Diverticulite Pode Matar? O Que Fazer?

Especialista:
atualizado em 17/01/2020

Se você tem doença inflamatória intestinal ou qualquer outra forma de colite, como colite isquêmica, infecciosa ou de radiação, corre o risco de desenvolver uma dilatação anormal do intestino grosso, o cólon, que é conhecida como diverticulite. Veja agora se a diverticulite pode matar, como ela pode ser tratada e como prevenir para que não tenha que sofrer com essa condição.

Aproveite para já conhecer dicas de dieta para diverticulute, os melhores chás para diverticulite e os principais sintomas da diverticulite.

O que é diverticulite

Os divertículos são estruturas parecidas com bolsas que se formam na parede do intestino grosso, que quando contém esses divertículos, possui uma condição chamada de diverticulose.

Essa condição geralmente é inofensiva, e não causa problemas; porém, quando essas bolsas sangram, ficam infectadas ou inflamadas, a condição é chamada de diverticulite, que pode causar uma variedade de sintomas como febre, dores abdominais e cólicas.

As infecções relacionadas à diverticulite normalmente são pequenas e se curam sozinhas, porém, podem levar a um abcesso na parede do intestino.

Um abcesso é uma porção de pus cercada por tecido inchado e inflamado que pode causar uma conexão chamada de fístula, que pode destruir o tecido circundante e criar uma conexão em forma de túnel entre o intestino e a pele, ou entre dois órgãos do trato digestivo.

Outras possíveis complicações causadas pela diverticulite incluem a obstrução do intestino devido à cicatrização e abertura de um divertículo. Uma complicação rara, mas potencialmente fatal, chamada peritonite, pode ocorrer quando um ou mais divertículos se abrem, vazando micróbios causadores de infecção para a cavidade abdominal.

Sintomas da diverticulite

Os sintomas mais comuns da diverticulite são:

  • Dores abdominais;
  • Sensibilidade ao pressionar o baixo ventre.

Além desses, também pode causar:

  • Vômito;
  • Náusea;
  • Dor aguda com movimentos respiratórios ou dissonantes ao caminhar, por exemplo;
  • Cólicas;
  • Febre;
  • Arrepios;
  • Constipação, diarreia ou outras alterações nos hábitos intestinais.

Os sintomas da diverticulite podem se parecer com os que ocorrem devido a condições como os da apendicite, exceto que a pessoa geralmente terá dor no lado inferior esquerdo do abdômen em vez do lado inferior direito.

A dor geralmente é severa e surge subitamente, mas às vezes você pode sentir uma dor leve que se torna pior durante vários dias e sua intensidade pode flutuar. Mas afinal, a diverticulite pode matar?

Diverticulite pode matar?

Como a grande maioria das doenças, quando não tratada corretamente, ela pode levar a pessoa ao óbito, mesmo se tratando de uma doença tão comum.

Cerca de 15% a 20% das pessoas com diverticulose desenvolvem diverticulite (dois terços leve a moderada e um terço grave) e cerca de 5% a 10% desenvolvem sangramento (dois terços leve a moderado e um terço com risco de vida).

Fatores de risco da diverticulite

Os principais fatores de risco da diverticulite são aqueles que aumentam a pressão na parede do cólon, como:

  • Falta de exercício físico: A falta de exercício físico tem sido associada a um risco maior de formação de divertículos, o que aumenta o risco de a pessoa sofrer com diverticulite; porém, as razões para isso acontecer ainda não são claras.
  • Muita pouca fibra: A diverticulite é rara em países onde as pessoas consomem uma dieta rica em fibras que ajuda a manter as fezes moles, mas é comum em nações industrializadas, onde a dieta média é rica em carboidratos refinados e pobre em fibras. De fato, essa doença surgiu após a introdução dos laminadores de aço, que reduziu muito o teor de fibras tanto das farinhas como dos grãos.
  • Envelhecimento: Pessoas com mais de 40 anos tendem a sofrer um risco maior de ter diverticulite, e isso pode acontecer devido às alterações relacionadas à idade, como por exemplo a diminuição da força e da elasticidade na parede do intestino.

