Tratamento para inflamação no útero: medicamentos e opções naturais

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  • O tratamento da inflamação no útero, seja cervicite ou endometrite, tem como base os antibióticos, indicados para combater a bactéria causadora da infecção.
  • A cervicite atinge o colo do útero e a endometrite afeta o endométrio; as duas costumam ser causadas por bactérias sexualmente transmissíveis.
  • Nos casos de cervicite crônica, opções naturais como probióticos e alho cru podem complementar o tratamento medicamentoso prescrito pelo ginecologista.
  • Em quadros mais graves, como suspeita de abscesso, falha do antibiótico oral ou gravidez, pode ser necessária hospitalização com antibiótico intravenoso.
  • Medidas como compressa quente na região pélvica e o uso de cúrcuma são citadas como formas de aliviar a dor e apoiar o controle da inflamação.

O tratamento para inflamação no útero tem como objetivo combater o agente que causou a infecção. Como na maioria dos casos o agente infeccioso é uma bactéria, o tratamento é feito com antibióticos e pode ser complementado com opções naturais. 

Quando a inflamação no útero é causada por uma bactéria sexualmente transmissível, é necessária a abstinência sexual durante, e um tempo após o tratamento, para evitar uma reinfecção e permitir que o organismo se recupere completamente. É recomendado que o tratamento também seja administrado à pessoa com quem teve relação sexual. 

O tratamento é feito em casa e pode ser complementado com medidas terapêuticas naturais, que ajudam a aliviar os sintomas e controlar a inflamação. 

A hospitalização só se faz necessária em casos graves, quando há suspeita de abscesso, quando o tratamento por via oral não está eliminando a bactéria, ou em caso de gravidez. Nesses casos, o médico pode optar por administrar o antibiótico na veia (via intravenosa). 

Entenda, com mais detalhes, sobre os tipos de inflamação no útero e sobre os tratamentos medicamentosos e naturais. 

Tipos de inflamação no útero

Ginecologista
A ginecologista é a especialista que vai diagnosticar o problema

Quando a inflamação ocorre no colo do útero, recebe o nome de cervicite ou endocervicite. A inflamação pode afetar também a parte interna do útero, o endométrio, recebendo o nome de endometrite.  

Cervicite ou endocervicite

Frequentemente, a inflamação no colo do útero não causa sintomas. Mas, quando causa, os sintomas geralmente são de corrimento vaginal e sangramento ou dor durante a relação sexual. 

Ao notar a presença dos sintomas da cervicite, procure um ginecologista, para uma avaliação diagnóstica: 

  • Corrimento vaginal anormal, que pode ser amarelado, esbranquiçado ou acinzentado, com mau cheiro. 
  • Sangramento vaginal leve em um período do mês não esperado.
  • Dor durante a relação sexual.
  • Irritação na vagina.

Como existem mulheres assintomáticas, é essencial que os exames ginecológicos de rotina estejam em dia. 

Causas da cervicite ou endocervicite

A cervicite aguda é geralmente causada por uma infecção bacteriana sexualmente adquirida ou por uma desregulação da microbiota. A cervicite crônica é causada por uma irritação ou alergia na região, provocada pelo uso de ducha, absorvente interno ou diafragma.

As causas mais comuns da cervicite aguda são: 

  • Clamídia, infecção sexualmente transmitida pela bactéria Chlamydia trachomatis.
  • Gonorreia, infecção sexualmente transmitida pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.
  • Bactéria Mycoplasma genitalium, sexualmente transmitida.
  • Vírus do herpes genital (HSV-2).
  • Tricomoníase, infecção sexualmente transmitida pelo protozoário Trichomonas vaginalis.

A cervicite por causas não infecciosas acontece por irritação química ou mecânica:

  • Irritação ao látex do preservativo, ao espermicida ou duchas.
  • Alergia ao diafragma ou absorventes internos. 
  • Radioterapia ou doenças inflamatórias sistêmicas. 

Tratamento da cervicite ou endocervicite

O tratamento da cervicite dura em torno de 14 dias e é feito, na maioria dos casos, com antibióticos, para combater as bactérias que estão causando a infecção.  

Por isso, no momento da consulta, o médico coleta uma amostra do corrimento vaginal, para fazer testes em laboratório e descobrir qual é, exatamente, a espécie de bactéria causadora da infecção, se é clamídia, gonorreia ou tricomoníase, por exemplo.  

Até que saia o resultado, o médico pode prescrever uma combinação de antibióticos que combatem vários tipos de bactérias infecciosas, chamados de antibióticos de largo espectro.

Mesmo quando a bactéria não é detectada, o médico ginecologista pode iniciar o tratamento com antibióticos, principalmente se a paciente tiver se envolvido em comportamento sexual de risco.  

Opções de tratamentos naturais

No caso da cervicite aguda, o tratamento deve ser medicamentoso, pois é o único que pode combater o agente infeccioso causador da inflamação no útero.

No caso da cervicite crônica, você pode incluir opções de tratamentos naturais, juntamente com os medicamentos prescritos pelo ginecologista, com o objetivo de complementá-lo.

