O transtorno de compulsão alimentar, caracterizado pelo consumo excessivo de comida acompanhado por sentimentos de culpa, é um desafio complexo. A ex-BBB e influenciadora Carol Peixinho, hoje aos 38 anos, compartilha sua luta pessoal contra esse distúrbio, oferecendo inspiração e orientação para uma vida saudável e equilibrada.
Diagnosticada com o transtorno aos 16 anos, Carol descreve a intensidade desta batalha. Ela relata que comia descontroladamente e trocava refeições por doces. Era uma desordem emocional e alimentar terrível, que acabava afetando profundamente sua autoestima.
Peixinho relata que amava comer compulsivamente, porém essa conduta lhe acarretava um rápido aumento de peso e resultava em retenção de líquidos. Como consequência, surgiam sentimentos de infelicidade e insatisfação. Para tentar minimizar esses problemas, Carol se submetia a dietas radicais com o objetivo de emagrecer. Ela enfatiza que experimentou todas as abordagens que possamos imaginar.
O que é compulsão alimentar?
O psiquiatra Flávio Henrique Nascimento, do Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH), destaca que as causas da compulsão alimentar são variadas, incluindo fatores biológicos, genéticos, psicológicos e ambientais. Transtornos de humor, depressão, estresse, histórico familiar e distorção de imagem também desempenham um papel nesse distúrbio complexo.
Carol compartilha que, apesar de possuir um bom relacionamento com os pais, determinadas emoções a afetaram profundamente, desencadeando sua compulsão alimentar. Ela destaca que os estudos, os relacionamentos afetivos, sua vaidade e até mesmo sua autocrítica foram fatores determinantes que a levaram a comer de maneira descontrolada.
Tratamento da compulsão alimentar
Para combater a compulsão, Carol tomou medidas proativas, buscando o auxílio de psicólogos, nutricionistas e educadores físicos. O psiquiatra Saulo Ciasca, da Clínica Sanar, em Brasília, enfatiza a importância de uma abordagem multidisciplinar.
Ele destaca que pacientes com compulsão alimentar devem procurar atendimento psicoterápico antes de considerar métodos radicais, como a cirurgia bariátrica. O acompanhamento psiquiátrico, quando necessário, auxilia no controle da compulsão e na identificação das causas fundamentais.
Atualmente, Carol vive uma realidade transformada. Livre do sentimento de culpa, ela adota um estilo de vida saudável, sem restrições extremas.
Ela enfatiza que a dieta é um modo de vida. Portanto, orienta a escolher o melhor estilo de vida para si. Ela reafirma que atualmente busca saúde, longevidade, energia e bem-estar consigo mesma.
Assim, cuidará com atenção do que consome, buscando equilíbrio e permitindo-se. Ela conclui enfatizando uma abordagem equilibrada, focando em escolhas conscientes de alimentação e incorporando atividades físicas em sua rotina.