Milium na pele: o que é, sintomas e como tirar

Especialista da área:
atualizado em 30/05/2022

O milium é um cisto esbranquiçado ou amarelado, de alguns milímetros, que surge na pele. Ele é muito comum em bebês recém-nascidos, mas pode se manifestar em qualquer idade, por diferentes causas.  

Normalmente, o milium aparece na região do rosto, principalmente no nariz, na testa, na bochecha, nas pálpebras e atrás da orelha. Mas, também pode surgir no pescoço, nas mãos, nas costas, no couro cabeludo, no céu da boca e na região genital. 

  Continua Depois da Publicidade  

Raramente, o milium precisa ser removido da pele, pois tende a desaparecer naturalmente em alguns dias ou semanas. Além disso, praticamente não causa sintomas, no máximo, uma leve coceira. 

Caso haja suspeita de que o milium seja algum outro tipo de problema de pele, por exemplo, uma alergia, recomenda-se consultar um médico ou médica dermatologista, que examinará o pequeno cisto e saberá como conduzir o tratamento mais apropriado. 

Veja o que é milium na pele, as possíveis causas de sua formação, os principais tipos, os sintomas e como tirar. 

O que é milium na pele?

Milium
Imagem: via UOL

O milium é um pequeno cisto de coloração branca, que costuma se formar na pele dos bebês, especialmente recém-nascidos. Idosos também podem apresentar milium na pele de qualquer parte do corpo, sendo mais comum no rosto. 

Esses cistos, também chamados de milium sebáceo ou mília, são pequenas bolsas com queratina em seu interior, uma proteína que forma a epiderme, a camada mais externa da pele. 

  Continua Depois da Publicidade  

Quando essas células que são próprias da superfície se proliferam em camadas mais internas da pele, que é a derme, ocorre a formação do milium. 

Causas da formação do milium

Nos adultos, a formação do milium parece estar associada à ação dos raios ultravioletas nas células da pele. 

Provavelmente, a radiação provoque uma degeneração das fibras e das células produtoras de queratina, levando ao confinamento da proteína nessas pequenas bolsas, que são os milium.

O milium também pode se formar após traumas na pele, como consequência de machucados, queimaduras ou de doenças que formam bolhas na pele, como líquen plano.

Algumas substâncias presentes em pomadas, cremes e maquiagens, como a hidroquinona, corticoide, petróleo e lanolina, também podem favorecer o aparecimento de milium em pessoas com maior tendência à oleosidade na pele e que sofrem mais com a obstrução dos poros.  

Em bebês recém-nascidos, o aparecimento do milium está associado às ondas de calor sobre a pele sensível e ainda imatura do bebê, que podem acontecer no verão ou em episódios de febre.

  Continua Depois da Publicidade  

Tipos de milium

No geral, os milium são bem parecidos, mas são classificados diferentemente, de acordo com a causa e com a localização dos cistos na pele: 

  • Milium primário e neonatal: o milium primário é diretamente formado pelo aprisionamento de queratina em pequenos cistos abaixo da camada mais externa da pele, na base de um folículo piloso ou glândula sudorípara. Nos bebês, o milium primário é muito comum, sendo chamado de milium neonatal. Ele surge na pele de cerca de 50% dos bebês recém-nascidos, que ainda não têm suas glândulas sudoríparas completamente desenvolvidas.
  • Milium secundário ou traumático: aquele que ocorre mais em adultos, geralmente no rosto, como consequência de algum processo que bloqueou os ductos que se abrem na superfície da pele. Esses processos obstrutivos podem ocorrer por causas genéticas, pelo excesso de oleosidade da pele, pelo uso de pomadas e cremes oclusivos ou após o uso prolongado de corticoides tópicos. No caso do milium secundário por causas traumáticas, a formação dos cistos decorre de processos de cicatrização de uma lesão, queimadura ou bolhas na pele.
  • Milium juvenil: associado a algumas doenças genéticas, como a síndrome de Gardner e a síndrome do carcinoma basocelular nevóide. 
  • Milium em placa: é formado pela junção de vários milium próximos e ocorre, normalmente, atrás das orelhas, na pálpebra, em torno da bochecha e da mandíbula. Este tipo tende a provocar coceira.  

Sintomas do milium na pele

O primeiro sintoma do milium é a formação de pequenas bolinhas na pele, que têm entre 1 e 3 mm. Essas bolinhas podem ser transparentes ou um pouco amareladas, parecidas com pequenas espinhas. 

Dentro do milium, há queratina, que fica sob a forma de um líquido gelatinoso. 

Como tirar o milium da pele

Filtro solar
A correta aplicação de filtro solar na pele ajudar a tratar o milium

O médico ou médica dermatologista pode remover o milium da pele com agulhas apropriadas e devidamente esterilizadas. 

É importante que você não tente espremer o milium, muito menos utilizar objetos pontiagudos para estourá-lo. Esses procedimentos realizados sem o preparo e assepsia adequados podem machucar a pele e provocar cicatrizes, infecção e inflamação. 

Em casa, o aconselhável é que você mantenha uma rotina diária de limpeza de pele e use filtro solar. Além de prevenir a formação de novos milium, essas medidas ajudam a melhorar o aspecto da pele, com a renovação celular. Confira como fazer uma rotina de skincare (cuidados com a pele) em casa.  

  Continua Depois da Publicidade  

A limpeza de pele também pode ser feita em clínicas de estética, que realizam uma limpeza mais profunda da pele, capaz de remover os milium. O peeling químico com ácido retinoico é capaz de remover os milium mais superficiais da pele. Este ácido é utilizado com o objetivo de promover a regressão natural dos milium já formados e a prevenir a formação de novos milium, principalmente naquelas pessoas que enfrentam esse problema com frequência.

Se o milium estiver infeccionado, pode ser necessário utilizar uma pomada antibiótica, como o Nebacetin mas, em geral, os milium não infeccionam.

No caso dos bebês, não é necessário nenhum tipo de tratamento, pois os milium desaparecem naturalmente, em alguns dias. 

Fontes e referências adicionais

Você ou seu bebê já teve milium na pele? Você fez algo para tirá-lo da pele? O quê? Comente abaixo!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (1 votos, média 5,00)
Loading...
Sobre Dra. Alessandra Drummond

Dra. Alessandra Drummond é médica dermatologista, graduada em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pós graduada em dermatologia no Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay. Felowship no Hospital Arcispedale Santa Maria Nueva, Reggio Emília, Itália. Para mais informações, entre em contato com ela no seu site.

Deixe um comentário