Chris Zaremba

Como um Ex-Analista de TI Mudou Seu Corpo e Virou Fisiculturista aos 50 Anos

Olhando para a balança quando atingiu os 114,3 kg, Chris Zaremba mal conseguia concentrar-se no que o médico dizia: “Perigosamente obeso… IMC muito alto… Baixa capacidade pulmonar”.

As palavras de aviso ecoaram em torno da sala. Se Chris não tomasse medidas drásticas e mudasse seu estilo de vida, ele não pode viver por mais de cinco anos.

Com 1,77 m de altura e pesando 114,3 kg, o analista de TI de 50 anos estava tão mal que não conseguia caminhar alguns metros sem sentir dificuldades para respirar – seu estilo de vida sedentário tinha o prejudicado.

Anos se alimentando em redes de fast food, happy hours de negócios com cervejas e amigos no bar, sem exercícios, significavam que agora ele corria o risco de sofrer um ataque cardíaco ou AVC e desenvolver diabetes tipo 2. Era o despertador que Chris estava precisando há muito tempo.

“Eu estive acima do peso a maior parte da minha vida, mas nunca havia me incomodado”, lembra Chris. “Eu amava comida e já me considerava uma pessoa grande por natureza. Mas naquele dia, aceitei que tinha um problema e, se não fizesse nada sobre isso, morreria”.

Os problemas de peso de Chris começaram quando ele tinha apenas 11 anos. Como a maioria dos outros meninos na escola, amava doces e chocolate. Mas, ao contrário deles, odiava esportes.

“Eles estavam todos praticando rugby ou futebol, e eu não aguentava isso”, explica ele. “Eu inventaria qualquer desculpa para faltar a educação física. Então, enquanto eles estavam correndo por aí queimando as calorias dos doces, eu estava s empilhando em mim”.

As coisas também não melhoraram quando ele era adolescente. Aos 16 anos, Chris tinha cerca de 20 kg acima do peso.

“Eu não me preocupava com isso”, ele admite. “Naquela época, não havia muita pressão sobre os homens jovens para parecerem de uma certa maneira e as pessoas não sabiam muito sobre exercícios físicos ou nutrição. Também não tive namoradas, então meu peso não era realmente um problema para mim.”

Quando ele foi para a universidade, aos 18 anos, para estudar ciência da computação, ganhou ainda mais peso, vivendo de refeições prontas no micro-ondas ou McDonald’s e bebendo com seus amigos. Quando se formou, ele tinha 101 kg e era clinicamente obeso.

“Minha profissão também não ajudou”, admite Chris. “Eu trabalhava no departamento de TI de um banco, sentado o dia todo. Eu seria enviado em viagens de negócios, o que significava me alimentar de fast food o dia todo. Havia muitos almoços de clientes também e, morando sozinho, não me coçava para cozinhar, então, muitas vezes, pegava uma comida para viagem”.

Choque de realidade

Em 1996, Chris conheceu sua esposa, Jenny. Uma corredora assídua, ela tentou encorajá-lo a se exercitar com ela, mas ele não se interessava. Aos 40 anos, ele pesava quase 110 kg. Sua saúde e energia estavam sofrendo.

“Eu ficava sem fôlego subindo as escadas”, ele lembra. “Quando Jenny e eu nos casamos em 1999, meu terno era GGG. Mas ela nunca disse nada sobre meu peso. Ela me amava por quem eu era, então eu nem pensava nisso”.

Foi assim até que Chris decidiu assumir a aviação como um hobby. Depois de obter sua licença de piloto, ele teve que se submeter a exames médicos regulares para garantir que estava apto o suficiente para voar.

“Eu sempre passei pelos exames, apesar de acima do peso, mas quando cheguei aos 50 anos, os testes foram mais rigorosos. Desta vez, o médico legista disse: ‘Eu não posso passar você – sua pressão sanguínea, colesterol e açúcar no sangue são muito altos’. Eu fiquei muito mal”, diz ele.

Quando seu médico pessoal concordou com as descobertas do examinador uma semana depois, Chris finalmente aceitou que seu peso era um problema.

“O meu IMC, que deveria estar entre 18,5 e 24,9, era 35 e meu coração e pulmões estavam sob muita pressão. E quase desisti de fazer qualquer coisa com a Jenny porque eu ficava sem fôlego apenas caminhando. No entanto, não era justo para ela, então eu decidi finalmente perder peso”.

Chris começou matriculando-se em uma academia e fazendo exercícios aeróbicos leves.

“Eu só consegui andar por 10 minutos no início, mas depois aumentei para 20, e depois 40. Comecei a correr e a andar de bicicleta também. Depois de algumas semanas, eu estava gostando bastante. Melhor ainda, os quilos estavam caindo”.

Chris também mudou seus hábitos alimentares, reduzindo suas calorias de mais de 3.000 para 1.600 por dia.

“Um monte de supermercados faziam refeições de micro-ondas com baixo teor de gorduras, então eu comprava isso para jantar, ou um hambúrguer com salada em vez de batatas fritas. O café da manhã seria duas fatias de pão integral com geleia sem açúcar, e para o almoço, um sanduíche e uma fruta de baixo teor de gordura. Também parei de beber cerveja, o que fez uma grande diferença.