Mulher tomando probiótico
Bebidas ricas em probióticos são ótimas para o tratamento

Para isso, você pode adicionar dois tipos de alimentos na sua dieta: 

  • Probióticos: são microrganismos vivos, que são benéficos para a nossa saúde, especialmente para os sistemas digestivo e imunológico. Você pode consumi-los nos alimentos ou em suplementos.
  • Exemplos de alimentos ricos em probióticos: leite fermentado, kombucha, kefir, iogurte, coalhada e missô. Veja como fazer kombucha e também iogurte de kefir
  • Alho ou suplemento de alho: o alho já está presente na culinária brasileira, mas, na maioria das vezes, é consumido bem fritinho ou refogado. Para se beneficiar de seu potencial terapêutico, a melhor opção é consumi-lo cru

Sugestão de como consumir alho cru: pique um dente alho em pedacinhos bem pequenos, aguarde 10 minutos para que ele libere suas substâncias, então coloque-o sobre algumas folhas de couve picadinhas ou outra salada de sua preferência. 

Endometrite

A endometrite é uma inflamação que afeta o tecido que reveste o útero, chamado de endométrio. Essa inflamação é causada, normalmente, por bactérias sexualmente transmitidas, que ascendem da vagina e infectam o endométrio. 

Neste caso, a pessoa com quem a mulher com endometrite teve relação sexual também necessitará de tratamento. 

A endometrite é diferente da endometriose. Apesar das duas afetarem o revestimento do útero, a endometriose não é causada por uma infecção como a endometrite, mas trata-se de um crescimento do tecido endometrial fora do útero, por exemplo nos ovários, tubas uterinas e até intestino. 

Os sintomas mais comuns da endometrite são: 

  • Dor abdominal ou pélvica
  • Sangramento vaginal ou corrimento atípico
  • Febre ou calafrio
  • Fadiga e mal estar geral
  • Prisão de ventre ou dor ao evacuar

Causas da endometrite

Existem outras possíveis causas de endometrite, além das bactérias transmitidas sexualmente:

  • Parto ou aborto espontâneo
  • Cesariana
  • Bactérias normalmente encontradas na vagina e no colo do útero
  • Procedimentos médicos e cirúrgicos na região pélvica

Tratamento da endometrite

O tratamento tem como objetivo eliminar a causa da infecção e, portanto, da inflamação do endométrio. 

Como a endometrite é, na maioria das vezes, causada por uma infecção bacteriana, o tratamento é feito com antibióticos por via oral. Quando a infecção é muito grave, o antibiótico é administrado diretamente na veia da paciente. 

Após o primeiro ciclo de antibióticos, são feitos exames para investigar se o tratamento foi efetivo no combate às bactérias causadoras da inflamação. 

Para isso, o ginecologista coleta uma amostra da secreção do colo do útero e envia ao laboratório para analisar se há presença de bactérias e quais. Outro exame que pode ser feito é a biópsia do endométrio, para analisar o estado das células que constituem esse tecido.  

Se ainda houver uma infecção por bactérias após o tratamento com o antibiótico, o ginecologista pode prescrever um outro tipo de antibiótico, mais específico à bactéria causadora da infecção. 

Se a infecção evoluir para a formação de um abscesso pélvico ou uterino, ele também deverá ser tratado. Geralmente, é feita uma aspiração do pus com uma agulha. 

Se nos exames, o ginecologista constatar que a inflamação está sendo causada por algum tecido remanescente no útero, após um parto ou um processo de aborto espontâneo, pode ser necessário remover esse tecido em excesso cirurgicamente, para resolver a inflamação. 

Opções de tratamentos naturais

As opções de tratamentos naturais servem para aliviar a dor, relaxando a musculatura da região pélvica, e controlar a inflamação.  

  • Aquecimento da região pélvica: uma forma bem simples e eficaz de aliviar a dor na região pélvica é colocar uma bolsa quente sobre o local. Se você não tiver uma bolsa quente, esquente água e coloque em uma garrafa, que terá o mesmo efeito. 
  • Cúrcuma ou açafrão-da-terra: ela ajuda a reduzir a inflamação no útero, contribuindo para o alívio da dor. Pode ser consumida na forma de cápsulas de suplementos ou como tempero, polvilhada sobre os alimentos. Uma forma de aumentar a absorção da cúrcuma pelo organismo é consumi-la com pimenta-do-reino, na forma de um shot
Cúrcuma com limão
Uma mistura de cúrcuma com limão e outros ingredientes pode ajudar no tratamento

Para fazer o shot de cúrcuma, você vai precisar:

  • Suco de 1 limão
  • 15 gotas de própolis 
  • 1 colher de chá de cúrcuma 
  • 1 pitada de pimenta-do-reino

Você pode beber esse shot pela manhã, em jejum, ou 20 minutos antes de uma refeição. 

Fontes e referências adicionais

Você sabia da diferença entre endometrite e endometriose? Você prefere adquirir alho e cúrcuma na forma de suplementos ou fazer as receitas caseiras com os ingredientes crus? Qual causa de inflamação do útero você não conhecia? Comente abaixo!

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