Diabético Pode Comer Inhame?

Ao ser diagnosticada com diabetes, a pessoa provavelmente sabe que precisará fazer mudanças em seu estilo de vida para tratar a condição. Até porque, se não fizer isso, poderá sofrer com complicações que incluem danos a órgãos, vasos sanguíneos e nervos do organismo, doenças nos rins e ataque do coração.

Parte dessas mudanças envolve a adaptação na alimentação, que deve ser voltada para o favorecimento do controle dos níveis de açúcar no sangue.

E é por conta disso que podem surgir algumas dúvidas na cabeça do paciente em relação ao que ele pode ou não pode comer. Por exemplo, você saberia dizer se o diabético pode comer inhame?

O inhame 

Antes de aprofundarmos na questão da relação do inhame com o organismo de um diabético, vamos conhecer o alimento melhor.

Pois bem, o inhame é classificado como um rizoma, ou seja, um caule modificado que transporta água e nutrientes para a planta. Ele é fonte de nutrientes como carboidratos, fibras, proteínas, potássio, vitamina A, vitamina B1, vitamina B5, vitamina B6, vitamina C, ferro, fósforo, magnésio e cálcio.

Com 118 calorias encontradas em cada porção de 100 g, o rizoma está associado a benefícios como o auxílio à saúde feminina em relação à Tensão Pré-Menstrual (TPM), menopausa e fertilidade, a diminuição dos níveis de colesterol, o combate da doença de Alzheimer e a prevenção da anemia.

O diabético pode comer inhame? 

O inhame é um alimento que o diabético deve ter cuidado. Ele possui uma quantidade elevada de carboidratos, mas também contém fibras e um índice glicêmico baixo. A chave para o consumo está na quantidade a ser comida por vez e na combinação com outros alimentos, para tornar a absorção destes carboidratos ainda mais lenta. Vejamos agora os detalhes da questão se o diabético pode comer inhame ou não:

Carboidratos

Vamos começar a nossa análise dando uma olhada na quantidade de carboidratos encontrados no inhame. Isso porque o nutriente é formado por blocos de moléculas de açúcar e adquire a forma de açúcar depois de passar pelo sistema digestivo. Após isso, ele passa a ser utilizado como fonte de energia no organismo.

Logo, o controle do consumo de carboidratos é parte relevante da dieta com foco no controle dos níveis de açúcar no sangue.

Uma porção de 100 g do alimento é composta por 27,88 g do nutriente. Já uma xícara de inhame em cubinhos contém 41,82 g de carboidratos. Por mais que o teor do composto presente no alimento seja alto, isso não necessariamente determina que ele não possa ser consumido por diabéticos.

Uma das explicações é que de acordo com a Associação Americana de Diabetes, cada organismo responde de maneira diferente em relação à alteração dos níveis de glicose no sangue ao entrar contato com determinado alimento.

Portanto, cada paciente tem um limite de carboidratos que pode comer a cada refeição ou dia, conforme a resposta de seu corpo. Tais diretrizes devem ser verificadas e definidas pelo médico que acompanha o caso.

Conforme o que for passado pelo médico, é possível controlar as porções do inhame e utilizá-lo como fonte de carboidratos de um prato ou refeição. Obviamente, quanto menor for a porção utilizada do alimento no prato, menor será o seu impacto no que se refere aos níveis de açúcar no sangue.

As fibras

O teor de fibras encontrado no alimento é outro fator que torna possível a afirmação de que o diabético pode comer inhame. Enquanto 100 g de inhame contêm 4,1 g do nutriente, uma porção de uma xícara em cubinhos do alimento possui 6,2 g do composto.

As fibras atuam na diminuição do ritmo de absorção de carboidratos oriundos de um alimento, o que resulta na prevenção da ocorrência de picos nos níveis de glicose no sangue.

Uma pesquisa publicada no Journal of the American Board of Family Medicine (Jornal do Conselho Americano de Medicina Familiar, tradução livre) ainda sugeriu que as fibras podem diminuir os níveis de glicose no sangue em jejum.

O índice glicêmico 

O fato das fibras desacelerarem o ritmo de digestão dos carboidratos presentes em um alimento resulta na diminuição de seu índice glicêmico. Tal índice indicativo da velocidade pela qual o açúcar que vem dos alimentos demora para atingir a corrente sanguínea de uma comida.

Não é à toa que o inhame é classificado na categoria dos alimentos com índice glicêmico baixo, cujos carboidratos são absorvidos lentamente, sem causar um aumento súbito nos níveis de glicose no sangue.

Para ter um índice glicêmico baixo, um alimento deve apresentar um valor menor ou igual a 55 – o índice glicêmico do inhame é de 54.

Porém, é importante saber que, conforme o que a nutricionista especialista em nutrição clínica Gisele Rossi Goveia explicou através da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), ainda não existe um consenso entre os órgãos de saúde mundiais no que se refere à eficiência do uso do índice glicêmico e da carga glicêmica como estratégia para o tratamento da diabetes.

Assim, por mais que os índices possam auxiliar na teoria, não há certeza que eles garantam os níveis saudáveis de glicose no sangue na prática. Daí a importância de que o diabético não baseie sua alimentação somente nisso, mas que tenha as informações como indicativos e que confirme com o médico se aqueles alimentos com índice e carga glicêmica baixa realmente são bons para o seu caso.

Cuidados 

Saber se o diabético pode comer inhame ou não certamente traz um indicativo de como a dieta de quem tem a doença deve funcionar. Entretanto, ele precisa contar com um acompanhamento do médico e do nutricionista para saber como deve funcionar toda a sua alimentação em particular.

Isso porque cada quadro traz as suas características específicas e precisa ser avaliado, orientado, tratado e acompanhado individualmente por profissionais capacitados.

Mais sobre a diabetes

Trata-se de uma condição que é desenvolvida quando o organismo é incapaz produzir insulina ou não consegue utilizar adequadamente o hormônio produzido pelo corpo. A insulina trabalha no controle da quantidade de glicose (açúcar) encontrada no sangue.

Os sintomas da doença incluem: sede excessiva, fome excessiva, infecções frequentes nos rins, na pele e na bexiga, demora na cicatrização de feridas, alterações na visão, formigamento nos pés, furúnculos, vontade frequente de urinar, emagrecimento, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudança de humor, náusea e vômito.

Ao sentir esses sinais, é fundamental buscar ajuda médica para saber se tem ou não o problema. E uma vez que a diabetes for diagnosticada, além da mudança na alimentação, o tratamento da doença provavelmente envolverá a prática de atividades físicas, a checagem da glicemia, a aplicação de insulina, o uso de medicamentos, o cuidado com a saúde bucal, o controle do estresse, a eliminação do cigarro e a diminuição do consumo de bebidas alcoólicas.

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