As Dietas Mais Malucas da História

Especialista:
atualizado em 12/02/2020

Perder peso realmente não é nem de longe uma das tarefas mais fáceis. Praticar exercícios e seguir uma dieta balanceada exige disciplina, esforço, dedicação e paciência. E para tentar cumprir esse desafio, o que não faltam são métodos dos mais variados tipos que prometem deixar o emagrecimento mais fácil ou rápido.

Enquanto algumas dietas são sérias e baseiam-se na obtenção de nutrientes e inclusão de alimentos saudáveis no cardápio, outras são bem malucas e até prejudiciais à saúde. Hoje, nós vamos conhecer algumas das dietas mais absurdas da história:

1. Mudar de endereço

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Está acima do peso e deseja ou precisa emagrecer? Basta mudar de endereço! Pelo menos era essa a premissa do método de emagrecimento sugerido por Thomas Short no ano de 1727. Ele foi o autor de um tratado chamado “The Causes and Effects of Corpulence” (As causas e feitos da corpulência, em tradução livre), em que verificou que as pessoas com excesso de peso costumavam morar próximas a pântanos. Então, sua recomendação era que essas pessoas mudassem de endereço e passassem a viver em locais de climas mais áridos.

2. Morrer de fome

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Nos anos 1800, durante o século 19, a moda entre a classe média e a aristocracia da Europa Ocidental era se privar da alimentação – basicamente ficar morrendo de fome – para adquirir uma aparência de debilidade e fragilidade, que na época era relacionada à pureza espiritual e feminilidade.

3. A dieta do vinagre

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Em 1820, o poeta britânico Lord Byron, que era bulímico e anoréxico, popularizou a chamada dieta do vinagre. Com o objetivo de “purificar” o seu organismo, ele tomava diariamente várias porções de vinagre com água, juntamente de um chá misturado com ovo cru. Os efeitos colaterais desse hábito eram vômito e diarreia, que obviamente faziam com que ele perdesse peso, mas não de forma saudável.

4. Mastigar sem engolir

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Elaborada por um negociante de arte de São Francisco, nos Estados Unidos, chamado Horace Fletcher, esse método determinava que se uma pessoa mastigar um alimento e não engolir, conseguirá perder peso. A técnica do método baseava-se em mastigar cada pedaço dos alimentos 32 vezes para absorver os nutrientes da comida, sem ganhar quilos a mais.

O próprio Fletcher chegou a creditar a perda de mais de aproximadamente 18 kg a essa dieta.

5. A dieta do cigarro

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Se hoje em dia doces como o chiclete servem como método para acabar com o vício do cigarro, como é o caso do chiclete de nicotina na chamada Terapia de Reposição de Nicotina (TPR), há algumas décadas atrás a situação era justamente a contrária.

É que lá pelo ano de 1925, as empresas fabricantes de cigarro anunciavam seus produtos como benéficos à saúde como opções para substituir as guloseimas. Uma delas, a Lucky Strike, prometia que com somente uma tragada, os consumidores não sentiriam mais falta dos doces que fazem engordar.

6. A dieta do povo Inuit

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Considerada uma versão extrema da dieta Atkins, que restringe a ingestão de carboidratos nas refeições, esse plano foi apresentado pelo explorador Vilhjalmur Stefansson.

Quando passou um tempo com o povo Inuit, do Canadá, ele ficou maravilhado pelo fato de que eles eram saudáveis apesar tendo uma alimentação baseada em caribu, peixe cru e gordura de baleia, sem consumir muitas frutas e vegetais.

O explorador não só ficou atraído por essa dieta, como também afirmou ter incorporado a sua vida. Para provar a eficácia do método, ele foi avaliado por médicos de um hospital de Nova Iorque, que monitoraram o seu coração durante meses e constataram que ele estava saudável.

7. A dieta do sono

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Dormir é uma maneira de se desligar do mundo e ficar impedido de fazer diversas atividades, incluindo se alimentar. Partindo dessa ideia é que surgiu, durante a década de 1960, a “The Sleeping Beauty Diet” (A Dieta da Bela Adormecida, tradução livre). Para ficar sem comer, os seguidores do método sedavam-se poderosamente, de modo que dormissem durante dias.

8. Esqueça as calorias

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Essa era a premissa de um método de emagrecimento divulgado pelo médico Herman Taller em um livro no ano de 1961. Ele afirmava que se uma pessoa restringisse o consumo de carboidratos e ingerisse comidas ricas em proteínas e gorduras, ela não precisaria se preocupar com a quantidade de calorias presentes em cada alimento.

Isso se juntamente com os alimentos, ela também ingerisse 85 g de óleo poli-insaturado, substância encontrada em uma pílula que era fornecida por ele. A justificativa do médico é que a mistura das proteínas, das gorduras e do óleo estimulava a perda de peso, que poderia chegar a cerca de 30 quilos em oito meses.

Entretanto, o método provou ser um pouco duvidoso, quando o doutor Taller foi acusado de usar o seu livro para promover determinada marca de óleo. Além disso, em 1967, ele foi julgado e condenado por fraude postal e conspiração.

9. Dieta Prolinn

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Durante os anos 70, surgiu a dieta Prolinn. Criada por um médico chamado Roger Linn, ela determinava que as pessoas não ingerissem nenhum alimento, a não ser uma bebida elaborada por ele – o tal do Prolinn – feito de chifre de animais, ossos, cascos, tendões e outros subprodutos de origem animal, tratados com sabores artificiais e enzimas. A substância não provia nenhum nutriente ao organismo e tinha apenas 400 calorias.

Resultado: pelo menos 58 pessoas que tentaram o método sofreram de ataques no coração. Sabendo que o organismo necessita de nutrientes para funcionar corretamente e que excluí-los da alimentação causa sérios danos à saúde, essa dieta claramente não poderia ser recomendada.

10. A dieta do ar

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Essa dieta maluca simplesmente exige que as pessoas parem de comer e passem a sobreviver somente com o ar. Os seguidores acreditam que a partir do momento que um ser humano consegue se harmonizar com o mundo, ele não precisa mais de comida, água ou sono.

Para provar o quão furada e perigosa essa dieta é, vale registrar aqui que uma australiana chamada Jasmuheen, adepta do método, submeteu-se a um teste para um programa de televisão a fim de comprovar a dieta. Depois de quatro dias de experiência, o projeto teve que ser cancelado pois a mulher estava bastante desidratada, com as pupilas dilatadas e apresentava fala arrastada.

11. A dieta da visão

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Tendo em vista que cores como amarelo e vermelho são conhecidas por abrirem o apetite e o azul diminuir, uma empresa japonesa criou os óculos da dieta. Com lentes azuis, a promessa da fabricante é que elas fazem com que os alimentos pareçam menos apetitosos e assim o desejo de comê-los diminua.

12. A dieta do algodão

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Já pensou em incluir algodão na sua alimentação? Pois é isso que os adeptos da dieta do algodão fazem. Dá para comer seco ou misturado com um pouco de gelatina. A justificativa é que o produto proporciona a sensação de saciedade ao organismo, o que ajuda a diminuir o consumo de alimentos mais calóricos. Ele até contém altas doses de fibras, só que não aquelas que o organismo humano necessita.

Você já conhecia alguma dessas dietas malucas? Sabe de alguém que tenha tentado alguma maluquice para emagrecer? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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