Exame de sangue

Hipercalemia (Potássio Alto) – Sintomas e Tratamento

Os distúrbios relacionados aos níveis de potássio no organismo são bastante frequentes e podem ser caracterizados por uma emergência clínica, já que muitas pessoas não estão cientes deste tipo de problema.

Apesar de apresentar alguns sintomas aparentes, estes podem também estar associados a diversos outros tipos de problemas. O potássio é um nutriente importante para o organismo e quando este possui níveis abaixo ou acima do normal, podem ocorrer diversos sintomas no dia a dia.

Vamos conhecer o que é o problema de hipercalemia (potássio alto), suas as principais causas e sintomas e o tipo de tratamento disponível para este distúrbio?

Qual a importância do potássio no organismo?

O potássio é um íon que permanece em sua grande parte dentro das células. O conteúdo de potássio no organismo é de cerca de 3.500 mEq para um adulto com aproximadamente 70 Kg. A concentração do potássio dentro da célula varia entre 140 a 150 mEq/L, sendo o tecido muscular o maior depósito de potássio do organismo.

Devido à grande diferença de concentração dos níveis deste íon fora e dentro das células, muitos são os fatores relacionados à sua distribuição corporal e também à adequada manutenção dos níveis séricos normais.

Os principais fatores são o pH, a insulina, a aldosterona e os agentes beta-adrenérgicos, sendo as duas primeiras as principais. O pH é fundamental para este equilíbrio, pois um quadro de acidose pode provocar a saída do potássio do meio intracelular para o meio extracelular. O fenômeno oposto irá ocorrer num quadro de alcalose, em que o potássio irá migrar do meio externo para o meio interno.

Outro fator é a insulina que exerce papel fundamental na manutenção dos níveis adequados de potássio. Pessoas com baixa secreção basal de insulina, que é o caso dos diabéticos tipo 1, possuem menor tolerância à infusão do potássio.

O potássio é fundamental para o adequado funcionamento de todas as células, tecido e órgãos do corpo humano. Ele é essencial para auxiliar na manutenção da função cardíaca, participando dos processos envolvidos na contração do músculo esquelético, atuando também na melhoria da digestão e das funções musculares.

Diversos alimentos contêm potássio em sua composição, entre eles as carnes, alguns tipos de peixes, algumas frutas como a banana, as verduras e os legumes, além dos produtos lácteos, que também são ótimas fontes de potássio.

Embora o mineral seja muito importante para a manutenção da saúde, quando está presente em quantidades elevadas podem existir alguns efeitos colaterais. Os rins são os responsáveis pela manutenção dos níveis saudáveis de potássio, eliminando o excesso quando necessário. No entanto, por diversas razões, estes níveis podem se manter acentuados.

O que é o problema de hipercalemia?

O distúrbio de hipercalemia, ou também chamada de hiperpotassemia, acontece quando os níveis de potássio no sangue estão muito altos e são superiores a 5,5 mEq/L. Pesquisas mostram que os níveis saudáveis deste mineral devem permanecer entre 3,6 e 5,3 mEq/L de sangue. Acima deste valor, já se considera uma situação crítica, e quando estes níveis passam de 6 mEq/L de sangue pode ser potencialmente fatal.

Quando há um quadro de potássio alto, isto pode acarretar em problemas principalmente relacionados ao coração e aos músculos, gerando diversos sintomas, entre eles alterações nos batimentos cardíacos, podendo gerar até mesmo uma parada cardíaca, fraqueza muscular, paralisia, dificuldade em respirar, náusea, vômito, confusão mental, dores no peito, desmaios, entre muitos outros.

Na existência de um ou mais destes sintomas, é importante que se busque a orientação médica para evitar o agravamento do problema.

