Estudo Descobre que Pimentas Estão Relacionadas à Longevidade

Especialista:
atualizado em 30/01/2020

Uma nova pesquisa publicada no The BMJ sugere que o “tempero da vida” pode ser justamente as especiarias. Pelo menos em relação à longevidade.

O estudo que incluiu quase meio milhão de pessoas descobriu que aqueles que consumiam mais alimentos picantes – geralmente em forma de pimenta – mais de uma vez por semana tinham um risco de morte reduzido durante o período de estudo, de 7 anos. Eles também tinham menor risco de morte por certas doenças como câncer e doença cardíaca isquêmica.

Embora causa e efeito não possam ser mostrados em um estudo como este, há uma boa evidência de que alguns dos compostos de pimentas, ou seja, a capsaicina, têm alguns benefícios de saúde importantes, e podem ser responsáveis por estes efeitos.

Os pesquisadores da Harvard’s T. H. Chan School of Public Health e da Chinese Academy of Medical Sciences analisaram dados de 485 mil pessoas na China que relataram seus hábitos alimentares, incluindo a frequência em que comiam alimentos picantes, carne vermelha, álcool e vegetais. Eles excluíram qualquer pessoa que tivesse uma história de doença cardíaca, câncer ou diabetes.

No final do período de 7 anos, os pesquisadores investigaram se havia alguma conexão entre a dieta, doenças e risco de mortalidade.

Eles descobriram que as pessoas que consumiam alimentos picantes um ou dois dias por semana tinham um risco reduzido de 10% de mortalidade global, em comparação com aqueles que tinham uma refeição picante menos do que uma vez por semana.

Comer os alimentos picantes mais de dois dias por semana trouxe apenas um aumento adicional: aqueles que comiam alimentos picantes três a cinco vezes e seis a sete vezes por semana tinham um risco de morte reduzido em 14%. As pessoas que não bebiam álcool ainda pareciam ter um maior benefício.

Quando eles analisaram a morte por causas específicas, descobriram que os alimentos picantes estavam ligados ao risco reduzido de morte por câncer, doença cardíaca isquêmica e doenças do sistema respiratório. Estes benefícios foram ligeiramente maiores para as mulheres do que para os homens.

A equipe também queria determinar se comer pimentas secas ou frescas fazia diferença. Eles descobriram que havia uma leve: aqueles que consumiram pimenta fresca, ao contrário das secas, tendiam a ter um menor risco de morte por câncer, doença cardíaca isquêmica e diabetes.

Novamente, causa e efeito não podem ser “comprovados” aqui, é apenas uma correlação. O composto chamado capsaicina é o ingrediente ativo em pimentas, e já tem sido associado a uma série de benefícios em estudos anteriores. Além disso, pimentas frescas são ricas em vitaminas C, A, K, B6 e potássio.

“Os alimentos picantes ou seus componentes ativos têm sido relacionados a uma melhora na inflamação, redução da gordura corporal e IMC melhorados”, diz o autor do estudo, Lu Qi. “Além disso, alimentos picantes também podem afetar as bactérias intestinais, que têm sido relacionadas a várias doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade. No entanto, sabemos pouco sobre o porquê isso ocorre. Mais estudos definitivamente são necessários para esclarecer os mecanismos.”

A equipe tentou controlar variáveis como idade, estado civil, educação e atividade física, mas é certamente possível que algo mais possa estar acontecendo para explicar a conexão. Pode ser que os alimentos picantes sejam apenas um marcador para outras escolhas de estilo de vida que levam à boa saúde.

Ainda assim, a conexão é viável, dada a evidência existente sobre a capsaicina. E pode explicar por que, apesar de sua ardência, a pimenta é tão onipresente na maior parte do mundo, e algumas pessoas simplesmente não conseguem viver sem. É muito cedo para prescrever o material para fins de saúde, mas se você atualmente desfruta de pratos picantes algumas vezes por semana, continue com este hábito.

Você tem o costume de consumir pimenta com frequência durante a semana? Agora que sabe dos resultados destas pesquisas, pretende consumir mais? Comente abaixo!

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2 comentários em “Estudo Descobre que Pimentas Estão Relacionadas à Longevidade”

  1. batista10001@outlook.com, eu consumo pimenta todos os dias no almoço, se não tiver pimenta a comida não tem sabor.