Fígado Inchado – Sintomas, O Que Pode Ser e Como Tratar

Especialista:
atualizado em 04/08/2020

Redução do apetite, inchaço no abdômen e febre: conheça todos os sintomas do fígado inchado, o que pode ser e como tratar a condição!

Ter um fígado em bom estado é importantíssimo para nossa saúde, já que o órgão é responsável por muitas funções essenciais, como produção da bile, que ajuda a quebrar os alimentos ingeridos através da dieta; remoção de substâncias consideradas tóxicas e nocivas à saúde; conversão dos carboidratos em glicose e estocagem de vitaminas e minerais.

Hepatomegalia é o nome que se dá ao fígado inchado, condição que não é definida como um problema de saúde em si, mas sim um sintoma de que algo anda errado com o fígado ou com outros aspectos da saúde em geral.

O fígado inchado é um sinal de que algo não está funcionando da maneira correta, podendo ser um sinal de condições de saúde como doença hepática, insuficiência cardíaca e até câncer.

Sintomas do fígado inchado

Não são em todos os casos que um fígado inchado causa sintomas perceptíveis, mas quando o fígado aumenta de tamanho por causa de uma doença no próprio fígado, os sintomas abaixo podem ser observados:

  • Fadiga;
  • Desconforto na barriga ou no abdômen;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor abdominal;
  • Redução do apetite;
  • Perda de peso;
  • Angiomas (tumor dos vasos sanguíneos, geralmente benigno) na pele;
  • Coceira;
  • Inchaço no abdômen ou ascite (barriga d’água);
  • Inchaço nas pernas;
  • Febre, principalmente em casos de hepatite;
  • Icterícia, condição que resulta em amarelecimento da pele e da parte branca dos olhos;
  • Sensação de plenitude ou saciedade logo depois de começar a comer.

O que pode ser fígado inchado?

As principais possíveis causas de fígado inchado são:

  • Cirrose hepática;
  • Hepatite causada por vírus ou por mononucleose infecciosa;
  • Doença hepática gordurosa ou esteatose hepática alcoólica;
  • Doença hepática gordurosa ou esteatose hepática não alcoólica;
  • Hepatite tóxica;
  • Amiloidose, doença que causa o acúmulo anormal de proteínas no fígado;
  • Doença de Wilson, distúrbio genético que faz com que o mineral cobre se acumule no fígado;
  • Obstrução da vesícula biliar ou dos ductos biliares;
  • Tumores hepáticos não cancerosos como o adenoma ou o hemangioma;
  • Doença de Gaucher, condição que faz com que substâncias gordurosas se acumulem no órgão;
  • Cistos ou tumores hepáticos;
  • Hemacromatose, distúrbio que leva ao acúmulo de ferro no fígado;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Trombose da veia hepática;
  • Pericardite, uma inflamação do tecido que envolve o coração;
  • Doença veno-oclusiva;
  • Síndrome de Budd-Chiari, um bloqueio das veias que drenam o fígado;
  • Doenças autoimunes;
  • Obesidade;
  • Cálculos biliares;
  • Tumores hepáticos benignos
  • Câncer de fígado;
  • Síndrome metabólica;
  • Distúrbios genéticos.

Fatores de risco

Alguns fatores que podem aumentar o risco de um indivíduo apresentar inchaço no fígado são fatores que na verdade podem causar danos no órgão, tais como:

  • Infecções causadas por parasitas, vírus ou bactérias;
  • Abuso de álcool;
  • Uso de medicamentos, suplementos ou vitaminas por uso prolongado ou altas doses porque o órgão fica sobrecarregado;
  • Vírus da hepatite (tipo A, B ou C);
  • Insuficiência cardíaca porque o sangue que o coração não consegue bombear acaba voltando para o órgão, interferindo no seu funcionamento normal;
  • Doenças metabólicas ou genéticas como a doença de Wilson ou a doença de Gaucher;
  • Maus hábitos de dieta.

Diagnóstico

Para diagnosticar o fígado inchado, é necessário que o paciente descreva algum sintoma ou faça exames de sangue completos de rotina que incluam a análise de algumas enzimas hepáticas. Do contrário, a condição nem será notada.

Um exame físico feito por um médico pode fazer com que ele perceba alterações no formato do órgão, mas outros exames complementares devem ser solicitados para confirmar a hipótese de fígado inchado.

  • Exames de sangue: amostras de sangue podem identificar os níveis de enzimas hepáticas e verificar a presença de vírus que podem causar doenças no fígado.
  • Exames de imagem: exames como o ultrassom abdominal, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem ajudar a verificar o estado do fígado por meio de imagens.
  • Elastografia por ressonância magnética: trata-se do uso de ondas sonoras e eletromagnéticas para obtenção de um elastograma, uma espécie de mapa visual da rigidez do tecido hepático. Esse exame é muito útil para obter uma boa imagem do órgão sem a necessidade de uma biópsia invasiva, por exemplo.
  • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica: nesse exame, é inserido um instrumento com o paciente sedado para analisar se existe algum problema nos ductos biliares, espécies de tubos que servem para transportar a bile sintetizada no fígado para a vesícula biliar. Tal teste é muito útil para detectar obstruções e pedras na vesícula biliar que podem prejudicar o fígado.
  • Biópsia hepática: em suspeita de doenças mais graves, uma biópsia pode ser solicitada para remover uma amostra do órgão para análise.

Como tratar

Se o fígado inchado não for tratado, o órgão poderá sofrer outros danos a longo prazo, prejudicando as suas funções. Por isso, ao desconfiar que tem o problema, é importante procurar o médico, que fará o diagnóstico por meio de exames para descobrir a causa do problema e tratá-la da forma adequada.

No caso da hepatite, por exemplo, um remédio como a Lamivudina pode ser indicado, já em casos de insuficiência cardíaca, remédios como a Furosemida podem ser a indicação do médico. A redução do tamanho do fígado será uma consequência do tratamento da condição de saúde diagnosticada.

Outras dicas que costumam ajudar no tratamento são:

  • Manter uma dieta saudável;
  • Ingerir álcool com moderação;
  • Ter um peso saudável;
  • Parar de fumar;
  • Evitar o contato com substâncias com potencial tóxico;
  • Seguir instruções ao tomar medicamentos, suplementos ou vitaminas.

Não há como indicar um tratamento universal para reduzir o fígado inchado, pois existe um tratamento específico para cada causa. Porém, com certeza seguir as dicas mencionadas acima em conjunto com o tratamento indicado por um médico melhorará muito a saúde do fígado e vai fazer com que ele execute suas funções com mais facilidade.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já foi diagnosticado com fígado inchado? Que tipo de tratamento o seu médico recomendou? O que precisou mudar no seu dia a dia? Comente abaixo!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (6 votos, média: 4,50 de 5)
Loading...
Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico - cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. É diretor médico do Instituto de Transplantes. Tem vasta experiência na área de Medicina, com ênfase em Transplante hepático, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia,e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

Deixe um comentário