Psoríase Tem Cura? O Que é, Sintomas, Tratamento e Causas

Especialista:
atualizado em 05/09/2019

Doenças de pele podem ser extremamente desagradáveis visualmente. No caso da psoríase, além do desconforto estético, alguns pacientes podem sentir dor.

A psoríase é uma condição que afeta mais de 125 milhões de pessoas no mundo em que as células da pele crescem em um ritmo mais acelerado do que o habitual. Esse crescimento desordenado gera um acúmulo de células mortas na pele que geralmente fica escamosa.

Em muitos casos, mesmo com o tratamento, a psoríase vai e volta, causando um desconforto quase que constante naqueles diagnosticados com a condição. Portanto, isso quer dizer que a psoríase tem cura ou não?

Além de mencionar os sintomas e as principais causas da psoríase, vamos abordar os tratamentos disponíveis e a eficácia deles e discutir se a psoríase tem cura ou se esse é ainda um sonho distante para quem sofre desse problema de pele.

Psoríase – O que é?

A psoríase é uma doença de pele que acelera o ciclo de vida das células epiteliais. Esse aceleramento faz com que as células se acumulem na superfície da pele mais rapidamente do que o normal. Esse excesso de células mortas forma espécies de escamas na pele que são a principal característica da psoríase.

A pele escamosa também pode ficar avermelhada, coçar e ficar dolorida, causando um desconforto que não é só estético.

Infelizmente, a psoríase é uma condição crônica que muitas vezes é difícil de ser controlada e o principal desafio é desacelerar o ritmo de crescimento das células da pele para que as células mortas se acumulem em menor quantidade.

Sintomas

Os sintomas da psoríase podem variar um pouco de pessoa para pessoa, mas os sinais mais comuns da doença são os seguintes:

  • Manchas vermelhas e escamosas na pele;
  • Comichão;
  • Dor;
  • Ardor;
  • Inchaço e rigidez nas articulações;
  • Pele seca e rachada que pode sangrar com facilidade;
  • Pequenos pontos escamosos na pele.

O diagnóstico nem sempre é tão simples pois a psoríase pode se apresentar na forma de uma simples descamação que lembra a caspa, por exemplo, ou erupções cutâneas extensas e mais graves.

A psoríase é uma doença que se manifesta em ciclos. Os sintomas perduram por algumas semanas ou meses e depois desaparecem. Em alguns casos, o desaparecimento dura pouco tempo e a doença volta. Em outros, pode ocorrer a remissão completa dos sintomas. Mais a frente, vamos entender se isso significa que a psoríase tem cura ou não.

Tipos de psoríase

A psoríase pode afetar diferentes partes do corpo e apresentar os mais diversos formatos na pele e sintomas característicos. Os principais tipos de psoríase são:

1. Psoríase em placas

Trata-se da forma mais comum de psoríase. Esse tipo de psoríase causa lesões na pele avermelhada e ressecadas na forma de grandes placas escamosas que podem variar em quantidade. O paciente pode sentir comichões e dores.

A psoríase em placas pode afetar qualquer parte do corpo, inclusive os órgãos genitais e o tecido mole que fica dentro da boca.

2. Psoríase gutata

Os adultos jovens e as crianças são os mais afetados por esse tipo de psoríase que é comumente causada por uma infecção bacteriana – como a faringite estreptocócica, por exemplo.

Na psoríase gutata, surgem pequenas lesões que lembram uma gota d’água na região do tronco, os braços, das pernas ou do couro cabeludo. Tais lesões podem ser cobertas por uma escama fina, mas não tão espessas como na psoríase em placas.

Esse tipo de psoríase pode aparecer apenas uma vez e desaparecer ou aparecer várias vezes ao longo da vida.

3. Psoríase na unha

A psoríase na unha – chamada também de psoríase ungueal – pode afetar as unhas das mãos ou dos pés. Nesse caso, ocorre um crescimento anormal e descoloração nas unhas. Em alguns casos, a unha pode até se soltar do dedo.

4. Psoríase inversa

A psoríase inversa costuma afetar principalmente a pele na região das axilas, da virilha, dos seios ou ao redor das regiões genitais.

As manchas na pele são vermelhas, lisas e inflamadas que tendem a piorar com o acúmulo de suor e com o atito. Esse tipo de psoríase normalmente é causado por uma infecção fúngica.

