Reuquinol Engorda ou Emagrece? Para Que Serve e Indicação

Especialista:
atualizado em 04/12/2019

Quem compra Reuquinol, um medicamento de uso oral, adulto e pediátrico acima de seis anos de idade, provavelmente sabe que precisa apresentar a receita médica antes de levar o remédio para casa.

E para esses pacientes que usam o medicamento e desejam saber como ele pode afetar o peso, tentaremos descobrir se Reuquinol engorda ou emagrece.

Para que serve Reuquinol 

Porém, antes de saber se o Reuquinol emagrece ou engorda, é importante que a gente saiba em quais casos o remédio pode ser utilizado, não é mesmo?

Pois bem, a indicação de Reuquinol pode ser feita para casos de afecções reumáticas e dermatológicas (reumatismo e problemas de pele), artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações), artrite reumatoide juvenil, lúpus eritematoso sistêmico, lúpus eritematoso discoide e condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar.

O medicamento também pode ser indicado para o tratamento de crises agudas ou para o tratamento supressivo de casos de malária.

E então, Reuquinol engorda ou emagrece?

Não encontramos informações na bula do medicamento que indiquem que Reuquinol engorda, pelo menos não de uma forma direta.

É comum que pessoas façam o uso de Reuquinol em conjunto com outro medicamento, e este segundo é que pode ser responsável por engordar, ou pelo menos pelo acúmulo de líquidos e consequente aumento de peso.

Por outro lado, a anorexia (perda de apetite) é apresentada como um efeito colateral comum do medicamento, ou seja, que ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que fazem uso do remédio.

Portanto, quem faz uso do remédio precisa ficar ligado em relação aos efeitos colaterais e ao perceber os primeiros sinais da diminuição do apetite ou da anorexia, deve informar o médico a respeito do problema e verificar com ele o que faz para evitar que o quadro de anorexia avance.

Alguns sintomas da anorexia são: perda de peso extrema, aparência magra, contagem sanguínea anormal, fadiga, insônia, vertigem, desmaio, descoloração azulada dos dedos, queda de cabelo, cabelo quebradiço ou fino, ausência de menstruação, pele seca ou amarelada, intolerância ao frio, ritmo cardíaco irregular, pressão baixa, desidratação, osteoporose, inchaço dos braços e pernas, restrição severa da ingestão de alimentos, o ato de fazer jejuns, prática excessiva de atividade física,  vomitar excessivamente induzindo o próprio vômito, o uso de laxantes, preocupação com a comida, recusa a comer, negação de que sente fome, medo de ganhar peso, mentira sobre quanto alimento tem comido, falta de emoção, isolamento social, irritabilidade, redução do interesse por sexo, humor depressivo e pensamentos suicidas, conforme informou a Mayo Clinic.

E nada de tomar o remédio apenas porque pensa que o Requinol emagrece e quer perder peso, está bem? Além do uso de um remédio sem que haja a necessidade e por conta própria ser extremamente perigoso – os efeitos colaterais trazidos por ele e o uso de uma dosagem inapropriada para o seu organismo podem trazer graves problemas para a saúde – a perda de peso nem é garantida para todas as pessoas e mesmo quando o efeito da redução do apetite for experimentado, o que se tem é o risco de desenvolver a anorexia, uma doença perigosa.

Se o seu objetivo é perder peso, procure a ajuda de um médico, um nutricionista e um personal trainer e busque alcançar essa meta de maneira segura – seguindo uma dieta saudável, equilibrada, controlada e nutritiva e praticando exercícios físicos com segurança.

Efeitos colaterais de Reuquinol

Agora que já analisamos se o Reuquinol engorda ou emagrece, podemos ver que o medicamento pode provocar os seguintes efeitos colaterais:

