Hipoglicemia Reativa – O Que é, Sintomas, Dieta e Dicas

O aumento do consumo de carboidratos refinados por grande parte da população vem aumentando também os índices de excesso de peso, de quadros de obesidade, além de ser um fator crítico para o crescimento dos índices de problemas de saúde, entre eles a diabetes.

A alimentação adequada e rica em nutrientes pode ser um dos passos mais importantes para se ter uma vida completa e saudável.

Entre os muitos problemas que podem ser causados pelo alto consumo de carboidratos refinados e também pela ingestão de açúcar está a hipoglicemia reativa.

Conheça abaixo o que é a hipoglicemia reativa, saiba quais são os principais sintomas e como realizar o diagnóstico e o tratamento para este problema.

O que são os carboidratos e o que é glicemia?

Os carboidratos têm como principal função fornecer energia para as células do nosso corpo. Durante o processo digestivo, os carboidratos são convertidos em glicose pelo fígado e o pâncreas produz um hormônio chamado insulina para transportar a glicose que entrará na corrente sanguínea para dentro das células, podendo, assim, ser corretamente utilizada como fonte de energia.

Quando este carboidrato é convertido em glicose e esta não é utilizada imediatamente, ele pode ser estocado em forma de glicogênio, dentro do fígado e dos músculos. No entanto, o excesso de glicose será transformado em gordura para que possa ser armazenada no tecido adiposo e ser utilizada como fonte de energia, caso seja necessário.

A glicemia é o nome dado à concentração de glicose na corrente sanguínea, basicamente alterada pela ingestão de carboidratos. Quando aumentamos de forma considerável a ingestão de alimentos contendo carboidratos, a glicemia aumenta rapidamente. Já na ausência deste nutriente, a glicemia diminui, podendo gerar um quadro de hipoglicemia.

Os carboidratos considerados saudáveis para o consumo são aqueles que possuem um índice glicêmico baixo, ou seja, são carboidratos que entram de forma lenta na corrente sanguínea e, desta forma, auxiliam no controle da glicemia do sangue, evitando os picos de entrada e saída da glicose.

Quando há uma ingestão grande de alimentos contendo carboidratos de alto índice glicêmico, a glicose entra de forma rápida no sangue e o pâncreas precisa liberar maiores quantidades de insulina. Quando a glicose é retirada da corrente sanguínea, a taxa de glicemia diminui bastante.

O que é a hipoglicemia reativa?

Os alimentos ricos em carboidratos refinados possuem alto índice glicêmico e estimulam a liberação rápida da insulina na corrente sanguínea. Estudos mostram que o consumo exagerado de alimentos ricos em carboidratos refinados e em açúcar podem causar doenças como a diabetes, problemas cardiovasculares e podem desencadear os quadros de obesidade.

A hipoglicemia ocorre quando os níveis de açúcar no sangue estão muito baixos, podendo ser um quadro relacionado à diabetes. Nos casos de hipoglicemia não diabética, as taxas baixas de açúcar podem ocorrer devido à rápida queda da glicose após algumas horas depois de uma refeição, que é o caso da hipoglicemia reativa, ou pode acontecer em função de alguma doença.

A hipoglicemia reativa, também chamada de hipoglicemia funcional, vem aumentando de forma considerável no mundo. No Brasil, é possível se verificar um aumento considerável da hipoglicemia funcional na classe média e na classe alta. Alguns pacientes dizem não conseguir viver sem a ingestão de açúcar e assumem a compulsão por doces e alimentos açucarados.

Em recente pesquisa, foi identificado que cerca de 50% da população norte-americana já teve alguma manifestação hipoglicêmica.

A hipoglicemia reativa é um termo que identifica episódios recorrentes de hipoglicemia, ocorrendo após a ingestão de uma refeição rica em carboidratos refinados ou de glicose. Normalmente, este tipo de hipoglicemia se manifesta em períodos de crise para o organismo, como em períodos de jejum prolongado, podendo também ser desencadeada pela ingestão inadequada de carboidratos refinados.

Os principais sintomas deste tipo de hipoglicemia são a vontade excessiva de comer doces, fraqueza, tontura, vertigens, falta de energia, palpitações, ansiedade, apatia, nervosismo, tremores, dores de cabeça durante o período de sono, irritabilidade, inquietação, impaciência, confusão mental, sudorese, instabilidade emocional sem motivo aparente, sonolência, redução da capacidade de memória e de concentração, dores musculares, quadros de depressão, medo, hipersensibilidade, entre muitos outros.

Como é realizado o diagnóstico da hipoglicemia reativa?

O diagnóstico para o problema pode ser realizado de forma tardia, já que os sintomas podem também estar relacionados a outras doenças. Muitas vezes o diagnóstico pode, inclusive, ser equivocado, acreditando-se que se trata de uma doença como a depressão ou síndrome do pânico, devido à enorme semelhança dos sintomas com a hipoglicemia funcional. Neste caso, portanto, é muito importante que se faça uma avaliação completa para que não seja realizado um tratamento errado para o problema.