5. Psoríase eritrodérmica

O tipo menos comum de psoríase é a psoríase eritrodérmica. Esse tipo de psoríase é capaz de cobrir o corpo inteiro com uma erupção cutânea avermelhada que pode coçar ou causar uma sensação de queimadura intensa na pele.

6. Psoríase pustulosa

A psoríase pustulosa é um tipo não muito comum de psoríase que surge como manchas generalizadas ou em regiões menores como nos pés, nas mãos ou nas pontas dos dedos.

Quando surge, a psoríase pustulosa se desenvolve rapidamente. Em uma questão de horas, após a pele ficar avermelhada e sensível, diversas bolhas contendo pus podem aparecer. Além das bolhas, pode ocorrer febre, prurido intenso, diarreia e calafrios.

7. Artrite psoriática

Na artrite psoriática, além da pele inflamada e escamosa, as articulações ficam inchadas e doem como se a pessoa tivesse artrite.

Há casos em que os problemas articulares são os primeiros ou únicos sintomas observados. Em outros, também são observadas alterações na unha.

Qualquer articulação pode ser afetada pela artrite psoriática, mas em geral ela não causa danos tão graves às articulações como em outras formas de artrite. Em casos mais raros, a rigidez e os danos articulares progressivos que não são tratados podem causar consequências mais graves como a deformidade permanente no local.

Causas

Ainda não se sabe a causa exata da psoríase, mas os especialistas suspeitam que a doença tem a ver com um problema no sistema imunológico – especificamente com as células T e glóbulos brancos conhecidos como neutrófilos.

As células T são aquelas que percorrem o corpo para defende-lo de organismos nocivos como os vírus ou as bactérias, por exemplo. Porém, em pessoas com psoríase, uma falha faz com que as células T ataquem células saudáveis da pele como se fosse necessário curar uma ferida ou lutar contra uma infecção.

As mesmas células T, quando hiperativas, podem estimular o aumento da produção de células saudáveis da pele além de mais células T e mais glóbulos brancos. Essas células em excesso podem causar vermelhidão e gerar pus. Além disso, os vasos sanguíneos ficam dilatados nas regiões afetadas pela psoríase, fazendo com que a pele fique quente e avermelhada.

Esse processo mais acelerado do que o normal faz com que novas células da pele se movam para a camada mais externa muito rapidamente, resultando no acúmulo dessas células na forma de manchas escamosas e espessas.

Apesar de compreender o processo, os pesquisadores ainda não sabem o que causa o mau funcionamento das células T. Alguns deles acreditam que a psoríase pode ser influenciada por fatores genéticos e ambientais.

Alguns gatilhos que podem estar associados ao desenvolvimento de psoríase são:

  • Abuso de álcool;
  • Fumo;
  • Estresse;
  • Infecções na pele ou na garganta;
  • Deficiência de vitamina D;
  • Uso de medicamentos para transtornos psiquiátricos como o lítio, remédios para a hipertensão como os betabloqueadores, os antimaláricos e os iodetos;
  • Lesões prévias na pele como um corte, um arranhão, uma queimadura grave ou uma picada de inseto, por exemplo.

Isso significa que pessoas pré-dispostas a apresentarem psoríase podem ter problemas na pele logo depois de uma das circunstâncias acima.

Fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver a doença incluem:

  • Histórico familiar: quando um ou ambos pais apresentam psoríase, o risco de contrair a doença é mais alto;
  • Obesidade: o peso em excesso aumenta o risco de psoríase já que as lesões na pele costumam se desenvolver nas dobras da pele que são bem pronunciadas em pessoas obesas;
  • Fumo: o tabagismo pode aumentar o risco da doença além de torna-la mais grave;
  • Estresse: o estresse crônico afeta o sistema imunológico, deixando o corpo mais suscetível a doenças em geral, incluindo a psoríase;
  • Infecções: as infecções virais e bacterianas aumentam o risco de desenvolver psoríase. Pessoas com AIDS ou aqueles com infecções recorrentes são mais propensos a sofrer de psoríase.

Possíveis complicações

Embora não seja uma regra, pessoas com psoríase tem um risco mais alto de desenvolver cercas condições de saúde, tais como:

  • Artrite psoriática;
  • Obesidade;
  • Diabetes do tipo 2;
  • Síndrome metabólica;
  • Problemas oculares;
  • Doença renal;
  • Pressão arterial alta;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Problemas emocionais;
  • Doenças autoimunes;
  • Mal de Parkinson.

