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Estrogênio Alto ou Baixo Demais – Sintomas, Causas e Dicas

Entenda por que o estrogênio é importante e o que significa apresentar estrogênio alto. Saiba também os sintomas e as principais causas de estrogênio alto ou baixo e veja várias dicas que você pode seguir para normalizar esses níveis e se manter saudável.

O estrogênio é um hormônio sexual presente em ambos os sexos. Ainda que o nível de estrogênio seja diferente em homens e mulheres, é importante que ele esteja presente em níveis adequados.

Desequilíbrios hormonais em qualquer pessoa podem ser um dos sintomas de tireoide alterada. Problemas na tireoide podem prejudicar todo a dinâmica do organismo e por isso é tão importante monitorar os níveis hormonais no corpo.

Como o estrogênio é muito mais presente nas mulheres, ele é chamado por alguns de hormônio feminino. Enquanto isso, a testosterona é conhecida como o hormônio masculino, mas mesmo nos homens níveis muito altos de testosterona podem causar alguns contratempos. Já altos níveis de estrogênio nos homens, por exemplo, podem causar ginecomastia ou aumento das mamas.

Não importa se você é homem ou mulher, aqui você vai encontrar valores de referência para saber se seus níveis atuais de estrogênio são apropriados para o seu sexo e para a sua idade e saber o que fazer se houver estrogênio alto ou baixo demais no organismo.

Estrogênio alto

Apresentar altos níveis de estrogênio pode causar sintomas desagradáveis e aumentar o risco de desenvolver alguns problemas de saúde.

Mas antes de entender como o estrogênio alto pode afetar a sua saúde, vamos entender o que é exatamente o estrogênio.

Estrogênio – o que é

O estrogênio é o principal hormônio sexual feminino, mas ele não é exclusividade das mulheres. Apesar delas terem níveis mais altos do hormônio, os homens também têm estrogênio, mas em quantidades muito menores.

Nas mulheres, o estrogênio é muito importante para o sistema reprodutivo e para o ciclo menstrual. Em conjunto com outro hormônio chamado de progesterona, o estrogênio ajuda a regular o ciclo menstrual e tem impacto em todo o sistema de reprodução feminino.

Veja também o que significam níveis altos ou baixos de progesterona no organismo.

Nos homens, apesar de a testosterona ser encontrada em maiores quantidades, o estrogênio também desempenha um papel relevante da função sexual.

Em ambos os sexos, níveis muito elevados de estrogênio podem ser prejudiciais para a saúde.

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Níveis de referência de estrogênio

Os níveis de estrogênio podem ser medidos através de um exame de sangue. O valor normal vai depender de muitos fatores incluindo a idade e o sexo.

Existem três formas de estrogênio no sangue que são o estradiol, o estriol e a estrona. O estradiol é a forma primária do estrogênio e, portanto, o mais importante a ser considerado no resultado do exame. Já o estriol e a estrona são formas secundárias do estrogênio, mas que também podem ser medidas.

Normalmente, esses níveis são medidos na unidade de picogramas por mililitro (pg / mL).

– Valores de referência para mulheres

Nas mulheres, os níveis de estrogênio mudam ao longo do ciclo menstrual e podem ser afetados pela gestação e lactação. As mulheres que não estão grávidas, por exemplo, apresentam níveis muito baixos de estriol.

Segundo os laboratórios da Mayo Clinic (referência em saúde nos EUA), os níveis de estradiol no sexo feminino considerados normais são:

  • Para crianças e adolescentes: até 350 pg /mL;
  • Para adultos: de 15 a 350 pg / mL;
  • Para adultos na pós-menopausa: menos de 10 pg / mL.

Já os níveis normais de estrona nas mulheres são:

  • Para crianças e adolescentes: até 200 pg / mL;
  • Para adultos: de 17 a 200 pg / mL;
  • Para adultos na pós-menopausa: de 7 a 40 pg / mL.

– Valores de referência para homens

Também de acordo com a Mayo Clinic, os níveis de estradiol normais para o sexo masculino são os seguintes:

  • Para crianças e adolescentes: até 40 pg / mL;
  • Para adultos: de 10 a 40 pg / mL.

Os níveis normais de estrona para os homens são:

  • Para crianças e adolescentes: até 60 pg / mL;
  • Para adultos: de 10 a 60 pg /mL.

Consequências do estrogênio baixo e do estrogênio alto

O estrogênio alto demais pode aumentar o risco de desenvolver diversos problemas de saúde, como por exemplo:

  • Coágulos de sangue;
  • Câncer de mama nas mulheres;
  • Câncer de ovário nas mulheres;
  • Acidente vascular encefálico;
  • Doenças da tireoide;
  • Ginecomastia nos homens;
  • Ataque cardíaco.

Alguns estudos indicam também que homens com estrogênio alto demais podem estar mais propensos à depressão. Uma pesquisa publicada em 2018 no periódico científico Psuchoneuroendocrinology mostrou uma relação entre níveis altos de estradiol (uma forma de estrogênio) e sintomas depressivos em homens jovens.

O estrogênio baixo nas mulheres pode causar alguns problemas como:

  • Infecções recorrentes no trato urinário;
  • Depressão;
  • Fraqueza óssea e maior risco de osteoporose;
  • Infertilidade;
  • Ausência de período menstrual;
  • Dificuldade para controlar o peso corporal.

