestar atenção especial nos níveis de:

  • Triglicerídeos;
  • Indicador de nível de colesterol no sangue;
  • Indicador de pressão arterial;
  • Índice de massa corporal (IMC).

O estágio de diabetes descompensada é caracterizada por tais indicadores:

  • O nível de açúcar no sangue com o estômago vazio é superior a 7,8 mmol / l (140 mg/dl)
  • Níveis de glicose no sangue após comer mais de 10 mmol / l (180 mg/dl)
  • O nível de açúcar na urina excede 0,5%.
  • A hemoglobina glicosada é superior a 7,5%.
  • O colesterol total também é elevado excedendo 6,5-6,6 mmol / l.
  • O nível de triglicerídeos aumenta significativamente
  • A pressão arterial aumenta acentuadamente em 100% dos casos.
  • O IMC também aumenta.

Você pode controlar os indicadores mais importante em casa, e para isso basta ter um medidor de glicose no sangue.

Com ele, você poderá monitorar regularmente os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se medir com o estômago vazio e de 1,5 a 2 horas após uma refeição.

Você também pode detectar o nível de açúcar e acetona na urina em casa. Para isso pode usar tiras feitas para isso que podem ser compradas em qualquer farmácia sem receita médica.

Refeências Adicionais:

Você já sabia o que era diabetes descompensada? Conhece alguém que já passou por isso? Comente abaixo!

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