Psoríase é contagioso?

A psoríase não é contagiosa. Por se tratar de uma doença causada por um problema no sistema imunológico individual, não há como passar a condição para outra pessoa.

Psoríase tem cura?

Não é possível dizer que a psoríase tem cura, mas é possível tratar e controlar os sintomas. Existem diversos tratamentos disponíveis e alguns hábitos saudáveis que podem ajudar no gerenciamento da doença.

O diagnóstico é simples e geralmente consiste em uma avaliação da pele, das unhas e do couro cabeludo. Além disso, o médico pode solicitar informações sobre o histórico médico do paciente e, em casos raros, uma biópsia da pele também pode ser requisitada.

Tratamento

A psoríase deve ser tratada por um bom médico, principalmente se a dor e o desconforto afetarem a sua rotina diária ou a autoestima.

Os objetivos dos tratamentos disponíveis para a psoríase são reduzir a inflamação e limpar a pele. Existem 3 tipos principais de tratamentos que incluem os tratamentos tópicos, a terapia de luz e os medicamentos.

Tratamentos tópicos

Casos de psoríase leves ou moderados podem ser tratados através do uso tópico de cremes e pomadas no local afetado. Os produtos mais usados são os seguintes:

– Corticosteroides

Corticosteroides de uso tópicos são os campeões de prescrição quando se fala em psoríase. Eles atuam principalmente diminuindo a inflamação e aliviando a coceira.

Locais em que a pele é mais sensível – como na região do rosto e do pescoço, por exemplo – devem ser tratados com um corticosteroide mais leve. Em regiões menos sensíveis ou mais difíceis de tratar, é possível usar um corticosteroide mais forte, desde que prescrito por um médico.

As desvantagens de se usar corticosteroides no tratamento da psoríase é que esses medicamentos perdem sua eficácia se usados ao longo de muito tempo. Além disso, eles podem deixar a pele mais fina e sensível quando usados excessivamente ou a longo prazo. Por esses motivos, os corticosteroides tópicos só são utilizados durante as crises de psoríase por curto período de tempo.

– Antralina

A antralina é um produto que ajuda a desacelerar o crescimento anormal das células da pele. Ele também ajuda a deixar a pele menos escamosa. No entanto, a substância pode causar irritação na pele e deixar manchas nas roupas e outras superfícies com as quais a pele tem contato.

Em geral, a antralina é aplicada sobre a pele para agir por um tempo determinado e logo depois a pele é lavada para remover o produto, evitando manchas indesejadas e irritações.

– Análogos da vitamina D

Análogos da vitamina D são formas sintéticas de vitamina D que também ajudam a retardar o crescimento acelerado das células da pele. O calcipotrieno, por exemplo, é um creme prescrito que contém um análogo da vitamina D que pode ser irritante para a pele e deve ser usado com cautela. Outra opção é o calcitriol, que apesar de ser um pouco mais caro, causa menos irritação.

– Retinoides

Os retinoides são compostos derivados da vitamina A que ajudam a reduzir a inflamação. Os retinoides de uso tópico devem ser utilizados com cautela e sob supervisão médica já que eles podem causar irritação na pele e aumentar a sensibilidade à luz solar. Assim, o produto geralmente é aplicado na pele durante a noite para minimizar o risco de danos à pele na luz do dia. Ainda que o produto seja usado à noite, é indicado usar protetor solar sempre que for sair na luz do dia.

Embora os retinoides tópicos sejam considerados seguros para as grávidas, o tazarotene não é recomendado para gestantes ou lactantes devido ao risco de defeitos congênitos.

– Ácido salicílico

O ácido salicílico é um produto muito popular quando se fala em cuidados com a pele em geral. Na psoríase, ele ajuda a promover a descamação das células mortas da pele, reduzindo o acúmulo delas no local. Há casos em que o ácido é combinado com outros tipos de medicamentos como o alcatrão de carvão ou os corticosteroides para potencializar os efeitos do tratamento.

Para aqueles que sofrem de psoríase no couro cabeludo, existem shampoos contendo ácido salicílico em sua formulação que ajudam no tratamento.

