Como comer cuscuz na dieta: cuidados e dicas

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atualizado em 18/06/2021

O cuscuz de milho é um prato típico do Nordeste que faz parte da rotina diária de muitos brasileiros. Entretanto, quem está tentando melhorar a dieta para perder peso ou ter mais saúde pode se perguntar se o alimento ajuda ou atrapalha. Vamos entender isso juntos?

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Uma comparação

Cuscuz nordestino

Como o cuscuz vem do milho, ele é uma grande fonte de carboidratos, assim como o pão. Assim, quando o assunto é emagrecer ou engordar, seria justo comparar o cuscuz com o pão francês. Até porque ambos costumam aparecer no cardápio do café da manhã ou do lanche da tarde.

Normalmente, em 50 gramas de cuscuz de milho há 56 calorias e 11 gramas de carboidratos. Por sua vez, uma unidade de pão francês, que costuma ter 50 gramas, apresenta 156 calorias e até 26 gramas de carboidratos.

Sem contar que o pão francês é mais pobre nutricionalmente, pois ele é feito com farinha de trigo refinada. Por outro lado, uma vez que é à base de milho, o cuscuz contém mais vitaminas e minerais. Ou seja, ele é um alimento mais interessante para a dieta que o pão.

A questão do índice glicêmico

Por ser basicamente carboidrato, o índice glicêmico do cuscuz é alto, assim como ocorre com o pão francês. Essa é uma medida que avalia a velocidade na qual os carboidratos são absorvidos no organismo e quão rapidamente aumentam os níveis de açúcar (glicose) no sangue.

Enquanto os alimentos com baixo índice glicêmico liberam a glicose de modo lento e constante, os que têm alto índice glicêmico liberam a glicose rapidamente, gerando picos de açúcar no sangue. Isso significa que os primeiros saciam mais e que os segundos fornecem energia rápida.

Os carboidratos dos alimentos com alto índice glicêmico entram muito rápido na corrente sanguínea. Então, o cérebro recebe um sinal indicando que o sangue está com muita glicose e que é preciso guardar toda essa glicose.

Se não há uma atividade física para usar esse tanto de glicose, o corpo secreta bastante insulina para armazenar o excesso de glicose no sangue. Onde? Justamente nas células de gordura, onde o organismo estoca energia. Ou seja, ocorre aí um acúmulo de gordura.

Mas, calma: dá para diminuir o índice glicêmico do cuscuz e torná-lo mais saudável

Cuscuz de milho

Os acompanhamentos que colocamos no cuscuz podem torná-lo mais saudável e até diminuir o seu índice glicêmico ou podem piorar a sua qualidade nutricional.

Por exemplo, não é aconselhável adicionar um queijo coalho, que é super gordo com suas gorduras saturadas, além de ter muito sal. Colocar outros queijos gordos, muita manteiga ou margarina no cuscuz também prejudica o emagrecimento.

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Ao pôr o cuscuz para fazer na cuscuzeira, o ideal é misturar um queijo mais magro no meio, como cottage ou ricota. Eles vão deixar o cuscuz molhadinho, porém, trarão menos gorduras saturadas e mais proteínas ao prato.

Outra dica é misturar ovo cozido picado no cuscuz já pronto. O ovo é uma ótima fonte de proteínas de qualidade. Aliás, a presença do nutriente vai ajudar a diminuir o índice glicêmico do cuscuz. Sem contar que o ovo auxilia a saciar mais e é fonte de nutrientes como colina e vitamina D.

Já o ovo frito, mexido ou feito de outra maneira com óleo, manteiga ou margarina não é uma boa ideia, pois vai acrescentar gorduras e calorias desnecessárias ao prato.

Cuidado com a quantidade

O cuscuz é bem saboroso, principalmente quentinho, ao lado de uma xícara de café. Então, não é tão difícil exagerar na quantidade e comer um pratão de uma vez. Mas comer uma porção muito grande traz um excesso de calorias e carboidratos, o que inevitavelmente prejudica qualquer dieta.

Assim, a recomendação é consumir uma porção moderada de cuscuz por vez, aquela de mais ou menos 50 gramas, sem exagerar.

Vídeo

A nossa nutricionista também ensina o que você precisa saber antes de comer cuscuz:

Você gosta de comer cuscuz? Como consome o prato? Conte para nós nos comentários!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition.

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