6 Formas de Melhorar a Autoestima, Ter Mais Confiança, Mais Resultados e Sentir-se Melhor

Especialista:
atualizado em 11/03/2020

Se não podemos confundir a autoestima com o orgulho ou arrogância de se achar melhor do que os outros ou do que realmente é, também não podemos minimizar a importância da autoestima e a influência que ela tem em diversos aspectos da vida – inclusive em termos de boa forma e bons resultados com o treinamento.

No dicionário, encontramos a autoestima definida como a “qualidade de quem se valoriza, está satisfeito com seu modo de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física, expressando confiança em suas ações e opiniões”. Ou seja, autoestima não é sobre contar vantagem ou vangloriar-se, mas sim sobre aprender a gostar de si mesmo e a se respeitar, mesmo com as suas falhas e defeitos.

Ter uma autoestima saudável é benéfico porque faz com que a pessoa se sinta segura, ajuda a ter relacionamentos bons e saudáveis com os outros e a ser aberta para aprender e receber sugestões, o que é ótimo para ganhar novas habilidades e melhorar aquelas que já possui.

Além disso, uma pessoa com uma autoestima saudável é assertiva ao expressar suas necessidades e opiniões, confiante nas suas habilidades de tomar decisões, realista em relação às suas expectativas, mais resiliente e capaz para lidar com estresse e adversidades e tem menos chances de ser uma crítica exagerada de si mesma e das outras pessoas.

Mas como a automestima pode contribuir para que eu tenha bons resultados?

Em primeiro lugar, uma pessoa com autoestima saudável, ou seja, com uma visão realista e honesta, porém positiva de si mesma pode ter mais facilidade para lidar com aquele medo que pode surgir quando alguém pensa em começar a praticar exercícios físicos ou a seguir uma dieta balanceada para emagrecer e melhorar a saúde.

Estamos falando daquele receio de começar a frequentar a academia por ter medo do que os outros vão pensar ou por não estar tão em forma quanto aqueles que já malham lá há tempos. Ou das piadinhas ou implicâncias que poderá escutar ao começar uma dieta e da pressão para não recusar comidas cheias de gorduras ruins ou lotadas de açúcar e calorias, por exemplo, ao fazer uma refeição em grupo.

Quem tem uma autoestima saudável geralmente entende que respeitar e gostar do seu corpo envolve cuidar bem dele, o que inclui a prática de atividades físicas e a alimentação saudável, por isso a suposta opinião dos outros não importa tanto assim. Até porque, em muitos casos, as pessoas nem julgam tão mal quanto se imagina o início de uma mudança de estilo de vida – na verdade, essa é uma atitude bastante admirável.

Além disso, os donos de uma autoestima saudável são mais abertos a receber orientações em relação aos seus exercícios e à alimentação. Eles entendem que uma correção do educador físico ou do nutricionista não é um confronto ou julgamento pessoal e que o fato de estarem errando algo não significa que elas não tenham valor, apenas que ainda não dominam o treino e a dieta.

Assim, ao ouvir a recomendação, eles a colocam em prática e a enxergam como um estímulo para consertar, melhorar e ter resultados mais vantajosos e não como um indicativo de que não vai dar certo ou que devem desistir.

Da mesma forma, aqueles que possuem uma autoestima saudável confiam no que aprenderam e sabem quando dizer não e recusar opiniões bem-intencionadas, porém leigas e equivocadas, que poderiam atrapalhar os seus objetivos. Por outro lado, alguém com baixa autoestima poderia duvidar de si mesmo ou ouvir a essas opiniões para não desagradar o outro.

6 formas de melhorar a autoestima

1. Não se comparar com os outros

Comparar-se com os outros não é uma boa ideia porque costuma gerar infelicidade, fruto da impressão de que a vida ou o corpo das pessoas são muito melhores. Mas é necessário lembrar que o que as pessoas mostram é uma parcela filtrada de suas vidas, principalmente quando se trata de redes sociais. Além disso, o ato de se comparar com as outras pessoas é conhecido como um dos hábitos supostamente inofensivos que fazem mal ao cérebro.

Todas as pessoas passam por altos e baixos e enfrentam problemas e dificuldades em suas vidas e a maioria delas não costuma expor essas questões aos outros – e nem precisa, não é mesmo? Com isso, o que vemos (e o que mostramos) geralmente são o que há de bom na vida.

Por exemplo, quem posta uma foto de um dia bom de treino provavelmente também enfrenta dias em que não consegue treinar bem ou que nem dá conta de ir ao treino. Da mesma forma, quem posta foto de um prato super saudável também pode passar por momentos em que morre de vontade de comer um doce cheio de açúcar e até mesmo em que sucumbe a essa tentação.

Portanto, não dá para se martirizar por achar que todo mundo faz tudo direito e que você é o único que não consegue porque isso não é verdade. Foque-se em si mesmo e faça o melhor que puder para alcançar seus objetivos.