– Inibidores de calcineurina

Inibidores de calcineurina são indicados para reduzir a inflamação e evitar o acúmulo de células na pele. Porém, eles não são indicados para uso contínuo ou prolongado porque existe uma relação entre seu uso e o aumento do risco de linfoma e câncer de pele. Ainda assim, desde que usado por pouco tempo, seu uso é interessante como uma alternativa eficaz em regiões sensíveis em que a pele é muito fina – como ao redor dor olhos – em que outros tipos de tratamentos tópicos causam muita irritação.

– Hidratantes

Cremes hidratantes não são capazes de tratar a psoríase em si, mas podem ajudar no alívio de diversos sintomas como a coceira, a secura e a descamação. As pomadas hidratantes costumam ser mais eficazes do que as loções e os cremes. Para melhores resultados, é indicado aplicar o produto hidratante logo após um banho morno.

– Alcatrão de carvão

Trata-se de um derivado do carvão que é capaz de reduzir a inflamação, a descamação e a coceira na pele. No entanto, o produto pode deixar a pele irritada e causar manchas nas roupas. Além disso, seu cheiro característico é um pouco forte.

Presente em alguns shampoos e produtos tópicos como cremes e óleos, o alcatrão de carvão também pode ser prescrito na forma concentrada.

O alerta fica para mulheres grávidas ou lactantes que devem evitar usar o alcatrão de carvão.

Terapia de luz

Quando o problema é mais sério, o produto indicado geralmente é combinado com o uso de medicamentos orais ou terapia de luz.

No caso da terapia de luz ou fototerapia, a pele com psoríase é exposta à luz ultravioleta natural ou artificial. Existem várias fontes de luz que podem ser utilizadas no tratamento que são descritas logo abaixo.

– Luz solar

A exposição da pele aos raios ultravioleta presentes na luz solar ou na luz artificial ajudam a retardar o crescimento das células da pele, reduzindo também a inflamação e a descamação.

A pele deve ser exposta à luz solar natural ou artificial por tempo controlado diariamente. Se a exposição for excessiva, os sintomas podem piorar ao invés de melhorar.

No caso da luz solar natural, é importante se informar com um médico sobre os melhores horários e a quantidade de tempo para se expor ao sol para observar benefícios na pele.

– Terapia de Goeckerman

O tratamento de Goeckerman é uma combinação do uso de luz ultravioleta B (UVB) com o uso de alcatrão de carvão. A combinação de ambas as técnicas torna o tratamento mais eficaz porque o alcatrão de carvão aplicado previamente à pele deixa a mesma mais receptiva à luz UVB.

– Fototerapia UVB de banda larga

A exposição da pele a doses controladas de luz UVB de uma fonte de luz artificial pode ajudar a controlar os sintomas da psoríase leve ou moderada. O tratamento pode ser eficaz para a psoríase generalizada, para manchas únicas ou em casos resistentes a tratamentos tópicos. É preciso procurar um bom profissional para aplicar essa técnica para minimizar possíveis efeitos colaterais como vermelhidão, pele seca e coceira.

– Fototerapia UVB de banda estreita

Esse é um tratamento mais eficaz que o anterior em que a pele é submetida à luz UVB de banda estreita. Apesar de mais eficaz, o procedimento também é um pouco mais agressivo e pode causar queimaduras na pele.

É preciso cerca de 2 ou 3 aplicações por semana até que a pele comece a melhorar. A partir da observação da melhora dos sintomas, é necessário continuar com sessões de aplicação semanais.

– Psoraleno mais ultravioleta A

Nessa técnica de fotoquimioterapia, o indivíduo deve tomar o psoraleno – uma medicação que deixa a pele mais sensível à luz – antes da exposição à luz ultravioleta A (UVA). A luz UVA é capaz de penetrar mais profundamente na pele do que a luz UVB e a ingestão de psoraleno deixa a pele mais responsiva à luz.

Esse tratamento só é indicado em casos mais graves de psoríase por se tratar de uma técnica agressiva que pode resultar em efeitos adversos como ardor, coceira, náusea e dor de cabeça. A longo prazo, podem surgir efeitos colaterais como sardas, pele seca e enrugada, aumento da sensibilidade ao sol e maior risco de câncer de pele.

– Excimer laser

Esse é um ótimo método de terapia de luz que trata apenas a pele afetada pela psoríase sem prejudicar o tecido saudável ao redor. Na terapia com Excimer laser, um feixe controlado de luz UVB é direcionado para a pele com psoríase para ajudar a controlar a inflamação e reduzir a descamação.

