IGF-1 alto ou baixo demais – O que é, exame, tratamentos

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atualizado em 13/05/2021

O IGF1, ou somatomedina C, é um dos responsáveis pelo bom desenvolvimento do corpo, e por isso é importante saber o que ele é e o que significa quando seu nível está alto ou baixo.

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Mas nem sempre as alterações significam problemas graves, já que a produção dessa substância pode ser afetada por uma série de fatores, desde a idade até a alimentação.

Então, a seguir vamos conhecer melhor o IGF-1 e os seus efeitos, além de ver formas de controlar a sua produção naturalmente.

O que é IGF-1?

O fator de crescimento semelhante à insulina 1, também conhecido como IGF-1, é uma substância naturalmente produzida pelo fígado, quando o órgão recebe o estímulo do hormônio de crescimento.

Essa dupla, IGF-1 e hormônio de crescimento, promove o crescimento e desenvolvimento de praticamente todos os tecidos do corpo, e por isso a sua dosagem é realizada quando alguns problemas relacionados ao crescimento são detectados.

Além disso, ele afeta também o metabolismo de macronutrientes, e pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de uma série de problemas de saúde.

exame de sangue

Valores de referência

Os valores de referência do IGF-1 variam bastante com a idade, e devem sempre ser interpretados por um médico.

Para adultos, de acordo com a Mayo Clinic, os valores normais são:

IDADEVALOR
18-22 anos91-442 ng/mL
23-25 anos66-346 ng/mL
26-30 anos60-329 ng/mL
31-35 anos54-310 ng/mL
36-40 anos48-292 ng/mL
41-45 anos44-275 ng/mL
46-50 anos40-259 ng/mL
51-55 anos37-245 ng/mL
56-60 anos34-232 ng/mL
61-65 anos33-220 ng/mL
66-70 anos32-209 ng/mL
71-75 anos32-200 ng/mL
76-80 anos33-192 ng/mL
81-85 anos33-185 ng/mL
86-90 anos33-179 ng/mL
Fonte: Mayo Clinic

Mas, nem sempre alterações leves nesse exame indicam que algo está errado. Por isso, sempre discuta os resultados e os sintomas com seu médico antes de tirar qualquer conclusão precipitada.

Além disso, é importante ter em mente que homens apresentam níveis um pouco mais altos de IGF-1 do que as mulheres, e que existem picos de produção da substância durante as fases de crescimento de crianças e adolescentes.

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Alguns benefícios do IGF-1

O IGF-1, quando em quantidades adequadas, pode trazer benefícios como:

  • Prevenção da perda de massa muscular;
  • Regulação dos níveis de gordura corporal;
  • Construção de ossos e proteção contra perda óssea;
  • Regulação dos níveis de açúcar no sangue e na diminuição dos fatores de risco para a diabetes;
  • Crescimento e desenvolvimento adequado em crianças;
  • Construção de massa muscular e aumento de força;
  • Proteção da saúde cognitiva e atuação contra doenças neurológicas ou perda de células cerebrais;
  • Prevenção do enfraquecimento da pele.

Malefícios do IGF-1

Quantidades inadequadas de IGF-1 podem afetar drasticamente a saúde, e os sintomas apresentados vão depender de quando se iniciou o problema.

Algumas pessoas começam a apresentar uma produção excessiva ou deficiente do IGF-1 ainda na infância, o que leva a problemas de desenvolvimento corporal. Já outras começam a ter variações na produção desse composto na fase adulta, quando o crescimento e o desenvolvimento corporal já se completou.

Nesses casos, a apresentação das doenças associadas será diferente, como veremos a seguir.

IGF-1 alto ou baixo demais

O exame de IGF-1 serve para verificar como estão os níveis desse hormônio no corpo, e é solicitado quando há suspeita de distúrbios que afetem a produção do hormônio do crescimento e do próprio IGF-1. 

1. Níveis baixos

A falta do IGF-1 pode trazer uma série de problemas, principalmente quando ocorre em crianças pequenas. Nesses casos, pode ocorrer acondroplasia ou nanismo, pois a sua falta prejudica o desenvolvimento físico da criança.

Além disso, níveis baixos podem aumentar o risco de desenvolvimentos de problemas como:

nanismo
Acondroplasia ou Nanismo

2. Níveis altos

Níveis aumentados de IFG-1 são um problema menos comum, e também podem causar problemas de crescimento, embora neste caso ele ocorra de forma exagerada. O problema é conhecido como acromegalia (em adultos) ou gigantismo (em crianças), e é caracterizado por:

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  • Estatura elevada, no caso do gigantismo, com pessoas podendo chegar a mais de dois metros de altura;
  • Crescimento exagerado de partes do corpo como mãos, pés e nariz.

Além disso, o excesso de IGF-1 também pode aumentar o risco de:

  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Alguns tipos de câncer. 
Robert Wadlow o homem mais alto do mundo
Robert Wadlow – o homem mais alto do mundo (fonte: Wikipedia)

Diagnóstico

A forma mais fácil de diagnosticar os problemas relacionados ao hormônio de crescimento é fazer a dosagem do IGF-1, que é o representante do hormônio. 

