Risperidona Dá Sono? Para Que Serve, Efeitos Colaterais e Indicação

Especialista:
atualizado em 04/07/2020

Risperidona é um medicamento indicado para o tratamento das psicoses, prometendo efeitos favoráveis em relação a transtornos associados ao pensamento, às emoções e/ou às atividades como confusão, alucinação, distúrbios de percepção, desconfiança incomum, isolamento da sociedade, ser extremamente introvertido, entre outros.

O remédio também melhora a ansiedade, a tensão e o estado mental, alterados por esses problemas, e pode ser utilizado em quadros agudos ou crônicos. Após o alívio dos sintomas, o medicamento pode ser utilizado para manter o distúrbio sob controle.

A indicação do medicamento também refere-se ao controle de transtornos de comportamento como agressão verbal e física, desconfiança doentia, agitação e o vagar de pessoas que perderam suas funções mentais.

Além disso, ele também pode ser aplicado no tratamento da mania e da irritabilidade associada ao transtorno autista em crianças e adolescentes com sintomas de agressão a outros como autoagressão deliberada, crises de raiva e angústia e mudança rápida de humor.

Para comprar Risperidona é necessário apresentar a receita médica para a farmácia ou drogaria, ou seja, você só pode utilizá-la quando o médico dizer que você deve. O medicamento é de uso oral, adulto e pediátrico a partir de cinco anos de idade. Ele é encontrado em embalagens de 20 comprimidos revestidos de 1 mg, 2 mg ou 3 mg.

As informações são da bula de Risperidona.

E então, Risperidona dá sono?

Quando tomamos um remédio que provoca a sonolência, a execução de tarefas corriqueiras do dia a dia como praticar exercícios físicos, trabalhar, estudar e até mesmo preparar com cuidado receitas saudáveis pode ficar bem mais complicado, já que o corpo vai querer nos chamar para dormir.

Por isso, vale a pena saber se determinado remédio pode provocar o sono ou não. E isso não serve para rejeitar o medicamento indicado pelo médico, porém, para conversar com o profissional como se preparar para enfrentar o efeito, caso ele apareça, e não sofrer tanto com ele.

Assim, como já vimos para que serve Risperidona, agora chegou a hora de verificarmos se Risperidona dá sono ou não. Para isso, vamos consultar o que a bula do medicamento nos revela neste sentido.

Pois bem, o documento informa que um dos possíveis efeitos colaterais do remédio para 1% ou mais dos usuários adultos é a insônia, ou seja, a falta de sono. A insônia também pode ser observada em 1% ou mais dos pacientes pediátricos e aproximadamente 1% dos pacientes idosos com demência, de acordo com a bula.

Por outro lado, a bula também relata que outra das possíveis reações adversas de Risperidona é a letargia – ela foi observada em 1% ou mais dos pacientes adultos, em 1% ou mais dos pacientes idosos com demência e em 1% ou mais dos pacientes pediátricos.

A letargia é definida pelo dicionário como um estado ou condição de inconsciência que se assemelha ao sono profundo.

Outro sinal de que é possível afirmar que Risperidona dá sono é que a bula apresenta a própria sonolência como um dos possíveis efeitos colaterais a serem provocados pelo medicamento – a reação foi observada em 1% ou mais dos pacientes adultos, em 1% ou mais dos pacientes pediátricos e em 5% ou mais dos pacientes pediátricos com irritabilidade associada ao transtorno autista.

Assim, se você sofrer com a ausência ou o excesso de sono durante seu tratamento com o medicamento, especialmente se isso acontecer de maneira significativa, converse com o médico que prescreveu o remédio para saber o que deve fazer para amenizar a situação.

Porém, não interrompa o uso de Risperidona sem falar com o médico porque isso pode ser perigoso, assim como você jamais deve utilizá-lo caso ele não tenha sido prescrito pelo médico.

Efeitos colaterais de Risperidona

A lista a seguir apresenta outras reações adversas que podem ser provocadas pelo medicamento, conforme indicações da bula de Risperidona:

