Engov Faz Mal? Para Que Serve, Como Tomar e Como Funciona

Especialista:
atualizado em 29/08/2017

Você provavelmente já deve ter ouvido falar do Engov, não é mesmo? Mas será que sabe dizer para que serve o medicamento? E será que tomar Engov faz mal de alguma forma?

De acordo com informações da sua bula, as indicações do remédio referem-se ao alívio dos sintomas de dores de cabeças e alergias, além de possuir ação antiácida. O remédio é de uso oral e adulto e pode ser encontrado para comercialização em embalagens contendo seis ou 24 comprimidos.

Engov faz mal? 

É possível dizer que Engov faz mal em alguns casos porque existem situações e pessoas para as quais o medicamento é contraindicado. Por exemplo, ele não deve ser utilizado por crianças com menos de 12 anos de idade e para mulheres que estejam grávidas, especialmente nos três primeiros meses de gestação.

Já a amamentação deve ser evitada durante o uso do medicamento e até 48 horas depois de sua ingestão, tendo em vista que ele pode ser excretado pelo leite materno.

O remédio também não pode ser utilizado por indivíduos que possuam histórico de alcoolismo crônico, pessoas que já tenham apresentado hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula de medicamento e para quem sofra com úlcera gastroduodenal.

Engov faz mal para casos de dengue, portanto, não deve ser ingerido por pessoas que tenham suspeita ou já tenham recebido o diagnóstico da condição. Seu uso também não pode ser feito ao mesmo tempo da ingestão de bebidas alcoólicas.

A Síndrome de Reye, que trata-se de uma doença rara, porém grave, podendo até mesmo ser fatal, que causa inflamação do cérebro e rápido acúmulo de gordura no fígado, é outro problema que está associado ao medicamento.

Por tal motivo, a bula recomenda que crianças e adolescentes não façam uso do remédio para tratar casos de catapora ou sintomas gripais antes que um médico seja consultado em relação à condição.

Outros casos em que Engov faz mal referem-se ao uso do remédio com outras substâncias, devido ao risco de interação medicamentosa.

Isso inclui substâncias que causam a depressão do sistema nervoso central, anticoagulantes orais, anticoagulantes cumarínicos, sulfonilureias (remédio para diabetes), agentes uricosúricos (remédio que aumenta a excreção do ácido úrico), sedativos, agentes colinérgicos (droga que atua no sistema nervoso parassimpático), barbituratos (remédio que comprime o sistema nervoso central), digoxina (medicamento para a insuficiência cardíaca congestiva), quinina (usada para tratar a malária), quindina (antiarrítmico), varfarina, tetracíclicos (antidepressivos) e vitaminas.

Para se manter seguro em relação ao uso de Engov, vale a pena conversar com o médico antes de utilizar o remédio para saber se não existem riscos de interação entre o remédio e qualquer outro tipo de medicamento que você esteja usando, certificar-se de que ele não fará mal para a sua saúde e saber qual a dosagem e o período de tratamento indicados, ainda que a apresentação da receita médica não seja exigida no ato da compra.

Além disso, o medicamento deve ser utilizado com cautela por pacientes que apresentem comprometimento de sua função renal ou possuam diabetes. Outro cuidado recomendado é o de não dirigir veículos ou operar máquinas enquanto estiver usando o remédio, visto que ele pode fazer com que a habilidade e atenção sejam alteradas.

Efeitos colaterais de Engov

Normalmente, ao ser consumido dentro da dosagem indicada, o remédio é considerado seguro, como informou a sua bula. Entretanto, o uso prolongado e em altas doses do ácido acetilsalicílico, que é encontrado na composição do medicamento, pode causar a necrose papilar renal.

Trata-se de uma doença que causa a morte total ou parcial das papilas dos rins, local de onde a urina flui para os ureteres.

Outro composto encontrado na fórmula de Engov é o chamado hidróxido de alumínio. De acordo com a sua bula, quando ingerida em quantidades altas, a substância pode causar prisão de ventre, principalmente em pessoas que sofrem com problemas renais agudos.

A composição do remédio ainda com o maleato de mepiramina, cujo efeito mais comum é a sedação, e a cafeína, que pode trazer reações como insônia, agitação, excitação, leve delírio, zumbido, tremor, tensão muscular, taquicardia e respiração acelerada.

A superdosagem de Engov faz mal ainda podendo resultar em sedação excessiva, náusea, vômitos, tontura, agitação e tremores. Além disso, o corante amarelo de tartrazina do produto pode causar reações alérgicas como a asma brônquica, principalmente em usuários que sofrem com alergia ao ácido acetilsalicílico.

Caso sofra algum tipo de efeito colateral ao fazer uso do medicamento, consulte o médico de sua confiança para saber como proceder.

Como funciona o Engov? 

Ainda conforme a bula do medicamento, Engov possui ação analgésica, ou seja, que faz com que ele atue na promoção do alívio das dores. Ele também possui ação anti-histamínica, que é o que o coloca como um produto para amenizar os sintomas de alergia.

Além disso, Engov carrega também uma ação estimulante suave em relação ao sistema nervoso central, que contribui com o alívio de dores, quando associado ao uso de analgésicos.

O tempo de ação do remédio varia de acordo com o histórico de cada paciente. Entretanto, a bula relata que no caso de cefaleias (dores de cabeça) de grau leve a moderado, o efeito esperado acontece depois de 60 minutos da ingestão de Engov.

Como usar Engov? 

A recomendação da bula é que o usuário ingira de um a quatro comprimidos do medicamento diariamente, com um intervalo de no mínimo seis horas entre o consumo de cada um deles.

A ingestão máxima diária do remédio é de quatro comprimidos e o seu uso deve ser feito até que os sintomas da cefaleia (dor de cabeça) e da alergia sejam amenizados. A utilização de Engov por períodos mais longos deve acontecer somente mediante orientação médica, ainda que a sua comercialização não exija a apresentação de receita médica.

Você imaginava que o consumo de Engov faz mal em alguns casos? Tem costume de tomá-lo em que tipo de situação? Comente abaixo!

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Sobre Julio Bittar e Dra. Patricia Leite

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