Para que seja realizado o diagnóstico de forma correta, deve-se buscar a ajuda de um médico que, através de um exame de curva glicêmica prolongada, poderá avaliar a queda glicêmica na corrente sanguínea. O quadro de hipoglicemia reativa é identificado quando há uma queda igual ou superior a 20% em relação ao valor inicial.

Quando ingerimos carboidratos refinados, estes passam rapidamente pelo duodeno, estimulando a produção de insulina pelo pâncreas. Nos pacientes com hipoglicemia funcional, a produção de insulina é exagerada e, após duas a cinco horas, ocorre um quadro de hipoglicemia. Com algumas mudanças simples na dieta é possível se realizar o controle do problema.

Outras podem ser as causas para a hipoglicemia reativa, dentre elas os quadros de pré-diabetes (onde a produção de insulina já está prejudicada), problemas de má alimentação, ficar muitas horas em jejum, algumas doenças hormonais como a síndrome de dumping, intolerância à frutose, sensibilidade à leucina, casos de alactosemia, assim como o uso de alguns medicamentos para o controle de diabetes, que podem gerar um quadro de hipoglicemia quando utilizados de forma incorreta.

A hipoglicemia também é bastante comum em praticantes de atividades físicas, principalmente após horas de exercícios que podem vir a gerar um consumo acelerado da glicose no sangue, reduzindo de forma rápida a glicemia. Nestes casos, o controle da dieta e a realização de uma refeição pré-treino completa e adequada é fundamental para evitar o problema.

Como realizar o tratamento para a hipoglicemia reativa?

Para ajudar no tratamento e no controle deste tipo de hipoglicemia, algumas dicas são importantes. A primeira questão é que o paciente com hipoglicemia funcional deve ter uma dieta controlada. Uma dieta saudável inclui a redução da ingestão de carboidratos refinados e de alimentos que tenham alto índice glicêmico.

Deve-se evitar o consumo de doces, geleias, do açúcar branco, chocolates, arroz branco, cereais açucarados, pão francês, pão de forma branco, bolos e massas feitos com farinha branca, salgados, biscoitos, sucos concentrados, refrigerantes, bebidas alcoólicas, achocolatados, entre muitos outros alimentos.

Recomenda-se, também, o aumento do consumo de carboidratos saudáveis e de alimentos que tenham baixo índice glicêmico. Pode-se incluir alimentos ricos em fibras que ajudam no controle da liberação da insulina pelo pâncreas, entre eles os legumes e verduras (brócolis, couve-flor, batata-doce, tomate, ervilhas, repolho, couve, espinafre), as frutas (mamão, banana, morango, laranja, maçã, pera, ameixa, amora, kiwi), feijões, ervilhas, lentilhas, iogurtes sem açúcar, queijo branco, pão integral, arroz integral, entre muitos outros.

Com a redução da quantidade de carboidratos refinados ingeridos, há menor estímulo à produção de insulina, ajudando na manutenção das taxas de glicemia na corrente sanguínea. Recomenda-se o aumento da ingestão de alimentos como frutas, legumes e hortaliças, grãos e cereais integrais, além do aumento da ingestão de fontes de proteínas saudáveis, como as carnes, peixes, aves, entre outros.

Outra dica importante é a realização de uma refeição a cada 3 ou 4 horas, evitando que haja uma queda muito considerável da glicemia no sangue e auxiliando no controle das taxas de açúcar. Também é importante que o paciente reduza a ingestão de bebidas contendo álcool ou cafeína. O uso de suplementos à base de fibras também é um grande auxiliar no controle das taxas de glicemia no sangue.

Conclusão

A hipoglicemia reativa pode ser causada pelo consumo elevado de açúcar e de carboidratos refinados, podendo ser facilmente tratado com pequenas alterações na alimentação. É importante que se busque o rápido diagnóstico do problema, tanto para a verificação das possíveis causas quanto para o adequado tratamento, evitando-se o agravamento do problema.

Referências adicionais:

Você já tinha ouvido falar na condição chamada hipoglicemia reativa? Já percebeu esses sintomas em si mesmo ou alguma pessoa conhecida? Comente abaixo!

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5 comentários em “Hipoglicemia Reativa – O Que é, Sintomas, Dieta e Dicas”

  1. desde criança que eu sentia suor excessivo fome exagerada tontura fraqueza sonolência e não sabia o que era mas quando eu vi pela primeira vez eu disse e isso que eu sinto e continuo sentido

  2. NÃO SÓ OUVI COMO ESTOU TENDO HIPOGLICEMIA REATIVA, AOS POUCOS VENHO ME ALIMENTANDO COM DIETAS RECOMENDADAS E ESTA DANDO CERTO, MAS AGUARDO RESULTADO DE EXAMES PARA FECHAR ALGUM DIAGNOSTICO.

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