Embora menos famoso que o ômega 3, são inegáveis os benefícios que o ômega 6 pode trazer para a saúde.
Assim como o ômega 3, o ômega 6 é um ácido graxo essencial para o funcionamento do corpo humano. Porém, nós não produzimos esses ácidos graxos, e temos que consumi-los através da alimentação.
Mas, assim como outras gorduras, o ômega 6 só é saudável se for consumido moderadamente, e o excesso pode trazer vários problemas para a saúde.
Por isso, é importante conhecer o que é, como funciona e quais os benefícios que ele pode trazer para a saúde.
O ômega 6 é uma família de ácidos graxos insaturados, que é essencial para o funcionamento do organismo. Ele participa de processos importantes no organismo, como a divisão celular e a formação de novas células por todo o corpo.
Por isso o seu consumo deve fazer parte da alimentação diária, de forma a evitar a deficiência desse nutriente.
Existem 4 tipos de gorduras ômega 6:
O ácido graxo ômega 6 mais comum é o ácido linoleico, que é convertido pelo corpo em ácido araquidônico (AA).
O CLA é a forma conjugada do ácido linoleico, que muitos atribuem propriedades de emagrecimento. Saiba mais sobre o CLA.
O ácido gama-linolênico é um tipo de ômega 6 com propriedades medicinais importantíssimas, como demonstrado em um estudo publicado no periódico Current pharmaceutical biotechnology.
Um dos principais efeitos é o anti-inflamatório, através da regulação do sistema imunológico. Assim, o GLA pode contribuir para o tratamento de diversas doenças, como veremos mais adiante.
Como possui um efeito anti-inflamatório, o GLA pode ser um aliado no tratamento de doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide.
Entretanto, estudos mais detalhados ainda precisam ser feitos para definir melhor como esse efeito ocorre.
O efeito do GLA na prevenção da osteoporose vem sendo estudado há décadas, com resultados bastante positivos.
Um desses estudos, publicado no periódico Aging, mostrou que a suplementação com o GLA, em associação com o ácido eicosapentaenóico (EPA), ajuda a aumentar a densidade óssea de pacientes idosos.
Assim, essa pode ser uma forma de auxiliar no tratamento e na prevenção da osteoporose.
Um estudo publicado no periódico Prostaglandins, leukotrienes, and essential fatty acids avaliou a ação do GLA na melhora de dois tipos bem específicos de dor: a mastalgia e a neuropatia diabética.
A mastalgia é um tipo de dor no peito de difícil tratamento e a neuropatia diabética é quando há um dano aos nervos causado pela diabetes, e que leva a um quadro de dor intensa.
Os resultados do uso desse ácido graxo no tratamento desses problemas é bastante positivo, mas, o seu mecanismo de ação ainda precisa ser melhor estudado.
Um estudo publicado no periódico Journal of hypertension demonstrou que o GLA pode ajudar no tratamento da hipertensão.
Além disso, o consumo de alimentos ricos nesse ácido graxo pode contribuir também para a prevenção de outras doenças cardiovasculares.
Isso ocorre porque o aumento da pressão arterial é um fator de risco para o desenvolvimento de vários desses problemas.
Devido à presença desse ácido graxo no sistema nervoso, e seu potencial benefício para o tratamento de transtornos mentais e psiquiátricos, diversos estudos foram realizados para avaliar o efeito do ômega 6 em crianças e adolescentes com TDAH.
Mas, até o momento, os resultados são conflitantes. Por isso, novas pesquisas, com metodologias diferentes, são necessárias para comprovar, ou mesmo descartar, este benefício.
De forma semelhante, o efeito do ômega 6 parece ajudar na diminuição dos sintomas de alergias e de problemas de pele, como o eczema. Porém tais propriedades ainda precisam ser estudados com mais cuidado.
O uso do ômega 6, mais especificamente do GLA, como tratamento auxiliar de alguns tipos de câncer ainda está sendo pesquisado.
E, até o momento, os resultados são conflitantes, com alguns estudos mostrando efeitos positivos, enquanto outros demonstram que o seu consumo poderia estar entre os fatores de risco envolvidos no desenvolvimento da doença.
Alguns medicamentos podem interagir com o ômega 6. Por isso, se você usa algum medicamento de forma contínua, converse com seu médico antes de iniciar a suplementação com este óleo.
Os principais medicamentos que podem interagir com o ômega 6 são:
A quantidade de ômega 6 consumida deve ser sempre proporcional à de ômega 3, e essa proporção é normalmente de dois para um (2:1).
Ou seja, você deve consumir o dobro de ômega 6, comparado ao ômega 3. Porém, muitas pessoas que têm uma alimentação rica em comida congelada, fast food e outros alimentos altamente calóricos consomem uma proporção de até 15 para um (15:1).
Esse excesso de consumo de ômega 6 pode causar uma série de problemas de saúde.
Existem diversos alimentos que são ótimas fontes de ômega 6, e que são facilmente encontrados em mercados e lojas de produtos naturais. São eles:
Além disso, vários óleos usados na culinária contêm ômega 6, como:
Além do popular óleo de prímula (EPO), o GLA também pode ser encontrado no óleo de semente de groselha negra, óleo de sementes de cânhamo e óleo de borragem.