Tudo Sobre Androstenediona Alta ou Baixa Demais

Existem diversas substâncias no corpo humano que atuam nos processos metabólicos e que precisam estar equilibrados para garantir o adequado funcionamento do organismo. Quando o organismo possui um desequilíbrio na quantidade destas substâncias pode significar o desenvolvimento de alguma doença já com sintomas aparentes. Realizar exames periódicos é importante para que se possa diagnosticar corretamente estes problemas e para se possa ter o adequado tratamento para cada caso.

Vamos conhecer o que é a androstenediona, saber como fazer o exame, entender para que serve esta substância e quais os principais sintomas nos casos em que ocorre a androstenediona alta ou a androstenediona baixa.

O que são e qual a importância dos hormônios para o organismo?

Os hormônios são substâncias químicas produzidas de forma específica pelo sistema neuroendócrino ou pelos neurônios altamente especializados, funcionando como um sinalizador celular. O nome hormônio tem origem do grego, significando evocar ou excitar.

Inicialmente, o termo foi utilizado pelo fisiologista inglês Ernest Starling, em 1905, para falar sobre o controle químico das funções corporais, caracterizando os hormônios como mensageiros químicos que auxiliam no atendimento das funções fisiológicas.

A coordenação do metabolismo nos mamíferos é totalmente realizada pelo sistema neuroendócrino. Os hormônios podem ser produzidos por um órgão ou por algumas células específicas deste órgão, sendo secretados, posteriormente, na corrente sanguínea, onde serão transportados para os tecidos específicos. Tanto os hormônios quanto os neurotransmissores interagem com receptores específicos, desencadeando respostas. Os principais órgãos produtores de hormônios são a hipófise, o hipotálamo, a tiroide, as paratiroides, o pâncreas, as gônadas e as glândulas suprarrenais.

Em geral, os hormônios atuam como modificadores das reações enzimáticas do metabolismo. A principal função dos hormônios é atuar na regulação (seja de forma indutora ou inibidora) em outros órgãos ou regiões do corpo. Eles são fundamentais para o adequado funcionamento de diversos processos metabólicos, auxiliando na regulação do crescimento celular e tissular, no desenvolvimento, na reprodução, nas inúmeras funções dos tecidos, além de participarem de diversos processos do metabolismo.

Estas substâncias podem ser classificadas de acordo com suas propriedades químicas, podendo ser do grupo dos hormônios peptídicos ou proteicos, hormônios esteroides, aminas ou eicosanoides. Cada grupo possui diferentes características quanto a sua forma de síntese, armazenamento, transporte e mecanismo de ação.

Os principais hormônios conhecidos são o glucagon, a insulina, que controla a quantidade de glicose na corrente sanguínea, outros hormônios incluem os sexuais que são os corticoesteroides, a adrenalina, a tiroxina, o hormônio do crescimento, a testosterona e o estrogênio.

O grupo dos hormônios esteroides, que incluem os adrenocorticais e os sexuais, são sintetizados em vários tecidos endócrinos a partir do colesterol. Dentro deste grupo estão inclusos os glicocorticoides que afetam o metabolismo dos carboidratos, entre eles o cortisol, os mineralocorticoides que regulam a concentração de eletrólitos no sangue, os androgênios como a testosterona e os estrogênios como o estradiol, que são sintetizados nos testículos e nos ovários.

Estes hormônios são muito importantes, pois afetam o desenvolvimento e o comportamento sexuais, além de terem uma grande quantidade de funções reprodutivas e não reprodutivas. Existem algumas substâncias que atuam como pró-hormônios, participando na biossíntese de outros hormônios, como é o caso da androstenediona.

O que é a androstenediona?

Estrogênio é um nome genérico dado a vários compostos que diferem na capacidade de produzirem modificações. Os estrogênios naturais são o estradiol, a estrona e o estriol, sendo a estrona uma forma de estrogênio de potência relativamente baixa em comparação com o estradiol. Existem outros como a equilina e a equilenina. Estes hormônios apresentam diferenças importantes na estrutura química, pois seguem vias de biossíntese diferentes no organismo.

A androstenediona é um hormônio esteroide que é produzido nos ovários das mulheres e, em quantidade menor, nas glândulas suprarrenais de homens e mulheres, participando como principal precursor no processo de produção do andrógeno testosterona e dos estrógenos estrona e estradiol, servindo como um pré-hormônio. Esta substância funciona como um andrógeno de potência fraca, podendo ser produzido pelas glândulas adrenais e pelos ovários.

Os principais andrógenos predominantes na mulher são a androstenediona e a deidroepiandrostenediona. A conversão periférica de androstenediona para estrogênio acontece no tecido adiposo, principalmente em mulheres com obesidade, podendo levar a hiperplasia do endométrio, que é o aumento da espessura do tecido que reveste internamente o útero devido à exposição excessiva ao estrogênio.

Existem basicamente três etapas envolvidas na biossíntese estrogênica. A primeira delas é uma via inicial que envolve o acetato e o colesterol. A segunda ocorre nas gônadas e na placenta e sua via principal envolve a pregnenolona, a progesterona e a androstenediona.

Por último, ocorre a via final comum que é representada pela aromatização do anel da androstenediona, resultando na formação da estrona ou do estradiol.

Para que serve a androstenediona?

Manter os níveis adequados de androstenediona no organismo é fundamental. Por este motivo é importante que se faça um acompanhamento regular com o médico para a realização de uma avaliação de rotina. Através de um exame de sangue é possível verificar a concentração desta substância no organismo, avaliando se o paciente está com os níveis normais ou se apresenta um quadro de androstenediona baixa ou androstenediona alta.

A determinação da concentração desta substância na corrente sanguínea é muito importante para auxiliar no diagnóstico dos distúrbios da esteroidogênese, assim como na avaliação dos distúrbios da puberdade e da fertilidade. Este exame também ajuda no diagnóstico da síndrome de Cushing, da hiperplasia adrenal congênita, na síndrome dos ovários policísticos, do hirsutismo idiopático, encontrada em níveis mais altos, e da doença de Addison, encontrada em níveis mais baixos.

Os valores de referência considerados normais e que utilizados no exame são os seguintes: para pré-puberdade (ambos os sexos) valores até 1,6 ng/mL, para homens adultos valores entre 0,9 e 4,6 ng/mL e para mulheres adultas valores entre 0,8 e 4,4 ng/mL. Vale lembrar que os níveis normais de androstenediona podem variar ao longo do dia, atingindo valores maiores pela manhã e também variando ao longo do ciclo menstrual.

Além disso, os valores sanguíneos de androstenediona podem oscilar por vários motivos, podendo apresentar-se elevado em obesos, fumantes, pós-prandial, exercícios e gravidez e apresentar-se baixo em idosos, moléstias crônicas nas crianças com picos maiores na puberdade.

As alterações nos níveis de androstenediona podem provocar diversos sintomas tanto em crianças como em adultos, interferindo em diversos aspectos da saúde.

Conclusão

A androstenediona é um hormônio esteroide que é produzido nos ovários das mulheres e, em quantidade menor, nas glândulas suprarrenais de homens e mulheres, participando como principal precursor no processo de produção do andrógeno testosterona e dos estrógenos estrona e estradiol.

Avaliar os níveis desta substância é importante no diagnóstico de diversas doenças como a síndrome de Cushing, a hiperplasia adrenal congênita, a síndrome dos ovários policísticos, o hirsutismo idiopático e da doença de Addison.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já foi dianosticado com androstenediona alta ou baixa demais? Quais foram as diretrizes de tratamento passadas pelo médico responsável? Comente abaixo!

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