A comparação só é benéfica quando a pessoa se compara com ela mesma: comparar-se com quem ela era no passado e perceber toda a evolução que já teve em uma ou mais áreas certamente a deixará feliz e motivada para seguir em frente e alcançar novas conquistas.

2. Diminuir o tempo nas redes sociais

São elas que costumam dar origem a tantas comparações infrutíferas, uma vez que são nas redes sociais que as pessoas publicam relatos e imagens dos seus melhores momentos, que em muitos casos podem ser montados e não tão espontâneos quando aparentam ser.

Portanto, que tal cortar o mal pela raiz e diminuir o tempo que passa no Instagram ou Facebook? Não precisa sair das redes sociais de vez e nunca mais acessá-las – a ideia é apenas diminuir esse tempo e trocá-lo por coisas que te façam se sentir bem consigo mesmo.

Outra estratégia que pode ser bastante útil é deixar de seguir aqueles perfis que estimulam a comparação e que fazem com que você não se sinta bem consigo mesmo.

3. Entender que todos cometem erros

Uma coisa é certa: todas as pessoas cometem erros. Algumas podem ser melhores do que as outras em escondê-los, mas é fato que todos erram, não existe uma única pessoa no mundo que seja perfeita.

Portanto, caso cometa algum erro, não fique pensando no que outra pessoa faria e nem fique paralisado pela culpa. Da mesma forma, não se vitimize e nem se jogue para baixo. A receita é reconhecer o equívoco, aprender com ele para não repetí-lo novamente e seguir em frente com a sua vida e seus objetivos.

4. Fazer mais daquilo que te faz feliz

Reflita a respeito daquilo que te dá prazer no dia a dia. É conversar com um amigo, passar um tempo com a pessoa amada, brincar com os filhos, ler um livro, fazer trabalho voluntário, dar uma caminhada ou corrida ao ar livre, ouvir música, dançar, cantar ou assistir a um filminho ou série no final da noite? Então, arranje um tempinho para isso!

Por mais que as obrigações do dia a dia com trabalho, família e estudos sejam importantes e não possam deixar de ser realizadas, é importante parar durante alguns instantes para fazer aquilo que te dá felicidade.

Acha que não tem como conseguir tempo para isso? Então que tal pedir ajuda do marido, dos filhos mais velhos, dos pais, dos irmãos ou dos colegas de trabalho, delegar funções e, assim, poder aproveitar um tempo para cuidar de si mesmo?

5. Ser prestativo com as pessoas

É tudo uma questão de equilíbrio. Cuidar de si mesmo não significa deixar de se importar com o próximo e vice-versa. É aquela velha máxima: fazer o bem faz bem. Compartilhar algo de bom com as pessoas gera uma sensação muito gostosa: é aquela sensação de ser útil para alguém, de ajudar alguém a suprir uma necessidade. Isso também eleva a autoestima.

E não precisa ser algo tão grandioso. Atitudes como auxiliar uma criança a fazer a lição de casa, doar roupas e comida para uma pessoa necessitada, visitar os velhinhos no asilo, ajudar um cego a atravessar a rua ou indicar alguém para uma vaga de emprego já podem trazer essa ótima sensação.

6. Cercar-se de pessoas positivas

Querendo ou não, as pessoas que rodeiam uma pessoa e o que elas dizem a respeito dela influenciam a maneira como ela mesma se enxerga. Por isso, é importante cercar-se de pessoas positivas e bem-humoradas, que percebam e verbalizem o que há de bom em você, que torçam por você e vibrem com a sua felicidade.

Não estamos falando de ficar perto de pessoas bajuladoras, mas sim de valorizar a amizade daquelas que apesar de serem sinceras, preocupam-se em expressar as suas opiniões com amor e carinho, não usam palavras que colocam o outro para baixo ou não fazem críticas destrutivas e desnecessárias.

Tudo na vida tem o seu lado bom e o lado ruim e estar próximo de pessoas que conseguem olhar o lado positivo das coisas fará com que você se sinta melhor e seja contagiado por elas. Melhor ainda se essas pessoas gostarem de abraçar, pois um abraço faz muito bem à saúde.

A sua baixa autoestima faz com que você se sinta ansioso? Existem exercícios para a ansiedade e o nervosismo que podem ajudar. Além de experimentá-los, fique de olho na intensidade dos sintomas da sua ansiedade e procure o auxílio de um psicólogo caso eles persistem, demorem a passar e atrapalhem o seu dia a dia.

Com informações da Mayo Clinic, organização da área de serviços médicos e pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos.

Vídeo:

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Referências adicionais:

Você pretende seguir essas formas de melhorar a autoestima? Sente-se com a autoestima baixa frequentemente? Comente abaixo!

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