Isso acontece porque ele depende do hormônio de crescimento para ser produzido, e se o nível do IGF-1 estiver baixo ou baixo, é sinal de que o hormônio também está alterado.

Mas nem sempre esse método de diagnóstico é preciso, funcionando em cerca de 50% dos casos de deficiência do hormônio. Por este motivo, muitas vezes, precisamos provocar sua liberação no sangue através de um estímulo químico, feito por algum medicamento, para então diagnosticar a deficiência do hormônio de crescimento.

Suplemento

Devido ao seu possível efeito de aumentar o desempenho físico, muitas pessoas procuram o IGF-1 como suplemento. No entanto, o uso desse hormônio como suplemento não é indicado devido ao risco de alguns efeitos colaterais, como: 

  • Dor muscular severa;
  • Edema retiniano;
  • Dor ou paralisia no nervo facial;
  • Palpitações cardíacas;
  • Fadiga;
  • Episódios de hipoglicemia;
  • Inchaço nas mãos;
  • Problemas cardíacos;
  • Alteração no metabolismo da glicose.

Então, se você deseja aumentar os níveis de IGF-1 no organismo, o ideal é usar alimentos naturais e outras técnicas que podem ajudar a elevar a quantidade do hormônio naturalmente.

O único caso em que a suplementação com IGF-1 realmente se faz necessária é quando há algum problema diagnosticado por um profissional da saúde capacitado, que então irá definir as doses da maneira correta.

Como aumentar os níveis de IGF-1

Normalmente, para aumentar os níveis de IGF-1 são utilizadas terapias hormonais com hormônio do crescimento, estradiol ou prolactina dependendo do caso.

Mas, é possível aumentar a produção do hormônio de crescimento, e assim também a do IGF-1 sem o uso se medicamentos. Mas para isso, algumas mudanças alimentares e de estilo de vida são necessárias, assim como o uso de alguns suplementos, como veremos a seguir:

1. Alimentos

Uma dieta balanceada, que supra as necessidades diárias de micro e macronutrientes é indispensável para quem deseja manter a saúde e ao mesmo tempo aumentar os níveis de IGF-1.

Então, inclua alimentos ricos em minerais como:

Além disso, alimentos como laticínios e proteínas magras também podem ajudar a aumentar a produção do IGF-1.

2. Mudanças de estilo de vida

Como citado anteriormente, algumas mudanças no estilo de vida podem ajudar a aumentar a produção de IGF-1, principalmente quando aliadas a uma dieta nutritiva.

São elas:

  • Redução da gordura corporal;
  • Redução da ingestão de açúcar;
  • Evitar comer antes de dormir;
  • Realizar exercícios de alta intensidade, como os treinos HIIT;
  • Ter uma boa rotina de sono.

3. Suplementos

Por fim, temos os suplementos alimentares, que apesar de não conterem o IGF-1 em sua composição, podem ajudar a aumentar a sua produção. São eles:

Como reduzir os níveis de IGF-1

Diminuir os níveis de IGF-1 é mais difícil do que aumentar, porque geralmente é necessário um tratamento específico para inibir a superprodução do hormônio ou a realização de cirurgias para remover tumores que possam estar causando o problema. 

Mas, normalmente as estratégias alimentares incluem a restrição de micro e macronutrientes, o que pode acabar gerando outros problemas de saúde. São elas:

  • Jejum intermitente;
  • Restringir o consumo de proteínas.

Então, é necessário seguir as orientações de um médico especialista na área, para evitar os problemas decorrentes do excesso de IGF-1, além de evitar a má nutrição.

Fontes e referências adicionais

Você já foi diagnosticado com IGF-1 alto ou baixo demais? Que tipo de tratamento ou suplemento o médico recomendou? Comente abaixo!

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Sobre Marcela Gottschald

Marcela Gottschald é Farmacêutica Clinica - CRF-BA 8022. Graduada em farmácia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2013. Residência em Saúde mental pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Experiência em pediatria e nefrologia, com ênfase em unidade de terapia intensiva. Ela faz parte da equipe de redatores do MundoBoaForma.

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2 comentários em “IGF-1 alto ou baixo demais – O que é, exame, tratamentos”

  1. Tenho 46 anos, descobri IGF 1 elevado desde janeiro de 2020, ao longo do último ano já fiz 4 medições, todas entre 330 a 360, bem acima do recomendado para a idade. Obs. Acromegalia descartada, o que pode ser isso? Outros sintomas que apresento é fraqueza, como se estivesse constantemente gripado.
    Desesperado, ninguém descobre o que tenho

    Responder
  2. Me chamo Lucas tenho 28 anos, aos meus 26 anos meu IGF1 era 790 ng/dl eu estava com Acromegalia meu GH era 37 ng/dl , fiz a cirurgia e tirei o tumor da Hipófise, faço tratamento com Lanreotida 90 mg para manter o GH e o IGF1 dentro de valores normais , hoje estou curado da doença , e Tem muita gente brincando com GH , eu tive muita sorte que Não tive deformidades ,so meu pé que cresceu mais …

    Responder