Farinha de Milho Tem Glúten? Faz Mal? É Low Carb?

Especialista:
atualizado em 11/03/2020

Será que a farinha de milho tem glúten? Para quem possui a doença celíaca ou é intolerante ao glúten, é importante ter essas informações a respeito de diferentes ingredientes.

A farinha de milho é um pó fino que se adquire moendo os grãos de milho. Seu cultivo é tradicional por parte dos povos originários da América e o ingrediente é popular na culinária de países como Brasil, México, Colômbia, Peru e Venezuela.

Por aqui no Brasil, podemos utilizar a farinha de milho em receitas como bolos, pães, farofas, broas, bolinhos, cuscuz, massas e tortas, por exemplo.

A farinha de milho tem glúten?

Será que o ingrediente pode ser consumido por quem não ingere o glúten – seja por sofrer com a doença celíaca, intolerância ou sensibilidade ao glúten, seja simplesmente por ter escolhido excluir a substância da dieta – ou a farinha de milho tem glúten?

De acordo com suas informações nutricionais, a farinha de milho é uma das alternativas de ingredientes sem glúten que podem ser utilizados para substituir a farinha de trigo.

A farinha de milho pode aparecer no lugar da farinha de trigo em receitas de bolos, podendo ser combinado com a farinha de arroz, a farinha de coco e outros alimentos.

A farinha de milho também pode substituir a farinha de trigo em receitas de salgados empanados.

Entretanto, ao comprar a sua farinha de milho, é fundamental que você observe minuciosamente a embalagem para se certificar de que realmente se trata de um produto sem glúten.

Isso porque, mesmo que um produto seja naturalmente livre de glúten em sua composição, ele pode ser contaminado pela substância caso seja processado, armazenado, embalado ou transportado nos mesmos equipamentos, ambientes ou veículos que outros produtos que contenham o glúten, por meio da chamada contaminação cruzada.

A farinha de milho faz mal?

Agora que já analisamos se a farinha de milho tem glúten, podemos partir para uma outra conversa: será que o ingrediente faz mal para a saúde do nosso organismo?

A farinha de milho pode fazer mal para as pessoas que sofrem com a alergia ao milho. O Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia (ACAAI) explica que uma pessoa desenvolve os sintomas da alergia ao milho quando o seu sistema imunológico fica sensibilizado e reage de maneira extrema ao consumo do milho ou de alimentos com ingredientes à base milho.

Os sintomas de uma alergia ao milho podem incluir: urticária, erupção cutânea, náusea, cólicas estomacais, indigestão, vômito, diarreia, nariz escorrendo, nariz entupido, espirro, dor de cabeça, asma e anafilaxia – que é menos comum, porém, trata-se de uma reação potencialmente fatal que prejudica a respiração e pode colocar o corpo em choque, informa a ACAAI.

Ao experimentar um ou mais dos sintomas mencionados acima depois de comer algum alimento com milho ou farinha de milho, mesmo que sejam as reações mais amenas, é fundamental procurar rapidamente o auxílio médico para receber o diagnóstico e o tratamento apropriados, sem deixar de informar ao médico o que comeu recentemente.

Isso porque, segundo a ACAAI, uma alergia ao milho pode ser difícil de ser diagnosticada por meio de testes padrão de pele ou sangue. De acordo com a organização, uma dieta de eliminação, em que determinados itens da alimentação são removidos das refeições por determinado período para ver se os sintomas melhoram, é uma maneira de determinar se uma alergia está presente.

Uma vez que a alergia ao milho for diagnosticada, o controle e tratamento da condição consiste em evitar o milho ou os produtos derivados do milho, que podem conter a proteína do grão como é o caso da farinha de milho, destaca a ACAAI.

A farinha de milho tem carboidrato? Ou trata-se de um produto low-carb?

Para quem segue uma dieta com restrição ou diminuição na quantidade de carboidratos como a dieta low carb, seja por questões de saúde, seja com o objetivo de favorecer a diminuição do peso, vale a pena saber se a farinha de milho é low carb e qual o teor de carboidratos que o ingrediente apresenta, não é mesmo?

Pois bem, não podemos considerar a farinha de milho um produto low carb porque ela possui uma quantidade expressiva de carboidratos em sua composição. Vamos conhecer qual o teor do nutriente que pode ser encontrado em diferentes tipos, marcas e porções da farinha de milho?

É isso o que você confere na lista a seguir, preparada a partir das informações e dados nutricionais a respeito da farinha de milho:

1. Farinha de milho (genérica)

  • 30 g: aproximadamente 27, 4 g de carboidratos;
  • 100 g: 91,27 g de carboidratos;
  • 1 xícara: 116,83 g de carboidratos.

2. Farinha de milho amarela da marca Yoki

  • 30 g: 24,6 g de carboidratos;
  • ½ xícara ou 50 g: 41 g de carboidratos;
  • 100 g: 82 g de carboidratos.

4. Farinha de milho biju da marca Sinhá

  • 30 g: 23,4 g de carboidratos;
  • 1 xícara de chá ou 50 g: 39 g de carboidratos;
  • 100 g: 78 g de carboidratos.

5. Farinha de milho flocada da marca Coringa

  • 30 g: 23,4 g de carboidratos;
  • ½ xícara de chá ou 50 g: 38 g de carboidratos;
  • 100 g: 76 g de carboidratos.

7. Farinha de milho da marca Vitamilho

  • 30 g: 23,25 g de carboidratos;
  • ½ xícara ou 40 g: 31 g de carboidratos;
  • 1 xícara ou 80 g: 62 g de carboidratos;
  • 100 g: 77,5 g de carboidratos.

8. Farinha de milho da marca Campo Largo

  • 30 g: 22,8 g de carboidratos;
  • 1 xícara de chá ou 50 g: 38 g de carboidratos;
  • 100 g: 76 g de carboidratos.

Atenção

Nós não submetemos os diferentes tipos, marcas e porções de farinha de milho a análises nutricionais para checar o seu teor de carboidratos – simplesmente reproduzimos as informações disponibilizadas em portais especializados. Até porque, como já informamos, a quantidade de carboidratos da farinha de milho pode apresentar variações de marca par marca.

Portanto, para saber a quantia exata do nutriente que a farinha de milho comprada por você apresenta, cheque a tabela nutricional contida na embalagem do produto.

Você imaginava que a farinha de milho tem glúten ou não? Precisa mudar ou eliminar o consumo deste nutriente? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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