  • Alterações repentinas do estado mental, fala arrastada e fraqueza repentina ou paralisia da face, braços ou pernas, especialmente de um lado, em pacientes idosos com demência – quando isso ocorrer, o médico deverá ser procurado imediatamente, mesmo que os efeitos se deem em um curto período de tempo;
  • Contrações involuntárias no rosto;
  • Estado de confusão mental, redução da consciência, febre alta ou sensação de contratura muscular – quando isso acontecer, procurar imediatamente o médico e informar sobre o uso do remédio, caso ele não saiba;
  • Números perigosamente baixos de células brancas no sangue;
  • Ganho de peso;
  • Infecção do trato respiratório;
  • Resfriado;
  • Sinusite;
  • Infecção do trato urinário;
  • Anemia;
  • Hipersensibilidade (alergia);
  • Insônia;
  • Ansiedade;
  • Nervosismo;
  • Parkinsonismo;
  • Visão turva;
  • Dor de ouvido;
  • Taquicardia;
  • Hipotensão ortostática (pressão baixa ao levantar-se);
  • Hipotensão;
  • Congestão nasal;
  • Encurtamento da respiração;
  • Sangramento no nariz;
  • Congestão sinusal;
  • Náusea;
  • Prisão de ventre;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Secreção excessiva da saliva;
  • Boca seca;
  • Desconforto abdominal;
  • Dor abdominal;
  • Desconforto estomacal;
  • Erupção cutânea;
  • Pele seca;
  • Caspa;
  • Dermatite seborreica;
  • Hiperqueratose (espessamento da camada mais externa da pele);
  • Dor nas costas;
  • Dor nas articulações;
  • Dor nas extremidades;
  • Incontinência urinária;
  • Distúrbios da ejaculação;
  • Pneumonia;
  • Celulite;
  • Estado confusional;
  • Letargia;
  • Nível deprimido de consciência;
  • Produção excessiva de saliva;
  • Acidente vascular cerebral (AVC):
  • Ataque isquêmico transitório (mini-AVC);
  • Conjuntivite;
  • Tosse;
  • Secreção nasal;
  • Dificuldade para engolir;
  • Fezes muito duras;
  • Eritema (vermelhidão na pele);
  • Postura anormal;
  • Inchaço articular;
  • Edema;
  • Febre;
  • Distúrbio da marcha;
  • Rinite;
  • Apatia;
  • Cefaleia;
  • Sonolência;
  • Tremores;
  • Sedação;
  • Tontura;
  • Distúrbios de atenção;
  • Problemas com a fala;
  • Distúrbio do equilíbrio;
  • Períodos de sono extremamente longos;
  • Palpitação;
  • Acne;
  • Prurido (coceira);
  • Dor de garganta;
  • Diarreia;
  • Congestão pulmonar;
  • Dor muscular;
  • Dor no pescoço;
  • Perda involuntária de urina;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Produção anormal de leite;
  • Fadiga;
  • Desconforto torácico;
  • Agitação;
  • Acatisia (incapacidade de ficar sentado, inquietação motora e sensação de tremor muscular);
  • Discinesia (movimentação involuntária dos músculos);
  • Distonia (contração involuntária dos músculos);
  • Hipertensão;
  • Dor musculoesquelética;
  • Queda;
  • Inflamação da pele causada por ácaros (acarodermatite);
  • Bronquite;
  • Cistite (infecção da bexiga);
  • Infecção de ouvido;
  • Infecção de olho;
  • Infecção localizada;
  • Micose nas unhas;
  • Infecção viral;
  • Contagem reduzida de leucócitos;
  • Amigdalite;
  • Aumento na contagem de eosinófilos, células de defesa do organismo;
  • Diminuição do hematócrito (exame que avalia a porcentagem de células vermelhas no sangue);
  • Presença de glicose na urina;
  • Aumento do hormônio prolactina (que estimula a produção do leite) no sangue;
  • Elevação do colesterol no sangue;
  • Aumento de triglicerídeos no sangue;
  • Elevação do açúcar no sangue;
  • Sede excessiva;
  • Falta de emoção;
  • Depressão;
  • Diminuição da libido;
  • Pesadelo;
  • Distúrbio do sono;
  • Distúrbio vascular cerebral;
  • Convulsão;
  • Coordenação anormal;
  • Coma diabético;
  • Diminuição da sensibilidade ao estímulo;
  • Perda de consciência;
  • Parestesia (sensação de formigamento, pontadas ou dormência na pele);
  • Hiperatividade psicomotora;
  • Discinesia tardia (contorções ou movimentos involuntários);
  • Ausência de resposta a estímulos;
  • Olhos secos;
  • Crosta na margem da pálpebra;
  • Crise oculógira;
  • Glaucoma;
  • Aumento do lacrimejamento;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Vertigem;
  • Bloqueio atrioventricular (interrupção da condução entre a parte superior e a parte inferior do coração);
  • Batimentos lentos do coração;
  • Distúrbio de condução eletrocardiograma anormal;
  • Eletrocardiograma com QT prolongado;
  • Arritmia sinusal;
  • Zumbido nos ouvidos (tinido);
  • Rubor;
  • Dor ou dificuldade para falar;
  • Hiperventilação;
  • Distúrbios respiratórios;
  • Congestão do trato respiratório;
  • Chiado;
  • Eritema e ulceração no canto da boca;
  • Incontinência fecal;
  • Flatulência;
  • Gastroenterite;
  • Inchaço da língua;
  • Dor de dente;
  • Distúrbios hepatobiliares;
  • Eczema;
  • Descoloração da pele;
  • Distúrbio da pele;
  • Lesão da pele;
  • Rigidez muscular;
  • Fraqueza muscular;
  • Rabdomiólise (destruição das fibras musculares);
  • Dificuldade ou dor ao urinar (disúria);
  • Ausência de menstruação;
  • Secreção das mamas;
  • Distúrbio da menstruação;
  • Disfunção erétil;
  • Aumento das mamas;
  • Disfunção sexual;
  • Secreção vaginal;
  • Diminuição da temperatura do corpo;
  • Calafrios;
  • Síndrome de abstinência (retirada do remédio);
  • Mal-estar;
  • Frieza nas extremidades;
  • Reação anafilática;
  • Aumenta da insulina no sangue;
  • Incapacidade de atingir o orgasmo;
  • Instabilidade da cabeça;
  • Síndrome neuroléptica maligna (inclui confusão, diminuição ou perda da consciência, febre alta e rigidez muscular grave);
  • Fotofobia;
  • Distúrbio do movimento dos olhos;
  • Síndrome da taquicardia postural ortostática;
  • Obstrução intestinal;
  • Urticária;
  • Erupção medicamentosa;
  • Atraso na menstruação;
  • Desconforto nas mamas;
  • Excesso de leite nas mamas;
  • Automatismo;
  • Diminuição de células brancas no sangue (agranulocitose);
  • Redução de plaquetas;
  • Secreção inapropriada do hormônio antidiurético;
  • Hipoglicemia;
  • Diabetes mellitus;
  • Cetoacidose diabética (complicação da diabetes não controlada);
  • Mania;
  • Disgeusia (perda do paladar ou sensação de gosto estranho);
  • Síndrome da íris flácida;
  • Fibrilação arterial (ritmo anormal do coração);
  • Trombose venosa profunda;
  • Embolia pulmonar;
  • Síndrome de apneia do sono;
  • Obstrução do intestino (íleo);
  • Pancreatite;
  • Icterícia (amarelamento da pele e dos olhos);
  • Angioedema (reação alérgica grave);
  • Queda de cabelo;
  • Retenção urinária;
  • Síndrome de abstinência neonatal;
  • Ereção dolorosa e prolongada do pênis;
  • Inibição do vômito, podendo mascarar os sintomas da superdosagem de alguns medicamentos ou de condições como obstrução intestinal, síndrome de Reye e tumor cerebral.

