Glicemia de jejum alterada: o que é, valores e preparo

Especialista:
atualizado em 23/11/2020

Veja o que é a glicemia de jejum alterada, o que os valores podem representar, quantas horas de jejum são necessárias e como funciona o preparo para realizar o exame.

Muitas pessoas ainda possuem dúvidas quanto ao funcionamento desse exame, perguntam-se qual sua finalidade e como interpretar os valores. Leia abaixo e tire suas dúvidas:

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O que é glicemia de jejum?

A glicemia de jejum nada mais é do que um exame responsável por identificar o nível de açúcar na corrente sanguínea no qual o paciente passa por um período pré-determinado de jejum.

Com base nos valores de referência, o paciente descobrirá se os seus valores estão dentro dos parâmetros aceitáveis ou se estão superiores ou inferiores em relação ao que é considerado normal. Com isso, indicariam casos de hiper ou hipoglicemia, respectivamente.

Além disso, o médico pode solicitar esse exame para monitorar a diabetes, em conjunto com o exame de hemoglobina glicada.

Por que preciso fazer o exame?

O paciente, após determinado período em jejum, submete-se ao exame que mede a glicemia a fim de identificar possíveis doenças, principalmente a diabetes.

Ou seja, com base nos resultados, é possível verificar se os níveis de açúcar em circulação estão altos ou baixos.

A diabetes é uma doença que, muitas vezes, não manifesta sintomas no início. Dessa maneira, submeter-se ao exame é uma forma de identificar o quadro antes de o problema avançar.

Em seguida, você já pode iniciar o tratamento para evitar sua evolução e suas possíveis consequências.

Trata-se de um exame comumente solicitado quando há suspeitas de diabetes tipo 1, tipo 2, ou até mesmo diabetes gestacional.

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Além disso, se um paciente já foi diagnosticado com diabetes, estes exames podem ser solicitados para atestar a eficácia dos tratamentos administrados.

Valores de referência

Após a coleta do sangue, ele é encaminhado ao laboratório para que o exame possa ser concluído. O índice glicêmico será apresentado com base nos valores de referência.

Os valores adotados como parâmetro são:

  • Menos 100 mg/dL = Índice glicêmico considerado normal;
  • Entre 110 e 125 mg/dL = Possível caso de pré-diabetes;
  • Maior que 126 mg/dL em duas ou mais amostras = Diabetes.

O paciente receberá o exame com o seu percentual glicêmico e os números de referência para que o médico possa fazer a verificação e o diagnóstico.

Preparo para o exame

Exame de sangue

Uma das principais dúvidas é a respeito de quantas horas de jejum são necessárias para a realização. Embora se possa fazer o exame a partir de 8 horas de jejum, normalmente solicita-se o jejum de 12 horas.

Dessa forma, nas 12 horas que antecedem a coleta de sangue não se permite a ingestão de nenhum alimento ou agente hipoglicêmico, como certos medicamentos orais e insulina. Logicamente, a não ser que seja orientado o contrário.

O tempo de jejum é necessário porque o carboidrato de muitos alimentos transforma-se em açúcar na corrente sanguínea, o que prejudicaria os resultados levantados. A ingestão de água é livre.

No entanto, crianças com idade igual ou inferior a 3 anos podem fazer o exame com apenas três horas de jejum, enquanto crianças de 3 a 9 anos precisam passar pelo período de quatro a cinco horas de jejum.

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Além disso, no dia anterior à coleta de sangue, recomenda-se evitar a prática de exercícios físicos rigorosos, bem como a ingestão de grande quantidade de cafeína e álcool.

Causas da glicemia de jejum alterada

Quando o índice glicêmico está acima dos valores de referência, pode-se diagnosticar um quadro de diabetes ou de pré-diabetes. Quando o nível está alto e aponta para diabetes, o exame deverá ser refeito no dia seguinte para confirmar o diagnóstico.

No entanto, existem outras causas que podem levar à glicemia de jejum alterada. Depois da diabetes, uma das principais causas é o hipertireoidismo e outras complicações associadas à tireoide.

Além disso, problemas renais, no pâncreas e alguns tipos de câncer também podem desencadear esse quadro. Existem alguns casos mais raros em que a elevação glicêmica pode estar associada à insuficiência renal.

Já os casos de hipoglicemia, ou seja, quando os níveis de açúcar no sangue estão abaixo dos valores ideais, são mais raros. Estes estão associados, sobretudo, ao consumo excessivo de insulina.

Outros fatores que podem levar a esse diagnóstico são a fome, hipotireoidismo, doenças hepáticas, consumo excessivo de álcool e doença de Addison.

Diabetes e a glicemia de jejum alterada

A diabetes do tipo 1 é um tipo da doença que geralmente é diagnosticada na infância ou na adolescência.

Nesses casos, os organismos não são capazes de produzir insulina suficiente, o que exige que os diabéticos utilizem insulina para suprir a deficiência. Este é um caso crônico que requer tratamento contínuo.

Já a diabetes do tipo 2, geralmente diagnostica-se em adultos obesos. Embora esse seja o cenário mais comum, pessoas mais jovens também podem apresentar essa complicação.

Esse quadro se manifesta quando o organismo não produz insulina suficiente ou quando a insulina que produz não funciona adequadamente.

No entanto, pode-se reduzir o impacto da diabetes tipo 2 através da perda de peso, da prática de atividades físicas e da alimentação saudável, restringindo o consumo de açúcares e carboidratos refinados.

Além disso, existe ainda a diabetes gestacional, que ocorre quando uma mulher desenvolve diabetes durante a gravidez. Normalmente, esse quadro desaparece após o parto.

Depois de receber um diagnóstico de diabetes, pode ser necessário fazer exames de glicose no sangue para determinar se está administrando bem condição e os tratamentos estão surtindo efeitos.

Isso porque altos níveis de glicose em uma pessoa diabética podem significar que a doença não está sendo controlada adequadamente.

Em casos raros, altos níveis de glicose no sangue podem ser um sinal de um distúrbio hormonal chamado acromegalia, ou síndrome de Cushing, que ocorre quando o corpo produz excesso de cortisol.

Seja qual for o caso ou a origem, o exame de glicemia de jejum deve ser feito para que o médico possa averiguar seu quadro e iniciar o tratamento correto o mais rapidamente possível.

Fontes e Referências Adicionais

Você já foi diagnosticado com glicemia de jejum alterada? Como foi o teste? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco é Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião geral - CRM 597798 RJ/ CBCD. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr. Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico-cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. Além disso é diretor médico do Instituto de Transplantes. Suas áreas de atuação principais são: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia, e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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