Sintomas de estrogênio alto

Os sintomas de estrogênio alto são diferentes em homens e mulheres. Nas mulheres, os sintomas mais comuns são:

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  • Ciclos menstruais irregulares;
  • Fluxo menstrual intenso;
  • Sintomas intensos na tensão pré-menstrual (TPM);
  • Aumento de peso;
  • Manchas na pele.

Outros sintomas podem incluir ainda:

  • Inchaço;
  • Fadiga;
  • Perda de cabelo;
  • Dor de cabeça;
  • Mãos e pés frios;
  • Dificuldade para dormir;
  • Redução da libido;
  • Problemas com a memória;
  • Alterações de humor, ansiedade e depressão;
  • Sensibilidade ou inchaço nos seios;
  • Nódulos nas mamas benignos;
  • Miomas uterinos.

Nos homens, os sintomas são bem diferentes e têm mais a ver com a função sexual. Tais sintomas podem incluir:

  • Disfunção erétil;
  • Aumento das mamas (ginecomastia);
  • Infertilidade.

Sintomas de estrogênio baixo

O estrogênio baixo nos homens é normal e não costuma causar nenhum sintoma, mas nas mulheres, podem ser observados alguns sinais como:

  • Dor durante a relação sexual;
  • Períodos menstruais irregulares ou inexistentes;
  • Infertilidade;
  • Ondas de calor;
  • Depressão;
  • Recorrência de infecções no trato urinário.

Causas

Desequilíbrios hormonais como os altos níveis de estrogênio podem causar alterações em algumas funções do corpo. Tais desequilíbrios podem ter diversas causas. Veja a seguir quais são as principais causas de níveis altos ou baixos demais de estrogênio.

– Causas de estrogênio alto

O uso de determinados medicamentos pode aumentar os níveis de estrogênio. Exemplos de remédios que podem causar esse efeito são:

  • Contraceptivos hormonais;
  • Alguns antibióticos;
  • Fenotiazinas usadas para tratar alguns distúrbios mentais ou emocionais;
  • Certos remédios ou ervas naturais.
  • Terapia de reposição hormonal.

Além dos medicamentos, algumas condições de saúde podem elevar os níveis de estrogênio. Isso inclui problemas como:

  • Obesidade;
  • Doença hepática;
  • Tumores ovarianos.

– Causas de estrogênio baixo

Nos homens, níveis baixos de estrogênio são considerados normais e essa é a condição ideal para a saúde. No entanto, para as mulheres, níveis baixos de estrogênio podem causar grandes problemas.

Conforme a idade vai passando, é comum que os níveis de estrogênio nas mulheres sejam reduzidos, mas quando o hormônio começa a desaparecer antes da menopausa é preciso ligar o sinal de alerta.

Níveis baixos de estrogênio antes da menopausa podem indicar:

  • Distúrbios da tireoide;
  • Excesso de atividade física;
  • Insuficiência ovariana prematura;
  • Condições congênitas como a síndrome de Turner;
  • Efeito de quimioterápicos;
  • Hipófise de baixo funcionamento;
  • Peso inadequado, geralmente bem abaixo do ideal.

Dicas

Várias medidas podem ser adotadas para normalizar os níveis de estrogênio no sangue. O estrogênio baixo geralmente só é prejudicial para as mulheres.

Nesses casos, é importante se submeter a uma terapia de reposição hormonal que pode conter doses de estrogênio isolado ou em combinação com a progesterona.

Já no caso do estrogênio alto, alguns ajustes na alimentação, por exemplo, podem ajudar a reduzir a quantidade de estrogênio no organismo, tanto em homens quanto em mulheres.

Exemplos de alimentos que aumentam o estrogênio incluem:

  • Vegetais crucíferos como a couve e o brócolis;
  • Frutas vermelhas;
  • Sementes de linhaça e gergelim;
  • Grãos integrais;
  • Frutos secos;
  • Cogumelos;
  • Soja.

O uso de alguns medicamentos pode impedir a produção de estrogênio pelos ovários femininos. É o caso de remédios como a leuprolida e a goserelina. Outro tipo de remédio que pode ser prescrito são os inibidores da aromatase como o letrozol, o anastrozol e o exemestano, que atuam impedindo que a enzima aromatase converta hormônios andrógenos em estrogênio no organismo.

Mais dicas para reduzir o estrogênio

1. Perder algum peso

Se você é obeso, perder peso pode te ajudar a diminuir os níveis de estrogênio, pois as células adiposas acumuladas no corpo produzem estrogênio extra. Assim, a eliminação de gordura estocada no organismo pode diminuir os níveis de estrogênio.

2. Trocar ou ajustar a dose de medicamentos

Se o uso de medicamentos é o responsável pelo estrogênio alto, é possível ajustar a dose ou então optar por um tratamento alternativo. Suplementos também podem ajudar a equilibrar os níveis hormonais quando indicados por um médico.

3. Procurar orientação profissional

Seja qual for o motivo do seu desequilíbrio hormonal, é essencial procurar um médico se sintomas de estrogênio alto ou baixo forem notados.

Fontes e Referências adicionais:

Você já foi diagnosticado com estrogênio alto ou baixo demais? Algum tipo de tratamento foi recomendado pelo médico? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico - cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. É diretor médico do Instituto de Transplantes. Tem vasta experiência na área de Medicina, com ênfase em Transplante hepático, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia,e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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