Por que o seu Telefone Celular Pode Estar Arruinando seu Treino

Especialista:
atualizado em 14/01/2020

Smartphones podem ser uma ferramenta valiosa para entrar em forma, de fato. Eles podem ajudar a documentar suas metas, assistir a vídeos de boa forma, nos ajudar a acompanhar o nosso progresso e nos conectar com colegas de treino e treinadores, tanto na vida real quanto na virtual.

Mas quando se trata de usar o seu celular durante o treino, uma pesquisa recente sugere algumas razões para deixar o seu dispositivo longe: digitar ou falar ao telefone durante o exercício pode piorar o seu equilíbrio e intensidade do treino.

Um novo estudo, publicado na revista Performance Enhancement & Health, descobriu que digitar mensagens durante o exercício afetou o equilíbrio e a estabilidade em 45%, em comparação com quem não usava o seu telefone. Falar no telefone afetou em 19% – menos do que digitar, mas ainda uma perda significativa o suficiente para acarretar lesões, segundo os autores.

“Isso pode fazer você cair da esteira, ou se você está treinando ao ar livre, tropeçar na calçada e torcer seu tornozelo”, diz Michael Rebold, autor principal de ambos os estudos e professor assistente de ciência do exercício integrado na Hiram College.

Um outro estudo, publicado na Computers in Human Behavior no ano passado, descobriu que as pessoas que enviaram mensagens de texto durante um treino de 20 minutos passaram quase 10 desses minutos em uma zona de baixa intensidade e apenas 7 minutos em alta intensidade. Aqueles que treinaram sem utilizar o telefone tiveram apenas 3 minutos de baixa intensidade, e quase 13 minutos de alta intensidade.

Pode não ser nenhuma novidade que os telefones celulares nos distraiam. Mas Rebold diz que ficou um pouco surpreso com a medida em que o uso de telefones celulares mexia com o desempenho das pessoas.

“Os estudos foram feitos com estudantes universitários, e você poderia pensar que, nascendo nesta era digital, eles seriam capazes de realizar mais tarefas ao mesmo tempo de forma um pouco melhor do que isso”, diz ele. “Se nós estamos vendo estes impactos severos mesmo em gerações mais novas, podemos imaginar como os adultos mais velhos podem ser afetados.”

Ambos os estudos analisaram medidas muito específicas: um testou 45 pessoas na plataforma de equilíbrio, enquanto o outro testou 32 pessoas em uma esteira. Os pesquisadores só puderam especular como os seus resultados podem ser traduzidos para outras atividades, mas eles afirmam que seus estudos chamam a atenção para as desvantagens potenciais da utilização dos smartphones durante o seu tempo de exercício.

A boa notícia é que ouvir música em um telefone celular não teve nenhum impacto notável sobre o equilíbrio, portanto sinta-se livre para escutar suas músicas, diz Rebold. Na verdade, pesquisas anteriores já mostraram que ouvir música durante o exercício pode aumentar a intensidade do treino e prazer.

Basta montar a sua playlist preferida com antecedência, para que você não precise escolher cada música durante o treino em seu celular. “Qualquer coisa que o distraia do exercício, seja digitar uma mensagem ou escolher uma música, estará piorando seu desempenho e pode trazer o risco de uma lesão,” diz Rebold.

Em outras palavras, deixe suas ligações, mensagens e qualquer coisa desnecessária no seu celular para depois do treino. E se o celular vibrando em seu bolso for muito tentador durante o exercício, deixe-o em casa.

Você tem o costume de utilizar muito seu telefone celular durante o treino na academia? Já teve algum problema por conta disso? Acha que não consegue largá-lo? Comente abaixo!

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Sobre Francisco Santana

Francisco José Santana é Personal Trainer - CREF 1859 G/SE. Formado pela Univer Cidade RJ 2007, com certificação CORE360º treinamento funcional, Certificação Internacional FNS I e II em avaliação funcional, especializações em suplementação nutricional esportiva, Crosstraining - Scientific Sport, Cineantropometria aplicada, Primeiras ações em emergência, Prevenção de Doenças Laborais, Musculação, Ginástica Corretiva, Spinning (Johnny G), Técnica de Tecidos Moles - Miofacial, e Inteligência Emocional - ASICC

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