Remédios para Micose – os 6 mais usados

Especialista:
atualizado em 19/08/2020

Ter micose não é nada agradável e pode causar incômodo quando ela se espalha pelo corpo. Mais abaixo você vai ver que remédio para micose usar para se livrar dessa infecção fúngica.

A micose (ou tínea) é resultado de uma infecção causada por fungos que pode afetar a camada superior da pele de qualquer parte do corpo e também o couro cabeludo ou as unhas.

O fungo que causa a micose é chamado de dermatófito. Ele se alimenta da queratina (proteína abundante na pele, na unha e no cabelo) e por isso o local afetado geralmente fica ressecado, avermelhado e coça bastante.

O pé-de-atleta é um tipo de micose bem conhecido que geralmente ocorre na planta dos pés. Apesar de causar muita coceira e certo constrangimento, a micose pode ser facilmente tratada com pomadas antifúngicas e medidas simples de higiene.

Às vezes, a micose pode ser confundida com a psoríase. Confira também se a psoríase tem cura e consulte um dermatologista para saber se o que você tem na pele é realmente uma micose.

Portanto, se os devidos cuidados não forem tomados, a infecção pode se espalhar para outras partes do corpo e contagiar pessoas ao seu redor. O remédio para micose escolhido para o tratamento depende do lugar afetado e também do tipo de fungo.

mulher observando sua pele

Remédios para micose mais usados

Os remédios para micose mais conhecidos apresentam diferentes formas de se usar. Normalmente o uso é tópico ou oral. Veja a seguir quais são eles:

1. Terbinafina

A terbinafina (Lamisil) é um antifúngico disponível como comprimidos ou cremes que serve como remédio para vários tipos de micose.

O tratamento dura cerca de 4 semanas e é importante tomar a terbinafina até o final do tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam antes, pois é isso que vai garantir que o fungo não retorne.

Efeitos adversos como náusea, indigestão, erupções cutâneas e diarreia podem surgir, mas tendem a ser leves. A única exceção é para pessoas com histórico de doença no fígado que não devem usar o remédio.

No caso da micose que afeta o couro cabeludo, o remédio deve ser usado oralmente na forma de comprimidos.

2. Fluconazol

O fluconazol é indicado para o tratamento de várias infecções fúngicas, incluindo a micose na unha, no pé, na virilha e na pele do corpo. Entretanto alguns efeitos colaterais indesejados podem incluir dor de cabeça e erupções cutâneas.

Para uso oral, o remédio é encontrado em comprimidos e não existe fluconazol na forma de pomadas. A exceção é apenas em alguns esmaltes que contêm fluconazol ou terbinafina em sua composição para tratar a micose nas unhas.

3. Clotrimazol

O clotrimazol é um creme ou pomada antifúngica que deve ser aplicado diretamente sobre a pele com micose. Além disso ele serve para vários tipos de fungos, incluindo aqueles que afetam a região genital e os que causam a impingem.

O creme pode ser aplicado duas ou três vezes ao dia durante 3 a 4 semanas. Outra opção é usar o clotrimazol na forma de spray. Em ambos casos, pode ocorrer irritação ou ardência na pele.

4. Miconazol

O miconazol é um antifúngico de uso tópico normalmente encontrado na forma de cremes ou géis. Além de ser aplicado na pele, este remédio para micose pode ser usado nas mucosas, em casos de infecções orais ou genitais.

O uso do miconazol deve ser repetido diariamente por 7 dias ou de acordo com a orientação de um médico. O medicamento pode causar náusea, vômito e boca seca em algumas pessoas.

5. Itraconazol

O itraconazol é um remédio para micose de uso oral que geralmente é utilizado no tratamento por 7 a 15 dias.

Contudo efeitos adversos como náusea, indigestão, diarreia, dor de cabeça e vômito podem ocorrer em algumas pessoas. Além disso, crianças, idosos e pessoas que sofrem de problemas hepáticos graves não são bons candidatos para o uso do remédio.

6. Griseofulvina

A griseofulvina (Grisovin) é um remédio para micose indicado em casos de micose na pele, na unha ou no couro cabeludo.

O antifúngico pode ser usado na forma de comprimidos ou spray e a duração do tratamento para micose varia de 8 a 10 semanas.