Entre as muitas causas relacionadas à hipercalemia, está o uso de drogas imunossupressoras que são utilizadas no pós-transplante dos pacientes e que podem causar este efeito no organismo. Estes medicamentos podem afetar o funcionamento dos rins, gerando um prejuízo nas suas funções e impedindo a eliminação do excesso de potássio do sangue, gerando assim um quadro de potássio alto. A falência renal é a causa mais comum do potássio alto, provocando o acúmulo do mesmo no organismo.

Outras causas estão relacionadas a problemas nos rins como a insuficiência renal, a uropatia obstrutiva, a falta de aldosterona (que é um hormônio sintetizado nas glândulas suprarrenais). A hipercalemia também pode estar relacionada ao uso abusivo de diuréticos, o excesso de potássio e sal na alimentação, queimaduras ou feridas graves, cirrose hepática e insuficiência cardíaca, sangramento no estômago ou nos intestinos, uso excessivo de medicamentos anti-hipertensivos, à Doença de Addison, problemas de desidratação, entre muitas outras.

O uso de alguns medicamentos também pode provocar o aumento do potássio, tais como as drogas quimioterápicas, os bloqueadores dos receptores da angiotensina, os inibidores da enzima conversora de angiotensina, alguns tipos de suplementos, o uso abusivo de álcool e drogas que podem provocar a quebra das fibras musculares, liberando potássio na corrente sanguínea.

O diagnóstico do distúrbio é realizado através de exame de sangue ou urina. Se você tem problemas com as taxas de potássio, deve buscar realizar estes exames de forma periódica para o acompanhamento da situação, evitando o agravamento do problema.

Qual o tratamento para a hipercalemia?

O tratamento para o problema de potássio alto envolve a utilização de medicamentos que irão aumentar a excreção do potássio, como é o caso dos medicamentos diuréticos, assim como a utilização de alguns tipos de resinas que podem absorver o potássio em excesso e gerar sua eliminação nas fezes.

Outra questão importante é que o paciente pare de utilizar qualquer medicamento que esteja prejudicando a função dos rins e, como consequência, atrapalhe a eliminação do potássio do organismo.

Em casos mais graves, em que os níveis de potássio precisam ser eliminados rapidamente, pode-se fazer uso do cálcio, da glicose e da insulina ao longo do tratamento para ajudar na normalização dos níveis deste mineral. O cálcio irá proteger o coração, a glicose irá transportar o potássio do sangue para dentro das células e a insulina também irá auxiliar na redução dos níveis de potássio na corrente sanguínea.

A hemodiálise é uma das necessidades caso o paciente já tenha algum sintoma associado à falência dos rins, sendo necessária a filtragem do sangue.

Além destas medidas, é importante que o paciente mantenha uma dieta com baixa quantidade de potássio, devendo sempre seguir a orientação de um médico responsável. A mudança dos hábitos alimentares é uma das alternativas para controlar a hipercalemia em conjunto com o uso dos medicamentos.

Os alimentos que contêm altos teores de potássio e que devem ser evitados são a banana, as nozes, os feijões, o leite, as batatas, o bacalhau, o damasco, alguns tipos de carne, assim como o sal, que deve ser controlado. Também é recomendado o aumento da ingestão de água para auxiliar na eliminação do potássio em excesso no organismo.

Conclusão

O distúrbio de hipercalemia acontece quando os níveis de potássio no sangue estão muito altos. Quando há um quadro de potássio alto, podem ocorrer problemas principalmente relacionados ao coração e aos músculos, gerando diversos sintomas, entre eles alterações nos batimentos cardíacos e até mesmo uma parada cardíaca, fraqueza muscular, paralisia, dificuldade em respirar, náusea, vômito, confusão mental, desmaios, entre muitos outros.

O tratamento pode envolver o uso de medicamentos que ajudem na redução dos níveis de potássio e também a mudança de hábitos alimentares.

Referências adicionais:

Você já foi diagnosticado com hipercalemia? Que tipo de tratamento seu médico especialista passou para reduzir o potássio alto? Comente abaixo!</h$>

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite


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