Mancha amarela no olho: 3 principais causas e o que fazer

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  • A mancha amarela no olho costuma estar ligada a alterações benignas, como pinguécula e pterígio, mas também pode indicar problemas no fígado ou na vesícula biliar.
  • A pinguécula é o acúmulo de proteínas, gordura e cálcio na conjuntiva, associado a olho seco e exposição a telas, poeira ou vento, e geralmente não exige tratamento.
  • O pterígio, popularmente chamado de carne no olho, é uma alteração semelhante que pode crescer sobre a córnea, prejudicar a visão e costuma exigir acompanhamento oftalmológico.
  • Quando a mancha amarela vem de problemas no fígado ou na vesícula biliar (icterícia), ocorre acúmulo de bilirrubina no sangue, o que exige exames de sangue e de imagem.
  • Diante de qualquer mancha amarela no olho, o recomendado é procurar um oftalmologista ou clínico geral para identificar a causa.

O aparecimento de uma mancha amarela no olho geralmente está relacionado a alterações benignas, como a pinguécula e o pterígio. Esses problemas não são graves e podem nem precisar de um tratamento específico. 

Mas, uma mancha amarelada nos olhos também pode indicar alterações no fígado ou na vesícula biliar, que podem ser condições mais graves e necessitar de um tratamento específico. 

Geralmente, quando há um problema com esses órgãos, a parte branca dos olhos fica inteira amarela, caracterizando uma condição chamada icterícia. Mas em alguns casos, o amarelamento dos olhos pode começar com uma mancha singela que vai aumentando com o tempo. 

Ao notar esse tipo de alteração nos olhos, procure um médico ou médica oftalmologista ou clínico geral, para verificar se a mancha amarela no olho é algo com o que você deve se preocupar e tratar.

Veja quais são as principais causas de mancha amarela nos olhos e o que fazer.

Doenças no fígado ou na vesícula biliar 

A icterícia, que é o termo médico usado para se referir ao amarelamento da pele e dos olhos, ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina no sangue. 

A bilirrubina é formada pela decomposição da hemoglobina, uma proteína presente nas células sanguíneas, como parte de um processo natural de reciclagem de células velhas ou danificadas.

A bilirrubina chega até o fígado pela corrente sanguínea, onde se liga à bile. Uma vez ligada à bile, ela é eliminada nas fezes, por isso a sua coloração é amarronzada, e uma parte é eliminada na urina.  

Quando existe algum impedimento dos ductos biliares ou algum problema no fígado, a bile fica acumulada no sangue, dando o aspecto amarelado aos olhos e à pele. 

O que fazer

Ao notar a presença de uma mancha amarela no olho, que aumenta e afeta toda a parte branca dos olhos e a pele, é recomendado que você procure um/uma clínico geral, para fazer alguns exames de sangue, que avaliam a função do fígado, e exames de imagem, para identificar se há alguma alteração dos ductos biliares. 

As causas mais comuns de icterícia relacionada a problemas no fígado ou na vesícula biliar são: 

  • Hepatites, veja quais são os tipos.
  • Hepatite relacionada ao consumo abusivo de álcool. 
  • Presença de pedras na vesícula.
  • Obstrução de vias biliares por pedras da vesícula.
  • Reação tóxica a alguma substância nociva. 

Pinguécula

Pinguécula
A pinguécula nada mais é do que uma alteração do tecido da conjuntiva

A pinguécula é uma degeneração da conjuntiva, que resulta na deposição de um material amarelado na junção entre a esclera (parte branca) e a córnea (membrana transparente) do olho. 

Assim, a pinguécula nada mais é do que uma alteração do tecido da conjuntiva, com a deposição de uma mistura de proteínas, gordura e cálcio. 

Não se sabe exatamente o que causa essa degeneração, mas entre os principais fatores de risco está o olho seco

Essa condição afeta pessoas expostas às seguintes condições: 

  • Que passam várias horas em frente a tela do computador, sem piscar com a frequência necessária. 
  • Que ficam em ambientes secos por muito tempo, por exemplo locais com poeira, vento, fumaça e alta incidência de raios UV. 

O que fazer

Na maioria dos casos, não é preciso nenhum tratamento. Entretanto, o tratamento pode ser necessário quando a mancha atrapalha a visão, se torna muito desconfortável ou causa algum constrangimento estético à pessoa. 

A retirada da pinguécula é feita com uma cirurgia bem simples, utilizando anestesia local. 

Pterígio

Pterígio
Popularmente, esse problema é conhecido como “carne no olho”

O pterígio também é uma alteração na conjuntiva dos olhos, que tende a se direcionar para a pupila, afetando uma região maior do olho, comparada à pinguécula. Popularmente, esse problema é conhecido como “carne no olho”. 

É mais comum que o pterígio apresente uma coloração rosada, mas em algumas pessoas ele se apresenta como uma mancha amarela no olho. 

Geralmente, o pterígio cresce lentamente ao longo dos anos e até para de crescer em determinado ponto. Em alguns casos, porém, ele se desenvolve rapidamente e afeta até a pupila, prejudicando a visão. 

Assim, o pterígio pode ser apenas uma mancha rosada ou amarelada nos olhos sem causar incômodos, ou pode provocar alguns sintomas, como: 

  • Visão turva
  • Olhos avermelhados
  • Sensação de que há um corpo estranho nos olhos
  • Fotofobia
  • Lacrimejamento
  • Ardência

O pterígio compartilha os mesmos fatores de risco da pinguécula:

  • Olho seco
  • Exposição à radiação UV
  • Exposição ao vento, poeira ou poluição

O que fazer

Consulte um médico ou médica oftalmologista, para saber se seu caso pode ser resolvido apenas com colírios anti-inflamatórios ou se precisa de cirurgia. Diferentemente da pinguécula, o pterígio geralmente requer tratamento, porque uma de suas consequências é o astigmatismo severo. 

Caso você trabalhe em algum ofício que te deixe exposto ou exposta ao sol, à poeira ou ao vento, utilize óculos de sol, para prevenir o problema. 

Fontes e referências adicionais

Você já teve uma mancha amarela no olho? Procurou um médico ou médica para um diagnóstico? Teve que fazer algum tratamento? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Haroldo Vieira Junior

Dr. Haroldo Vieira de Moraes Junior é Oftalmologista - CRM 380377 RJ. Formou-se em Medicina pela UFRJ em 1981. Em seguida concluiu Mestrado em Oftalmologia pela UFRJ em 1986 e Doutorado em Oftalmologia pela UFRJ em 1994. Pós-Doutorado no National Eye Institute do National Institutes of Health (NIH/NEI) durante 1998/1999 e Livre Docente em Oftalmologia pela UNIFESP (2001), atualmente é Professor Titular de Oftalmologia da UFRJ. Para mais informações, entre em contato com ele.