Em dois anos, Chris perdeu incríveis 38 kg e 20 cm de cintura. Mas mesmo se sentindo e parecendo muito mais saudável, ele não estava feliz.

“Eu tinha muita pele sobrando e não estava tonificado. Também me sentia fraco, apesar de ter mais energia”, explica.

Uma viagem a Los Angeles em 2009 mudou tudo. Chris tinha ido tirar sua licença de vôo, mas não pôde voar um dia por causa do tempo, então ele decidiu procurar uma academia perto de seu hotel. Ele acabou no famoso refúgios de fisiculturistas, a Gold’s Gym de Venice Beach.

“Não era nada como qualquer academia que eu já estive”, lembra ele. “Havia caras grandes e robustos em todos os lugares levantando pesos. Lembro-me de pensar: ‘Eu quero parecer assim'”.

Tempo de competição

Chris se inscreveu para algumas sessões de treinamento pessoal com Rob Riches, que lhe ensinou como treinar de forma adequada.

“Ele me disse que, embora eu tivesse perdido peso fazendo cardio, eu também tinha perdido músculo. Ele explicou que para construí-los, eu deveria incluir mais proteína na minha dieta e começar a treinar musculação três ou quatro vezes na semana.”

Chris aprendeu exercícios básicos em primeiro lugar, como agachamentos, rosca de bíceps e avanços usando halteres. Então, ele mudou para exercícios com barras. Sua dieta mudou, incluindo aveia no café da manhã, e carne magra, frango ou peixe com brócolis e batata-doce ou arroz integral no almoço e jantar, com shakes de proteína e nozes entre eles.

“Eu pude ver a diferença depois de apenas algumas semanas”, diz ele. “Meus braços estavam começando a parecer mais definidos e a pele flácida na minha cintura estava sumindo”.

Chris continuou a levantar pesos quando voltou para casa. Então, Rob teve uma idéia.

“Eu voltaria a Los Angeles várias vezes por ano para treinar e vê-lo”, lembra Chris. “Um dia ele disse: ‘Você deveria pensar em competir'”. Ele quis dizer participar de uma competição modelo de fitness, como fisiculturismo, mas para homens que não são tão grandes.

“Eu estava lisonjeado, Rob era um campeão modelo de fitness. ‘Eu estou nos meus 50 anos! Eu nunca poderia fazer isso'”, eu disse, rindo. Mas Rob perguntou por que não, e disse ‘há categorias para acima dos 50. Você vai quebrar tudo.'”

Jenny, agora com 47 anos, encorajou Chris também. Então, ele decidiu dar uma chance. A primeira competição que Chris entrou foi o Miami Pro British Championships, em 2012.

Tremendo de nervoso quando subiu no palco pela primeira vez, o “velho” de 55 anos estava determinado a dar o melhor de si.

“No momento em que pisei no palco, pensei, ‘nunca mais faço isso’. Mas quando descobri que realmente ganhei o prêmio da categoria acima de 50 anos, eu fiquei em êxtase”.

A partir de então, Chris tornou-se viciado em treinamento de peso e competições. Era difícil acreditar que o antigo sedentário de 115 kg estava aparecendo na capa das revistas masculinas de boa forma e em anúncios.

Ele não só se sentia e parecia um homem com metade da sua idade, como também passou mais tempo com sua esposa, juntando-se a ela em corridas e passeios de bicicleta. À medida que o tempo passou e sua paixão pela boa forma crescia, Chris deixou seu emprego em TI para fazer um curso de personal trainer.

“Definitivamente havia uma lacuna no mercado para instrutores pessoais de mais de 50 anos no Reino Unido. As pessoas mais velhas não se sentiam confortáveis ​​treinando com garotos em seus 20 anos que não seriam necessariamente capazes de mantê-los atualizados. Eles poderiam se relacionar mais comigo”, diz ele.

Ele criou um site e logo ganhou vários clientes. “Alguns, como eu, queriam perder peso. Outros se aposentaram e queriam entrar em forma agora, com mais tempo em suas mãos. Mas a maioria deles tinham a impressão de que a musculação não era para as pessoas ‘de idade’, como eu já tinha pensado antigamente”, diz ele.

Chris decidiu provar que eles estavam errados, mostrando como isso poderia ajudar a aumentar sua energia, ajudar a fortalecer os músculos e as articulações, e afastar doenças como artrite, osteoporose e demência.

“Há tantos benefícios para a saúde associados à musculação, e desde que você o faça ao seu próprio ritmo sob supervisão, você pode tê-los em qualquer idade”, explica Chris. “Eu certamente sou prova disso. Aos 50 anos eu tinha uma idade metabólica mais perto de um cara de 70 anos de idade. Agora, estou nos meus 60 anos, e ela caiu para 35.”

“Eu fiz nove concursos de fitness e não pretendo me desligar dos palcos ainda. Posso subir as escadas com facilidade, levar sacolas de compras e, o melhor de tudo, olhar no espelho e sentir-me orgulhoso do que eu consegui. Os velhos amigos não me reconhecem. Eles pensam que a Jenny se divorciou e está com um cara novo! De certa forma sim – mas uma nova e melhorada versão de mim”.

Você também já passou dos 50 anos de idade, está com excesso de peso e pensava que não tinha mais jeito? O que achou da inspiradora história de Chris Zaremba? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)



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