Blefarite – Sintomas, causas e como tratar

Especialista da área:
atualizado em 22/09/2021

A blefarite, também conhecida como terçol, é uma inflamação que pode afetar uma ou ambas as pálpebras. Ela pode ser anterior, quando se desenvolve na borda frontal da pálpebra, ou posterior, quando surge na borda interna da pálpebra.

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Mais especificamente, a inflamação se dá na glândula Meibomiana ou nas glândulas de Meibomius, que são as responsáveis pela produção do óleo que lubrifica a vista. Quando inflamada, os poros entopem e dificultam a saída do óleo. Como os poros ficam entupidos e o óleo não pode sair, é comum que pessoas com blefarite tenham secura nos olhos.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a blefarite não tem nenhuma relação com a falta de higiene. Na verdade, as remelas ou crostas que costumam se formar na base dos cílios são resultado da própria inflamação. 

Veja então quais são os sintomas e as possíveis causas de blefarite.

Sintomas

olho irritado e vermelho

Os sintomas da blefarite são bem perceptíveis e podem incluir:

  • Vermelhidão nas pálpebras;
  • Inchaço;
  • Olhos secos;
  • Crostas ou descamação na base dos cílios;
  • Coceira;
  • Irritação nos olhos;
  • Sensação de queimação;
  • Olhos lacrimejantes;
  • Sensação de ter algo dentro dos olhos;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz.

Outra característica da blefarite é a dificuldade que algumas pessoas sentem de abrir os olhos ao acordar, pois as pálpebras superiores parecem coladas nas inferiores, o que lembra bastante a conjuntivite. Aliás, de uma forma geral os sintomas da blefarite tendem a ser piores pela manhã.

Causas

Além da disfunção da glândula de Meibomius, a inflamação nas pálpebras pode ocorrer por vários outros motivos, sendo eles:

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  • Reação alérgica a produtos usados nos olhos;
  • Ácaros dos cílios;
  • Reação inflamatória a bactérias presentes nas pálpebras;
  • Infecções virais como a causada pelo vírus herpes simplex;
  • Alterações hormonais;
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Bloqueio de glândulas sebáceas na pálpebra; 

Além disso, doenças inflamatórias como a rosácea, a dermatite seborréica e o eczema são fatores de risco para a blefarite.

Como tratar

colírio

Na maioria dos casos, a blefarite é uma condição crônica. Assim, além de usar os remédios prescritos por um oftalmologista, também é importante conhecer medidas caseiras que promovem alívio dos sintomas.

Remédios

O tratamento medicamentoso da blefarite pode contar com colírios para lubrificar os olhos, pomadas antibióticas para passar nas pálpebras, antibióticos orais para prevenir ou tratar infecções e corticosteróides para reduzir a inflamação. 

Remédios caseiros

Usar compressas mornas sobre as pálpebras ajuda a abrir os poros e a desinflamar o local. É recomendado deixar a compressa em cada pálpebra por 3 a 5 minutos, molhando a compressa novamente em água morna para mantê-la sempre aquecida. É possível repetir o procedimento até 4 vezes ao dia. 

Além disso, outra medida indicada pelos oftalmologistas é lavar bem os olhos e as pálpebras com um shampoo de bebê, já que ele não causa ardência. Você também pode fazer uma leve esfoliação. Para isso, misture shampoo de bebê com um pouco de água em um recipiente e use um pano limpo para mergulhar na solução e esfregar suavemente sobre a sua pálpebra. Em seguida, enxague bem e repita o procedimento no outro olho, se necessário.

Por último, não se esqueça de piscar. De acordo com um estudo publicado em 2018 na revista BMJ Open Ophthalmology, as pessoas piscam com menor frequência do que seria ideal quando estão usando o computador ou lendo. Piscar pouco deixa o olho mais ressecado e prejudica a função das glândulas meibomianas. 

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Lembre-se ainda de lavar as mãos com frequência para prevenir infecções ao coçar ou passar a mão no olho. Além disso, garanta que seus olhos estejam limpos e secos antes de dormir, removendo toda a maquiagem e evitando o uso de produtos noturnos na região dos olhos enquanto a inflamação não melhora.

Fontes e referências adicionais

Você já teve uma inflamação nos olhos? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Haroldo Vieira de Moraes Junior

Dr Haroldo de Moraes é Oftalmologista - CRM 380377 RJ. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1981. Em seguida concluiu Mestrado em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1986 e Doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Pos-Doutorado no National Eye Institute do National Institutes of Health (NIH/NEI) durante 1998/1999 e Livre Docente em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP (2001), atualmente é Professor Titular de Oftalmologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Oftalmologia clinica e cirúrgica, atuando como Coordenador de Pos-Graduacao em Oftalmologia com área de atuação em inflamação ocular (uveites, sarcoidose e toxoplasmose). Dr. Haroldo é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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