  • Hipoglicemia (diminuição das taxas de açúcar no sangue) severa, que inclui a perda de consciência e pode colocar em risco os pacientes tratados ou não com medicamentos antidiabéticos;
  • Comportamento suicida (foram reportados casos raros);
  • Distúrbios extrapiramidais (referem-se à coordenação e ao controle dos movimentos) como distonia (contrações musculares involuntárias), discinesia (movimentos involuntários do corpo) e tremor;
  • Cardiomiopatia (doença do coração), resultado em insuficiência cardíaca e podendo ter um desfecho fatal;
  • Depressão da medula óssea;
  • Anemia;
  • Anemia aplástica (em que a medula óssea não consegue produzir uma quantidade adequada de elementos do sangue);
  • Agranulocitose (diminuição de alguns tipos de leucócitos do sangue);
  • Leucopenia (redução das células brancas do sangue);
  • Trombocitopenia (diminuição das plaquetas do sangue);
  • Urticária (erupção que provoca coceira, geralmente de origem alérgica);
  • Angioedema (inchaço em região subcutânea ou mucosas, geralmente de origem alérgica);
  • Broncoespasmo (contração dos brônquios, que pode provocar chiado no peito);
  • Agravamento do quadro de porfiria (grupo de doenças metabólicas);
  • Mudança rápida de humor;
  • Nervosismo;
  • Psicose;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Convulsões;
  • Visão borrada;
  • Retinopatia (doença da retina);
  • Alterações na córnea como opacificação (perda de transparência) e inchaço;
  • Distúrbios visuais;
  • Degeneração macular;
  • Vertigem;
  • Zumbido;
  • Perda de audição;
  • Toxicidade crônica – deve ser considerada quando ocorrerem distúrbios de condução (dificuldade da passagem do estímulo elétrico) (bloqueio de ramo/bloqueio átrio-ventricular) bem como hipertrofia biventricular (espessamento da parede dos ventrículos).
  • Dor abdominal;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Alterações da função do fígado;
  • Insuficiência hepática fulminante;
  • Erupção cutânea;
  • Prurido (coceira);
  • Alterações da cor da pele e das membranas mucosas;
  • Descoloração do cabelo;
  • Alopecia (queda de cabelo);
  • Erupções bolhosas;
  • Eritema multiforme (manchas vermelhas planas ou elevadas, bolhas, ulcerações, que podem aparecer em todo o corpo);
  • Síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave caracterizada por bolhas em mucosas em grandes áreas do corpo);
  • Necrólise epidérmica tóxica (condição grave que provoca erupção generalizada por bolhas rasas extensas e áreas de necrólise epidérmica parecidas com uma grande queimadura);
  • Rash medicamentoso com eosinofilia e erupções sistêmicas – erupção cutânea com aumento eosinófilos (células de defesa) no sangue;
  • Fotossensibilidade;
  • Dermatite esfoliativa (alteração da pele com descamação);
  • Pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA, doença de pele);
  • Precipitação de crises de psoríase (doença inflamatória da pele);
  • Febre;
  • Hiperleucocitose (contagem elevada das células brancas do sangue);
  • Distúrbios motores sensoriais;
  • Miopatia (problema no sistema muscular) de músculos esqueléticos;
  • Neuromiopatia (condição que ataca simultaneamente o sistema nervoso e os músculos), levando à fraqueza progressiva e atrofia do grupo de músculos proximais;
  • Diminuição dos reflexos tendinosos;
  • Anormalidade da condução nervosa.

Ao experimentar qualquer um dos efeitos colaterais descritos acima ou qualquer outro tipo de reação adversa ao utilizar Reuquinol, procure rapidamente a ajuda do médico para saber como deve proceder.

Contraindicações e cuidados com Reuquinol 

O remédio não pode ser utilizado por pacientes com alergia aos componentes de sua fórmula ou aos derivados da 4-aminoquinolina, pessoas que sofrem com distúrbios visuais preexistentes e pacientes com menos de seis anos de idade.

Nos casos de mulheres que estejam grávidas ou em processo de amamentação de seus bebês, somente o médico deve decidir se eles devem ou não fazer uso do medicamento.

Antes do início do tratamento prolongado com Reuquinol, o paciente deve fazer exames oftalmológicos e repeti-lo de seis em seis meses.

Esse exame deve ser mais frequente e adaptado ao paciente em alguns casos como os de pessoas que sofrem com insuficiência renal, de indivíduos que tomam uma dose cumulativa maior do que 200 g, de idosos e de pessoas que sofrem com comprometimento da acuidade visual.

Nos casos em que o usuário de Reuquinol desenvolve distúrbios visuais, o uso do remédio deve ser descontinuado imediatamente e o médico deve observar a possível progressão do problema em seu paciente.

Recomenda-se ainda a monitorização clínica para sinais de cardiomiopatia e a descontinuação do remédio quando houver os primeiros sintomas da doença. Também deve ser feito o hemograma periódico e suspender o tratamento caso ocorram alterações hematológicas (do sangue).

Todos os pacientes que fazem tratamento de longo prazo com a substância precisam ser submetidos a exames periódicos para avaliar as funções dos músculos esqueléticos e reflexos tendinosos (movimentos reflexos desencadeados pela percussão de um tendão muscular). O remédio deverá ser suspenso se houver alterações (fraqueza).

Além disso, o medicamento deve ser utilizado com cautela em pacientes que sofrem com problemas gastrointestinais, neurológicos ou hematológicos, que têm alergia à quinina, deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase, psoríase ou porfiria.

O uso de Reuquinol também exige cuidado em pacientes com disfunções no fígado ou nos rins, que estejam utilizando remédios capazes de afetar esses órgãos.

Como o medicamento pode alterar a acomodação visual e deixar a visão turva, os usuários do remédio devem ser cautelosos quanto a atividades como dirigir veículos e operar máquinas.

Também é de extrema importância que o paciente informe ao médico caso esteja fazendo uso de qualquer outro tipo de medicamento para que o profissional verifique se existem riscos de interação entre Reuquinol e o remédio em questão.

As informações são da bula do medicamento disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Você já tinha ouvido falar que o Reuquinol engorda ou emagrece? Tem receio de utilizar este medicamento por conta de seus efeitos colaterais? Comente abaixo!

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Sobre Julio Bittar e Dra. Patricia Leite

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