Diagnóstico da diverticulite

Como visto, os sintomas da diverticulite podem ser muito parecidos com os de outras doenças, como úlceras estomacais, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn e apendicite.

Quando você se consultar com o seu médico, ele irá perguntar sobre o seu histórico médico, dieta e hábitos intestinais e fará um exame físico que incluirá um exame retal para detectar sensibilidade, obstrução ou sangue no reto ou no cólon. Seu médico pode pressionar seu abdômen para verificar se há sensibilidade.

Exames que podem ajudar a diagnosticar a diverticulite incluem:

  • Exames para verificar se há sangue nas fezes;
  • Tomografia computadorizada, raio-X ou ultrassonografia para procurar abcessos no interior do cólon ou diverticulite;
  • Exames de sangue para detectar sinais de infecção.

Tratamento para diverticulite

A diverticulite leve pode frequentemente ser tratada em casa com ou sem medicação, mas algumas pessoas precisam passar por uma cirurgia.

– Cuidados pessoais

Aumentar a quantidade de fibras na sua dieta pode ajudar a prevenir surtos dolorosos de diverticulite ou sangramento. Tente consumir entre 20 a 35 gramas de fibra diariamente.

As melhores fontes de fibra são os legumes, frutas e grãos. Seu médico também pode recomendar um suplemento de fibra. Se você planeja aumentar a ingestão de fibras, faça isso gradualmente e beba muita água para evitar a constipação.

Ser fisicamente ativo também pode ajudar a manter a diverticulite sob controle.

Pessoas com essa doença são aconselhadas a eliminar de sua dieta alimentos difíceis de digerir, como sementes, milho e pipoca, porque acreditam que esses alimentos possam ficar presos nos divertículos causando inflamação. Porém, não há evidências que confirmem essa recomendação, além de que as sementes são ricas em fibras, o que é bom para pessoas com doença diverticular.

Se você ainda não fez uma colonoscopia, seu médico pode recomendar que faça, porque os sintomas do câncer de cólon às vezes podem se parecer com o da diverticulite.

– Medicação

Antibióticos são frequentemente usados no tratamento da diverticulite, e geralmente podem ser tomados como comprimidos em casa. Se você tiver uma infecção ou dor severa, pode precisar realizar o tratamento em um hospital para que os antibióticos possam ser administrados por via intravenosa. A diverticulite moderada e grave pode exigir repouso e uma dieta líquida para ajudar o intestino grosso a se recuperar.

– Cirurgia

Se tiver um abcesso, fazer uma drenagem ou cirurgia pode ser necessário para limpar a infecção. Isso irá depender da extensão do problema e da sua saúde geral.

Uma cirurgia de emergência pode ser necessária para tratar a peritonite, bem como para tratar um episódio particularmente grave de diverticulite ou complicações como sangramento contínuo, perfuração de um abcesso, obstrução do intestino grosso ou fístula.

O procedimento cirúrgico mais comum para a diverticulite é a ressecção do intestino grosso, que envolve remover a parte do cólon que contém divertículos e reconectar as extremidades saudáveis.

Sendo assim, visto que a diverticulite pode matar quando no estágio grave e sem que haja o tratamento adequado, procure um médico para que possa ter o diagnóstico e tratamento adequado.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já ouviu falar que a diverticulite pode matar? Conhece alguém ou você mesmo já foi diagnosticado com essa condição? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico - cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. É diretor médico do Instituto de Transplantes. Tem vasta experiência na área de Medicina, com ênfase em Transplante hepático, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia,e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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1 comentário em “Diverticulite Pode Matar? O Que Fazer?”

  1. boa noite
    meu irmao faleceu desta doenca infelizmente o primeiro medico diagnosticoy como crise de rim o segundo como pedra na visicula e somente o terceiro pediu tomografia fez cirurgia urgente esyava se recuperando quando aconteceu uma torcao entao teve que sofrer outra cirurgia e 7 dia depois veio a obito