Diabético Pode Comer Polenta?

Especialista:
atualizado em 06/04/2020

Veja a seguir se o diabético pode comer polenta ou se esse não é um dos alimentos que devem ser evitados por pessoas que possuem essa condição.

Preparada à base de farinha de milho (fubá), a polenta pode ser servida mole, dura, grelhada, frita ou aparecer acompanhada por molhos ou outros ingredientes. Aproveite para conhecer algumas receitas de polenta light.

Ela é conhecida como um prato típico da culinária italiana, entretanto tem uma boa aceitação em outros países, inclusive aqui no Brasil. Afinal, quem nunca saboreou a preparação como acompanhamento no almoço ou no jantar?

Entretanto, quando a pessoa possui alguma doença crônica, ela pode ficar em dúvida se pode saborear a receita à vontade ou não. Por exemplo, você saberia dizer se o diabético pode comer polenta? Outra pergunta que vem à mente de muitos é se polenta engorda, também.

Para começo de conversa, precisamos conhecer melhor a diabetes

Isso é importante para que possamos compreender melhor se o diabético pode comer polenta ou não.

Então, vamos lá: o que temos aqui é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de níveis muito elevados de glicose (açúcar) no sangue. Essa substância é a maior fonte de energia para o nosso organismo e é oriunda dos alimentos que consumimos nas refeições.

Uma pessoa apresenta a condição quando o seu corpo não dá conta de produzir uma quantidade suficiente ou qualquer quantia de insulina ou não consegue utilizar o hormônio adequadamente.

Isso faz com que a glicose permaneça no sangue e não atinja as células do organismo, já que a insulina é justamente responsável por auxiliar a glicose obtida através da dieta a chegar até as nossas células e fazer você ter mais energia.

Ao descobrir que sofre com a diabetes, é fundamental que o paciente não perca tempo e obedeça a todas as orientações que forem passadas pelo médico para o seu tratamento.

Até porque, com o passar do tempo, ter níveis elevados de glicose no sangue pode gerar uma série de complicações como doença no coração, acidente vascular cerebral (AVC), doença nos rins, problemas nos olhos, doenças dentárias, danos nos nervos e problemas nos pés.

E então, será que o diabético pode comer polenta ou não?

Conforme vimos mais acima, a polenta é um alimento preparado à base de farinha de milho (fubá).

Então, quem tem diabetes pode consumir alimentos com farinha de milho? Bem, o milho é um carboidrato que precisa ser consumido com bastante moderação por quem sofre com a doença. Ou seja, podemos concluir que a polenta tem carboidrato.

Como bem explicou o pessoal da Escola de Saúde Pública TH Chan da Universidade de Harvard nos Estados Unidos, quando uma pessoa consome um alimento com carboidratos, o seu sistema digestivo decompõe os carboidratos digestíveis na forma de açúcar que, por sua vez, entra no sangue.

No mesmo sentido, segundo o site do projeto Liga Interdisciplinar de Diabetes (Lidia) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o nutriente que mais afeta a glicemia pós-prandial, em outras palavras, que resulta em um maior impacto na elevação na glicose sanguínea depois de uma refeição, é o carboidrato.

De acordo com o projeto da UFRGS, o nutriente está justamente presente principalmente em alimentos como a polenta, os pães, os biscoitos, o arroz, as batatas, as massas, a mandioca, os sucos, as balas, os doces, os refrigerantes, os farináceos em geral, entre outros.

Entretanto, vale alertar que é preciso avaliar toda a rotina alimentar do paciente, avaliar seu estado nutricional e daí sim responder com segurança se o diabético pode comer polenta.

É aconselhado que cada paciente busque um nutricionista e faça todo o seu plano nutricional com suporte de um especialista.

A presença da contagem de carboidratos na dieta do diabético

Uma porção de meia xícara ou 50 g da polenta cremosa tradicional da marca CaldoBom apresenta 30 g de carboidratos. Enquanto isso, 50 g do fubá de milho da marca Coringa carregam 38 g de carboidratos.

Por sua vez, 50 g da farinha de milho flocada da marca Sinhá são compostas por 37 g de carboidratos.

Entretanto, é importante ter essa noção de quantos carboidratos a polenta pode carregar, tendo em vista que de acordo com a Associação Americana de Diabetes, a contagem de carboidratos é uma das diversas alternativas de dieta que podem ser utilizadas para controlar os níveis de glicose no sangue dos diabéticos, empregada com maior frequência por pessoas que tomam insulina duas vezes ou mais a cada dia.

O método consiste em contar a quantidade em gramas de carboidratos de cada refeição, combinando com a dose de insulina, explicou a organização. Segundo a instituição, com o equilíbrio correto da prática de atividades físicas e do uso de insulina, essa dieta com contagem de carboidratos pode auxiliar a controlar as taxas de glicose no sangue.

No entanto, é necessário ressaltar que a associação alertou que a quantidade de carboidratos que cada diabético pode consumir em cada refeição deve ser definida em conjunto com o médico responsável pelo tratamento. Ou seja, o limite é individualizado e determinado pelo profissional de saúde conforme as necessidades de cada paciente, que variam de pessoa para pessoa.

Portanto, ao conhecer o limite de carboidratos que pode ingerir por refeição, o diabético poderá (e deverá) usar essa informação como base para calcular a porção de polenta que pode comer por vez, sem deixar de levar em conta o teor de carboidratos do restante da refeição na hora de fazer esse cálculo.

Isso com bastante moderação e cautela e sempre sob a orientação do médico e do nutricionista, logicamente, principalmente porque a receita de origem italiana não costuma ser consumida de maneira isolada e geralmente aparece ao lado de outros alimentos no prato.

Um acompanhamento profissional mais constante é especialmente importante no começo do tratamento, para que o paciente não cometa equívocos até que se acostume e aprenda como combinar os alimentos em uma refeição de modo que favoreça e não prejudique o controle dos seus níveis sanguíneos de glicose.

Lembre-se ainda de que este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir as recomendações profissionais e qualificadas do médico e do nutricionista.

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Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar que diabético pode comer polenta? Possui essa condição e costuma comer polenta na dieta? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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