O IGF1, ou somatomedina C, é um dos responsáveis pelo bom desenvolvimento do corpo, e por isso é importante saber o que ele é e o que significa quando seu nível está alto ou baixo.
Mas nem sempre as alterações significam problemas graves, já que a produção dessa substância pode ser afetada por uma série de fatores, desde a idade até a alimentação.
Então, a seguir vamos conhecer melhor o IGF-1 e os seus efeitos, além de ver formas de controlar a sua produção naturalmente.
O fator de crescimento semelhante à insulina 1, também conhecido como IGF-1, é uma substância naturalmente produzida pelo fígado, quando o órgão recebe o estímulo do hormônio de crescimento.
Essa dupla, IGF-1 e hormônio de crescimento, promove o crescimento e desenvolvimento de praticamente todos os tecidos do corpo, e por isso a sua dosagem é realizada quando alguns problemas relacionados ao crescimento são detectados.
Além disso, ele afeta também o metabolismo de macronutrientes, e pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de uma série de problemas de saúde.
Os valores de referência do IGF-1 variam bastante com a idade, e devem sempre ser interpretados por um médico.
Para adultos, de acordo com a Mayo Clinic, os valores normais são:
| IDADE | VALOR |
|---|---|
| 18-22 anos | 91-442 ng/mL |
| 23-25 anos | 66-346 ng/mL |
| 26-30 anos | 60-329 ng/mL |
| 31-35 anos | 54-310 ng/mL |
| 36-40 anos | 48-292 ng/mL |
| 41-45 anos | 44-275 ng/mL |
| 46-50 anos | 40-259 ng/mL |
| 51-55 anos | 37-245 ng/mL |
| 56-60 anos | 34-232 ng/mL |
| 61-65 anos | 33-220 ng/mL |
| 66-70 anos | 32-209 ng/mL |
| 71-75 anos | 32-200 ng/mL |
| 76-80 anos | 33-192 ng/mL |
| 81-85 anos | 33-185 ng/mL |
| 86-90 anos | 33-179 ng/mL |
Mas, nem sempre alterações leves nesse exame indicam que algo está errado. Por isso, sempre discuta os resultados e os sintomas com seu médico antes de tirar qualquer conclusão precipitada.
Além disso, é importante ter em mente que homens apresentam níveis um pouco mais altos de IGF-1 do que as mulheres, e que existem picos de produção da substância durante as fases de crescimento de crianças e adolescentes.
O IGF-1, quando em quantidades adequadas, pode trazer benefícios como:
Quantidades inadequadas de IGF-1 podem afetar drasticamente a saúde, e os sintomas apresentados vão depender de quando se iniciou o problema.
Algumas pessoas começam a apresentar uma produção excessiva ou deficiente do IGF-1 ainda na infância, o que leva a problemas de desenvolvimento corporal. Já outras começam a ter variações na produção desse composto na fase adulta, quando o crescimento e o desenvolvimento corporal já se completou.
Nesses casos, a apresentação das doenças associadas será diferente, como veremos a seguir.
O exame de IGF-1 serve para verificar como estão os níveis desse hormônio no corpo, e é solicitado quando há suspeita de distúrbios que afetem a produção do hormônio do crescimento e do próprio IGF-1.
A falta do IGF-1 pode trazer uma série de problemas, principalmente quando ocorre em crianças pequenas. Nesses casos, pode ocorrer acondroplasia ou nanismo, pois a sua falta prejudica o desenvolvimento físico da criança.
Além disso, níveis baixos podem aumentar o risco de desenvolvimentos de problemas como:
Níveis aumentados de IFG-1 são um problema menos comum, e também podem causar problemas de crescimento, embora neste caso ele ocorra de forma exagerada. O problema é conhecido como acromegalia (em adultos) ou gigantismo (em crianças), e é caracterizado por:
Além disso, o excesso de IGF-1 também pode aumentar o risco de:
A forma mais fácil de diagnosticar os problemas relacionados ao hormônio de crescimento é fazer a dosagem do IGF-1, que é o representante do hormônio.
Isso acontece porque ele depende do hormônio de crescimento para ser produzido, e se o nível do IGF-1 estiver baixo ou baixo, é sinal de que o hormônio também está alterado.
Mas nem sempre esse método de diagnóstico é preciso, funcionando em cerca de 50% dos casos de deficiência do hormônio. Por este motivo, muitas vezes, precisamos provocar sua liberação no sangue através de um estímulo químico, feito por algum medicamento, para então diagnosticar a deficiência do hormônio de crescimento.
Devido ao seu possível efeito de aumentar o desempenho físico, muitas pessoas procuram o IGF-1 como suplemento. No entanto, o uso desse hormônio como suplemento não é indicado devido ao risco de alguns efeitos colaterais, como:
Então, se você deseja aumentar os níveis de IGF-1 no organismo, o ideal é usar alimentos naturais e outras técnicas que podem ajudar a elevar a quantidade do hormônio naturalmente.
O único caso em que a suplementação com IGF-1 realmente se faz necessária é quando há algum problema diagnosticado por um profissional da saúde capacitado, que então irá definir as doses da maneira correta.
Normalmente, para aumentar os níveis de IGF-1 são utilizadas terapias hormonais com hormônio do crescimento, estradiol ou prolactina dependendo do caso.
Mas, é possível aumentar a produção do hormônio de crescimento, e assim também a do IGF-1 sem o uso se medicamentos. Mas para isso, algumas mudanças alimentares e de estilo de vida são necessárias, assim como o uso de alguns suplementos, como veremos a seguir:
Uma dieta balanceada, que supra as necessidades diárias de micro e macronutrientes é indispensável para quem deseja manter a saúde e ao mesmo tempo aumentar os níveis de IGF-1.
Então, inclua alimentos ricos em minerais como:
Além disso, alimentos como laticínios e proteínas magras também podem ajudar a aumentar a produção do IGF-1.
Como citado anteriormente, algumas mudanças no estilo de vida podem ajudar a aumentar a produção de IGF-1, principalmente quando aliadas a uma dieta nutritiva.
São elas:
Por fim, temos os suplementos alimentares, que apesar de não conterem o IGF-1 em sua composição, podem ajudar a aumentar a sua produção. São eles:
Diminuir os níveis de IGF-1 é mais difícil do que aumentar, porque geralmente é necessário um tratamento específico para inibir a superprodução do hormônio ou a realização de cirurgias para remover tumores que possam estar causando o problema.
Mas, normalmente as estratégias alimentares incluem a restrição de micro e macronutrientes, o que pode acabar gerando outros problemas de saúde. São elas:
Então, é necessário seguir as orientações de um médico especialista na área, para evitar os problemas decorrentes do excesso de IGF-1, além de evitar a má nutrição.