12 sintomas causados pelo câncer de pâncreas

Especialista da área:
atualizado em 26/05/2022

O câncer de pâncreas é decorrente de um tumor maligno nessa glândula, que provoca sintomas como dor abdominal, dor nas costas, pele amarelada e perda de peso não intencional. A quantidade e intensidade desses e outros sintomas variam de acordo com o tamanho do tumor e se há, ou não, metástases. 

O pâncreas é composto por três partes anatômicas, cabeça, corpo e cauda, e possui duas funções distintas e muito importantes para o bom funcionamento do nosso organismo: a função endócrina, que é responsável pela produção dos hormônios insulina e glucagon, e a exócrina, responsável pela produção de enzimas digestivas.

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Por isso, um câncer no pâncreas pode prejudicar todo o processo digestivo e o metabolismo do açúcar, produzindo diversos sintomas e complicações, que podem atingir os órgãos ao redor. 

O câncer de pâncreas é mais comum em homens e mulheres acima dos 50 anos de idade, sendo muito raro se desenvolver antes dos 30. 

Veja quais são os sintomas que podem indicar o desenvolvimento de um câncer de pâncreas.

Sintomas que podem indicar um câncer de pâncreas

Dor no pâncreas
Uma forte dor abdominal é um sintoma característico do câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas pode causar vários sintomas, como: 

  1. Forte dor abdominal que irradia para as costas: conforme o tumor vai crescendo, ele começa a comprimir os órgãos ao redor do pâncreas e, por isso, a dor pode ser sentida em outros locais, normalmente as costas. 
  2. Falta de apetite: quando o tumor no pâncreas comprime o estômago, ele pode bloquear, parcialmente, a passagem dos alimentos, resultando na diminuição ou perda total do apetite. 
  3. Perda de peso não intencional: a perda de peso pode ser resultado da ingestão reduzida de alimentos, que gera um déficit calórico, provocando o emagrecimento.
  4. Icterícia: é o amarelamento dos olhos e da pele, um dos primeiros sintomas de câncer de pâncreas. Acontece devido ao acúmulo de bilirrubina, causada pela obstrução biliar. A bilirrubina é uma substância marrom-amarelada produzida pelo fígado e, quando presente no sangue, deixa a pele e as mucosas amareladas.  
  5. Urina escura (cor de chá preto): também acontece devido ao acúmulo de bilirrubina no sangue que, quando filtrado nos rins, deixa a urina com cor escura.  
  6. Coceira na pele: outro sintoma na pele que resulta do acúmulo de bilirrubina no sangue. 
  7. Fezes com gordura e esbranquiçadas: por conta da dificuldade da bile e das enzimas pancreáticas chegarem ao intestino para digerir os alimentos, as fezes ficam com uma coloração amarelada ou esbranquiçada e se observa a presença de gordura nas fezes, que ficam com um odor fétido bastante forte. 
  8. Náuseas: normalmente acontece quando o tumor comprime o estômago, provocando a sensação de náuseas e vômitos. 
  9. Diabetes: pode se desenvolver quando o tumor atinge as células do pâncreas que produzem insulina. A menor concentração de insulina no sangue prejudica a entrada de glicose nas células, aumentando a glicemia. 
  10. Coágulos sanguíneos: podem ser formados devido a lesões causadas no pâncreas e atingir a circulação, obstruindo uma veia da perna, por exemplo, que é um caso de trombose venosa profunda. Se o coágulo atingir os pulmões, pode causar embolia pulmonar. 
  11. Má digestão: quando ocorre um bloqueio na via de liberação do suco pancreático para o intestino, os alimentos ficam mal digeridos, produzindo os sintomas típicos de má digestão. 
  12. Aumento da vesícula biliar ou do fígado: a obstrução do ducto biliar pode fazer com que a bile se acumule na vesícula, causando um inchaço. Da mesma forma, o fígado pode ficar inchado, se o tumor do pâncreas o atingir. 

Quando ir ao médico

Ter alguns desses sintomas não significa, necessariamente, que você tenha câncer de pâncreas, mas é válido procurar um médico ou médica gastroenterologista ou endocrinologista para uma consulta.

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O câncer de pâncreas é uma doença silenciosa, que no início não causa dor e, por isso, a pessoa não busca atendimento médico. Geralmente, quando a dor abdominal e nas costas começa a incomodar, o câncer de pâncreas já está em um estágio mais avançado.

Os demais sintomas se manifestam quando o câncer já afetou outros tecidos e órgãos do sistema digestivo.

Diagnóstico de câncer de pâncreas

O diagnóstico de câncer de pâncreas é realizado por um médico ou médica oncologista, através da avaliação dos sintomas apresentados e pelo exame físico. 

Podem ser solicitados exames laboratoriais, como CEA e a dosagem de marcadores CA 19-9 que, normalmente, apresentam alterações nesse tipo de câncer. 

Exames de imagens, como ressonância magnética, ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada também podem ser solicitados, pois permitem avaliar com clareza as características do pâncreas e do tumor.  

Nos casos em que é necessário confirmar o diagnóstico e o estágio do tumor, é feita uma biópsia do pâncreas.  

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Principais causas do câncer de pâncreas

Diabetes
A diabetes tipo 2 é uma causa bastante comum do câncer de pâncreas

Na maioria dos casos, não é possível definir a causa da doença. O tipo mais comum de câncer do pâncreas é o adenocarcinoma, que se origina no tecido glandular, e está relacionado com o tabagismo

Há casos em que o câncer de pâncreas é causado por fatores hereditários, estando associado com alguns genes ou síndromes genéticas, mas constituem a menor parcela, apenas 10% a 15% dos casos. 

Os fatores de risco não hereditários, além do tabagismo, incluem: 

  • Pancreatite crônica
  • Diabetes mellitus tipo 2
  • Obesidade
  • Alimentação com excesso de gorduras
  • Alta exposição a produtos químicos 
  • Ter feito cirurgia para tratamento de úlceras ou retirada da vesícula biliar
Fontes e referências adicionais

Você sabia da importância do pâncreas para a nossa saúde? Quais dos sintomas de câncer no pâncreas eram desconhecidos para você? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco é Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião geral - CRM 597798 RJ/ CBCD. Formou-se em Medicina pela UFRJ em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento em transplantes no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela UFRJ em 2010. Dr. Lucio Pacheco é autor de diversos livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico-cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D'Or e do Hospital Copa D'Or. Além disso é diretor médico do Instituto de Transplantes. Suas áreas de atuação principais são: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia, e transplante de fígado. Para mais informações, entre em contato.

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