Entretanto alguns efeitos colaterais relacionados ao seu uso são a dor de cabeça, a náusea, o vômito e a indigestão. É contraindicado a utilização por grávidas devido ao risco de o remédio causar defeitos congênitos.

Shampoo antifúngico para micose no couro cabeludo

Shampoos antifúngicos também podem ser usados em casos de micose no couro cabeludo, pois eles ajudam a evitar a propagação da micose, acelerando assim a recuperação.

Medidas de higiene e autocuidado

lavar as mãos

O tratamento pode durar de 1 a 4 semanas, dependendo da gravidade da infecção fúngica. Enquanto isso, você pode usar as estratégias abaixo que ajudam a acelerar o tratamento, prevenir novas infecções e evitar o contágio de outras pessoas.

1. Deixe a pele respirar

Ao contrário de outras feridas que precisam ser cobertas, é fundamental deixar a pele com micose respirar. Cobrir totalmente o local infeccionado aumenta a umidade e torna a pele mais propícia para a proliferação dos fungos.

Nada de encher a pele de curativos ou de vestir roupas apertadas, pois isso pode prejudicar o tratamento.

2. Troque a roupa de cama diariamente

Devido ao risco de contágio da micose, é importante trocar as roupas de cama diariamente.

Isso porque os fungos que causam a doença de pele podem se alojar em roupas, toalhas, lençóis e edredons. Dessa maneira, para evitar a contaminação de pessoas que moram com você, é importante ter o cuidado extra com as roupas de cama.

Mesmo que você more sozinho, trocar a roupa de cama pode evitar que a micose se espalhe para outras partes do seu corpo.

A lavagem comum com água e sabão é suficiente para manter as roupas de cama limpas e livres de fungos, mas se quiser potencializar a limpeza, adicione um pouco de água sanitária e use água morna. O mesmo cuidado deve ser tomado com roupas e toalhas.

3. Evite compartilhar itens de uso pessoal

Isso inclui desde os itens pessoais mais básicos como roupas, toalhas e calçados até outros objetos como escovas de cabelo, maquiagem e cremes.

4. Use compressas para a coceira

A pele com micose pode coçar muito. O problema é que além de causar feridas na pele, o ato de coçar pode fazer com que a infecção se espalhe ou que você contamine superfícies e outras pessoas com o fungo.

Assim, o mais seguro para você e para as pessoas que convivem com você é usar compressas para aliviar a coceira.

Esse tratamento caseiro para micose vai garantir o alívio, ao menos temporário, da coceira. Apenas evite deixar o local úmido, pois o fungo gosta de umidade.

5. Mantenha o local infectado limpo e seco

Como acabamos de mencionar, os fungos se proliferam em ambientes úmidos. Por isso, é indispensável que você mantenha a pele com micose limpa e seca o tempo todo.

6. Lave sempre as mãos

Mesmo com todos os cuidados, é possível que você toque sua micose ou objetos que tiveram contato com a sua pele e se esqueça de higienizar as mãos da forma correta.

Desta forma, o ideal é reforçar ainda mais o hábito higiênico e aumentar a frequência com que você lava as mãos.

Mesmo não sendo uma infecção grave, a micose pode se espalhar muito rapidamente se você optar por não fazer nada.

Dessa forma, não ignore a sua micose. Consulte um dermatologista se necessário, use o remédio para micose pelo tempo indicado e tome todas as precauções para evitar que a infecção se prolongue.

Se a infecção não melhorar ou retornar pouco tempo depois, procure novamente seu médico pois pode ser necessário um tratamento mais cuidadoso por um período mais longo ou com antifúngicos orais.

No entanto, a maioria das pessoas responde bem ao tratamento tópico e consegue eliminar os fungos da pele.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já utilizou algum remédio para micose citado acima? Trouxe bons resultados contra a sua infecção? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Helena Reich

Dra. Helena Reich Camasmie é médica dermatologista, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Residências em Dermatologia e Hansenologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Atualmente, cursando mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora do curso de pós-graduação em dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ), possui título de especialista em Dermatologia e é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Conta com 5 capítulos publicados em renomados livros da área de dermatologia e 8 artigos publicados nos últimos 5 anos em revistas indexadas. Atua nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica e estética. Para mais informações, entre em contato com ela no seu Instagram (@helenadermato).

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