Luvox

Fluvoxamina Engorda ou Emagrece?

A Fluvoxamina, que é comercializada com o nome de Luvox, é um medicamento que pode ser utilizado no tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Ele é encontrado em embalagens contendo 8, 15 e 30 comprimidos revestidos de 50 mg ou 15, 30 e 60 comprimidos revestidos de 100 mg.

A sua venda é permitida somente mediante a apresentação de receita médica. Seu uso é via oral e o remédio pode ser utilizado por adultos e crianças a partir de oito anos de idade. Entretanto, para as crianças, a indicação refere-se somente aos casos de TOC, conforme informou a bula do medicamento disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fluvoxamina engorda ou emagrece? 

Para responder a essa pergunta, consultamos a bula de Luvox disponibilizada pela Anvisa. E o que o documento nos informa é que é possível afirmar que Fluvoxamina engorda como também podemos dizer que Fluvoxamina emagrece.

Isso porque na categoria dos efeitos colaterais comuns, ou seja, que acontecem entre um e 10 casos a cada 100 pacientes tratados com o remédio, aparece a anorexia (falta de apetite), uma reação que indica que a Fluvocamina emagrece. Além disso, a perda de peso é listada como uma das reações adversas de frequência não conhecida que podem ocorrer durante o tratamento.

A anorexia é um distúrbio alimentar em que há uma diminuição grave do peso, acima do que é considerado saudável. A doença faz com que a pessoa se enxergue como alguém acima do peso mesmo quando seu peso está abaixo do ideal e pode levar até mesmo ao óbito.

Portanto, nada de usar a substância com a intenção de emagrecer. Trata-se de um medicamento que traz riscos, não somente pelo risco da anorexia (que já é bem grave!), mas por conta de uma série de outras reações adversas, como você poderá ver no tópico a seguir.

Além disso, a automedicação, em que o usuário desconhece a dosagem adequada para o seu organismo, pode potencializar esses riscos. Como se não bastasse, a própria descontinuação abrupta por parte de um usuário que resolveu tomar o remédio por conta própria durante certo tempo para emagrecer e não tem a orientação de um médico, traz o risco de reações de abstinência.

Entre os problemas que essa descontinuação podem causar, estão: vertigem, distúrbios sensoriais, distúrbios do sono, agitação, irritabilidade, confusão, instabilidade emocional, dor de cabeça, náusea, vômito, ansiedade, sudorese, palpitação, tremor e ansiedade.

Assim, se você quer perder peso, não coloque a sua vida em risco. Procure um médico e um nutricionista para encontrar uma dieta adequada para a sua saúde e que promova o seu emagrecimento e pratique exercícios físicos com regularidade, que ajudam a maximizar a queima de calorias.

Até porque, conforme a própria bula do medicamento, também pode-se afirmar que Fluvoxamina engorda, já que o aumento de peso também aparece como um dos possíveis efeitos colaterais do medicamento, ainda que esteja na categoria das reações com frequência não conhecida.

Imagine só, colocar a sua saúde em grave risco por conta de um medicamento perigoso para promover o emagrecimento, sendo que ainda existe a possibilidade de que ele engorde? Não vale nada a pena.

Outros efeitos colaterais 

O remédio também pode trazer os seguintes efeitos colaterais:

  • Agitação;
  • Nervosismo;
  • Ansiedade;
  • Insônia;
  • Sonolência;
  • Tremor;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Vertigem;
  • Palpitação/taquicardia;
  • Dor abdominal;
  • Prisão de ventre;
  • Diarreia;
  • Boca seca;
  • Dor de estômago;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Fraqueza;
  • Transpiração intensa;
  • Indisposição;
  • Alucinação;
  • Confusão;
  • Agressão;
  • Movimentos involuntários;
  • Movimentos musculares desordenados;
  • Hipotensão ortostática (queda de pressão ao levantar-se);
  • Reação alérgica cutânea;
  • Erupção cutânea;
  • Coceira;
  • Dor nas articulações;
  • Dor nos músculos;
  • Ejaculação retardada;
  • Mania;
  • Convulsão;
  • Alteração do funcionamento do fígado;
  • Reações de fotossensibilidade;
  • Produção espontânea de leite;
  • Secreção inapropriada do hormônio antidiurético;
  • Baixos níveis plasmáticos de sódio;
  • Pensamentos e comportamentos suicidas;
  • Inquietação psicomotora;
  • Parestesia (formigamento ou outra sensação incomum);
  • Aumento do nível de prolactina (hormônio do leite humano);
  • Alteração no paladar;
  • Glaucoma;
  • Hemorragia;
  • Síndrome serotoninérgica (aumento da serotonina);
  • Síndrome neuroléptica maligna (desordem neurológica);
  • Midríase (dilatação da pupila);
  • Fratura óssea;
  • Problemas urinários;
  • Dificuldade de obter orgasmo;
  • Alterações menstruais;
  • Síndrome de descontinuação do medicamento, inclusive a síndrome neonatal de descontinuação do medicamento.

Ao experimentar um ou mais dos efeitos colaterais associados ao medicamento ou outros tipos de reações adversas durante o tratamento, informe o seu médico imediatamente para saber como proceder.

Contraindicações de Fluvoxamina 

Luvox ou Fluvoxamina não pode ser utilizada por pessoas que sofram com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes de sua fórmula, por pacientes diagnosticados com depressão que tenham menos de 18 anos de idade e crianças menores de oito anos que tenham TOC.

O remédio não pode ser ingerido ao mesmo tempo com alguns medicamentos como os inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), portanto, informe ao seu médico sobre o uso de qualquer outro tipo de remédio que você esteja usando ao receber a prescrição da Fluvoxamina. Assim, ele poderá determinar se existe risco de interação entre ela e o medicamento em questão.

Pacientes com histórico de pensamentos ou tentativas de suicídio, com alterações no fígado ou nos rins, com epilepsia controlada, com diabetes, que façam uso de remédios que afetam a função plaquetária, que são idosos, crianças ou adolescente, submetem-se à terapia eletroconvulsiva e que têm mania ou hipomania exigem cuidados especiais por parte de seus médicos durante o tratamento com Luvox.

O medicamento não deve ser usado durante a gestação, a não ser que haja a necessidade do tratamento por conta da condição clínica da mulher, tendo em vista que a substância pode afetar negativamente o bebê no terceiro trimestre de gestação e exigir hospitalização prolongada do recém-nascido.

Entre os problemas que o neném pode enfrentar, estão: dificuldade para respirar e/ou alimentar-se, convulsões, instabilidade de temperatura, diminuição da concentração de açúcar no sangue, tremores, alteração do tônus muscular, agitação, cianose (descoloração azul da pele, unhas e mucosas), irritabilidade, letargia, sonolência, vômito, dificuldade para dormir e choro constante.

A Fluvoxamina também pode ser excretada através do leite materno. Por conta disso, a sua utilização por parte de mulheres que estejam amamentando também exige cuidados e atenção especiais por parte do médico. A bula completa de Luvox/Fluvoxamina você confere aqui.

Você conhece alguém que tenha tomado e afirme que o medicamento Fluvoxamina engorda ou emagrece? Tem receio de utilizar por conta desses prováveis efeitos colaterais? Comente abaixo.

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)



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