Como o feixe de luz é bastante forte, poucas sessões são necessárias para observar os resultados. Entretanto, alguns efeitos colaterais como surgimento de bolhas e vermelhidão podem ocorrer.

Medicamentos

Psoríase grave ou resistente a outros tratamentos pode ser tratada com medicamentos orais ou injetáveis. Como muitos deles causam efeitos colaterais indesejados, os medicamentos costumam ser a última opção indicada pelos médicos como complemento a outro método menos prejudicial ou como tratamento único depois de ter tentado outras alternativas.

Os remédios mencionados abaixo só devem ser utilizados sob supervisão médica e por breves períodos de tempo para evitar efeitos adversos.

– Metotrexato

O metotrexato pode ajudar a suprimir a inflamação e a desacelerar a produção de células epiteliais. Ele também pode atuar retardando a progressão da artrite psoriática naqueles que sofrem da condição.

Em doses baixas, o medicamento é bem tolerado, mas quando usado em doses altas podem ser observados efeitos colaterais como fadiga, dor de estômago e perda de apetite. Se utilizado por períodos muito longos de tempo, efeitos adversos graves podem ocorrer incluindo danos ao fígado e redução da produção de plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos.

– Retinoides

Além dos retinoides de uso tópico, existem também os retinoides de uso oral. Por ser um medicamento forte, o retinoide pode causar efeitos adversos como perda de cabelo e inflamação nos lábios. O remédio também pode causar defeitos congênitos graves e é indicado que mulheres que estão tentando engravidar ou que já estão grávidas não o tomem.

– Ciclosporina

A ciclosporina atua suprimindo o sistema imunológico. Sua ação é tão eficaz quanto a do metotrexato, mas seu uso deve ser de curto prazo, já que a ciclosporina pode aumentar o risco de infecções e de outras condições de saúde por causa da supressão ao sistema imune. Pessoas que usam o medicamento por muito tempo também podem sofrer de problemas renais e pressão alta.

– Agentes biológicos

Alguns remédios como o etanercepte, o adalimumabe e o apremilast são prescritos quando nenhum outro tratamento surte efeito ou quando o paciente também tem artrite psoríatica. Esses remédios alteram o sistema imunológico e reduzem os sintomas da psoríase por meio da inserção de uma proteína ou anticorpo específico na corrente sanguínea que impede que o sistema imune ataque as células da pele.

Como tais medicamentos podem aumentar o risco de infecção, seu uso deve ser feito com muita cautela. A maioria deles é administrada por meio de injeções e apenas o apremilast é disponibilizado na versão oral.

Apesar de serem bastante eficazes, esse tipo de remédio ainda é bastante caro.

– Outros remédios

Há ainda remédios comumente prescritos em casos de leucemia como a hidroxiureia e a tioguanina que parecem ajudar no tratamento da psoríase quando outros medicamentos não surtem efeito. No entanto, são medicamentos que causam efeitos colaterais muito sérios e que não devem ser usados sem orientação de um bom médico.

Considerações finais

Sempre que uma pessoa é diagnosticada com psoríase, a ideia é começar com o tratamento mais leve e só recorrer aos mais agressivos quando a lesão e os sintomas não são amenizados. Isso permite que o paciente sofra menos com efeitos colaterais e obtenha um tratamento seguro.

Por se tratar de uma condição que vai e volta, não podemos dizer que a psoríase tem cura. E mais, a condição nem sempre responde a qualquer tipo de tratamento, por isso a paciência é crucial. Além disso, nunca interrompa sua medicação por conta própria pois isso pode prejudicar todo o tratamento e torná-lo mais difícil no futuro.

Também é indispensável cuidar da saúde através de uma boa alimentação e da adoção de bons hábitos de vida. Evitar o estresse, não fumar e prevenir acidentes e doenças também são boas formas de evitar surtos de psoríase.

Como a psoríase não tem cura, é essencial ter cuidado pra evitar todos os gatilhos que podem desencadear crises de psoríase na pele.

Fontes e Referências Adicionais:

Você imaginava que a psoríase tem cura ou não? Conhece alguém que tenha sido diagnosticado com a condição? Comente abaixo!

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Sobre Felipe Santos e Dra. Patrícia Leite

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