Ginecomastia – Tratamento, cirurgia, grau e resultados

Especialista da área:
atualizado em 26/03/2021

A ginecomastia é um problema que pode atingir homens de todas as idades, e causa o aumento das mamas.

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Esse aumento do volume das glândulas mamárias é um problema que afeta de forma significativa a qualidade de vida da pessoa, e que deve ser tratado de forma correta, evitando assim o seu agravamento.

Mas, é importante lembrar que a ginecomastia não está diretamente associada ao câncer, ou seja, não aumenta o risco de desenvolvimento da doença.

E então, vamos entender o que é a ginecomastia, conhecer os sintomas e causas, além de saber quais tratamentos existem este problema.

O que é ginecomastia?

A ginecomastia, também chamada de hipertrofia mamária, encontra-se em 40% a 65% dos homens adultos, sendo caracterizada pelo aumento do tamanho da mama masculina.

Ela é considerada uma proliferação benigna bastante comum no tecido glandular, sendo causada principalmente pelo aumento da atividade do estrógeno que pode acontecer por:

  • Uso de medicamentos;
  • Doenças que afetem o equilíbrio hormonal;
  • Sem causa definida.

Em casos mais raros, a causa pode ser relacionada ao desenvolvimentos de alguns tipos de tumor.

Entretanto, as consequências da ginecomastia não são apenas físicas, pois o desenvolvimento das mamas pode ter impactos psicológicos, principalmente em garotos e homens jovens.

Causas da ginecomastia

Grande parte dos casos de crescimento da mama está relacionada a desequilíbrios hormonais, que podem levar à redução do hormônio masculino, a testosterona, e aumento do hormônio feminino, o estrogênio.

Assim, podemos dividir as causas em cinco grupos:

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  • Fisiológica: Ocorrem em praticamente qualquer idade, e não envolvem o aparecimento de doenças;
  • Induzida por medicamentos e drogas: Esse tipo de ginecomastia pode ser causada por anabolizantes, álcool e outras drogas e medicamentos, sendo os mais comuns os hormônios sintéticos, antipsicóticos, alguns antidepressivos e alguns medicamentos usados para o tratamento de doenças cardiovasculares;
  • Endócrinas: Nesses casos, os causadores principais são o hipogonadismo, defeitos nos receptores de testosterona e aumento da atividade da aromatase;
  • Doenças sistêmicas: As principais são a cirrose hepática e a insuficiência renal;
  • Câncer: Diversos tumores podem causar a ginecomastia, como os de testículo e o adrenal.

Veja também: Estrogênio engorda?

Níveis de gravidade

A ginecomastia é classificada em diferentes graus definidos, dependendo da gravidade, conforme visto abaixo:

  • Grau I: O aumento mais discreto do volume da mama, mais concentrado na região do mamilo;
  • Grau II: Nesses casos, o aumento é considerado moderado, não ficando restrita somente à região abaixo da aréola;
  • Grau III: é caracterizado por mamas grandes, acima de 500 gramas, e caídas. Aqui a ginecomastia é bastante aparente, difícil de disfarçar e já gera impactos psicológicos consideráveis para a pessoa.

Onde buscar ajuda?

O ideal é procurar ajuda médica, para que se possa diagnosticar corretamente a causa do problema e iniciar o tratamento.

Então, iremos agora listar os especialistas que comumente diagnosticam e tratam o problema:

  • Mastologista;
  • Clínico geral;
  • Urologista;
  • Endocrinologista;
  • Psiquiatra (no caso de ginecomastia causada por medicamentos psiquiátricos).

E, para crianças e adolescentes, o ideal é que sejam examinados por um pediatra ou um hebiatra.

Como é feito o diagnóstico?

Inicialmente o médico fará um exame físico, para avaliar o aspecto da mama e identificar se há ou não a presença de nódulos.

Após essa primeira avaliação, podem ser pedidos outros exames, como ultrassonografia, e de sangue, para verificar as taxas hormonais.

Como tratar a ginecomastia?

De acordo com especialistas do Hospital Sírio Libanês, os casos leves, quando acometem meninos entre 10 e 16 anos costumam ser temporários e reversíveis, e não precisam de tratamento, apenas observação.

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Já para casos mais severos, pode-se utilizar tanto medicamentos quando técnicas cirúrgicas, para casos mais graves.

Assim, podemos separar os medicamentos nos seguintes grupos:

  • Andrógenos: Esses medicamentos são usados quando é identificada a diminuição dos níveis de hormônio masculino, São eles a testosterona, a di-hidrotestosterona e o danazol;
  • Anti-estrógenos: Essa classe de medicamentos bloqueia a ação do estrogênio. São eles o clomifeno, o tamoxifeno e o raloxifeno;
  • Inibidores da aromatase: Esses medicamentos agem impedindo a conversão da testosterona em estrogênio.

Além disso, deve-se tratar a causa da ginecomastia, para evitar que o problema volte. Então, pode ser necessário o envolvimento de outros especialistas no tratamento do problema, a depender da sua causa.

Vídeo de antes e depois da cirurgia

Veja alguns exemplos de antes e depois da cirurgia.

Fontes e referências adicionais
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Sobre Marcela Gottschald

Marcela Gottschald é Farmacêutica Clinica - CRF-BA 8022. Graduada em farmácia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2013. Residência em Saúde mental pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Experiência em pediatria e nefrologia, com ênfase em unidade de terapia intensiva. Ela faz parte da equipe de redatores do MundoBoaForma.

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