Ao experimentar um ou mais dos efeitos colaterais acima ou qualquer outro tipo de reação adversa, procure rapidamente a ajuda do médico que prescreveu o remédio, mesmo que o efeito não pareça grave, para que você cheque se a reação é séria ou não e saber como deve proceder a partir de então.

Contraindicações e cuidados com Risperidona

O remédio não deve ser utilizado por pacientes que sofrem com alergias a qualquer um dos componentes de sua fórmula e por mulheres que estejam em processo de amamentação de seus bebês.

O uso durante a gravidez é permitido somente quando houver a ordem médica – mães que usaram Risperidona no último trimestre da gravidez podem ter recém-nascidos com sintomas como agitação, rigidez muscular, fraqueza, sonolência, agitação, problemas respiratórios ou dificuldade na alimentação. Já os idosos devem tomar doses menores do medicamento em relação aos outros pacientes.

A utilização de Risperidona exige cautela em pessoas com problemas no coração, em especial com o ritmo cardíaco irregular, anormalidades na atividade elétrica do coração, que estejam fazendo uso de remédios que podem alterar a atividade elétrica do coração e que tenham histórico de convulsão ou de outras condições de potencialmente reduzem o limiar da convulsão.

O uso do remédio também requer uma supervisão médica cuidadosa para quem sofre com diabetes, insuficiência renal, insuficiência hepática, doença de Parkinson, demência de corpos de Lewy ou epilepsia.

Portanto, se você se encaixar em qualquer desses grupos, relate ao médico antes de começar o seu tratamento com o remédio. Caso esteja tomando algum outro tipo de medicamento, também é fundamental informar ao médico a respeito disso antes de iniciar o uso de Risperidona para que ele determine se não existe o risco de interação entre as duas substâncias.

Quando a pessoa estiver planejando submeter-se a uma cirurgia nos olhos, deverá informar ao médico responsável se usar Risperidona porque o medicamento pode afetar esse tipo de operação.

O médico também deve ser informado caso o paciente ou sua família tenham histórico de coágulos no sangue, se o usuário já apresentou níveis baixos de células brancas no sangue no passado ou se ele realiza exercícios físicos intensos, se expõe ao calor intenso ou também utiliza remédios com atividade colinérgica.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas até que o médico avalie a sensibilidade da pessoa em relação à Risperidona. Além disso, enquanto estiver tomando o remédio, o indivíduo não pode consumir bebidas alcoólicas. As informações são da bula de Risperidona.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha percebido, ao tomar esse medicamento, que a Risperidona dá sono? Esse efeito colateral incomoda muito? Comente abaixo!

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Sobre Felipe Santos e Dra. Patrícia Leite

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1 comentário em “Risperidona Dá Sono? Para Que Serve, Efeitos Colaterais e Indicação”

  1. Ja tomei ym monte,pra dormi passado por médico psiquiátrico,os efeitos colaterais parecia que eu ia morrer ou que ja tinha morrido e tava no inferno,o pior foi esse resoiridona 3 mg .tive pesadelos terriveis a noite toda,falta de ar ,fala embolada,febre,renite,sinusite,bronquite etc.Deus é maior