Novo Coronavírus Também Pode Provocar Sintomas na Pele

Especialista:
atualizado em 24/04/2020

Já faz um tempo que o novo coronavírus está ativo e causando estragos em todo o mundo. Portanto, a essa altura você já deve saber que a lista de sintomas mais comuns da COVID-19, a doença causada pelo vírus, inclui tosse seca, febre, dificuldade para respirar e cansaço. Além disso, os problemas digestivos e estomacais também podem ser sintomas do novo coronavírus.

As manifestações cutâneas (na pele) da COVID-19 não tinham sido amplamente discutidas até que relatos iniciais na Itália e na Tailândia apontaram que erupções cutâneas também podem ser outro sintoma da doença provocada pelo novo coronavírus, conforme informou a Cleveland Clinic, centro médico acadêmico americano.

A médica dermatologista da Cleveland Clinic, Sarah Young, disse não ter certeza de que isso é amplamente conhecido fora da comunidade da dermatologia e que mesmo na literatura dermatológica ainda estão apenas começando a ser vistos relatos do tipo.

De acordo com o centro médico acadêmico americano, enquanto parece que alguns pacientes realmente apresentam sintomas na pele, ainda não existe um tipo conhecido de erupção especificamente associada à COVID-19.

Manifestações da doença na pele podem ser variadas

Segundo a Cleveland Clinic, um artigo científico de março de 2020 produzido por dermatologistas que trabalharam com pacientes com COVID-19 na Itália relatou que entre um grupo de 88 pacientes com diagnóstico confirmado do novo coronavírus, 20% das pessoas desenvolveu sintomas na pele.

Desses 20%, pouco menos da metade apresentou erupção no início da doença, enquanto pouco mais da metade experimentou o sintoma depois da hospitalização. A manifestação mais comum foi a chamada erupção eritematosa, uma erupção vermelha irregular.

Alguns poucos desenvolveram a urticária, que é uma lesão com manchas ou placas vermelhas e coceira na pele, enquanto um pacientou apresentou bolhas similares às da catapora. A região mais comum onde os sintomas na pele foram observados foi o tronco.

O centro médico acadêmico americano mencionou outro estudo, desta vez de maio de 2020, em que médicos da Tailândia relataram que um paciente com COVID-19 apresentou petéquia (vasos sanguíneos partidos), uma erupção comum em quadros de dengue. Inicialmente, o paciente em questão foi erroneamente diagnosticado com dengue.

A dermatologista da Cleveland Clinic também apontou que mais recentemente surgiram relatos de pacientes com COVID-19 que manifestaram livedo reticular, uma condição que faz com que a pele ganhe uma aparência manchada e arroxeada e pode ser indicativo de oclusão (fechamento) de vasos sanguíneos próximos à pele.

“É muito variado o que nós estamos vendo e as erupções relatadas podem ser vistas em uma variedade de outras doenças”, afirmou a especialista, relatando a dificuldade de associar uma erupção na pele ao novo coronavírus.

Outro questionamento que os dermatologistas esperam conseguir responder é se a presença de uma erupção na pele ou se o tipo de erupção cutânea manisfestada pode servir como indício do curso ou da severidade da doença, acrescentou a Cleveland Clinic.

Os sintomas de pele não podem ser ignorados

Para o centro médico acadêmico americano, os médicos precisam estar conscientes de que uma erupção pode ser sintoma do COVID-19 e saber que as manifestações na pele, ao lado de outros sinais clínicos, podem ser usadas para sustentar um diagnóstico ou ser um dos fatores levados em consideração na hora de tomar uma decisão a respeito da recomendação ou não de que o paciente faça o exame do novo coronavírus.

A organização também defende que os médicos devem estar cientes do potencial de diagnóstico incorreto, em virtude da variedade de erupções cutâneas relatadas em pacientes com COVID-19.

De acordo com a dermatologista da Cleveland Clinic, os profissionais de saúde devem tratar os sintomas de erupção na pele conforme a necessidade para manter o paciente confortável e esperar que as condições na pele decorrentes do novo coronavírus devam se resolver juntamente com a resolução da doença em si.

O que fazer ao apresentar sintomas na pele?

Se por um lado os relatos acima indicam que o novo coronavírus pode provocar sintomas na pele, por outro, uma manifestação na pele não é garantia de que alguém tenha contraído a COVID-19.

Antes de se desesperar, é necessário ter calma e prestar atenção se não aparecem outros sintomas associados à doença. Além da tosse seca, febre, dificuldade para respirar e cansaço mencionados previamente, o novo coronavírus também pode provocar dores no corpo, mal-estar em geral, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta, dor no peito e diarreia.

A recomendação é que as pessoas com febre, tosse e dificuldade para respirar devem procurar o atendimento médico imediato e seguir todas as recomendações médicas, além de obedecer o isolamento ou quarentena indicado caso não precise ser hospitalizado.

Enquanto isso, vale muito a pena obedecer a regra do distanciamento social, permanecendo o máximo de tempo possível em casa e saindo somente em casos de extrema urgência.

Quando for imprenscindível sair, a regra é usar as máscaras de pano indicadas pelo Ministério da Saúde (que devem ser trocadas a cada duas horas) e manter dois metros de distância para outras pessoas. Aproveite para conhecer como evitar o contágio quando precisar sair de casa.

Vale lembrar que o distanciamento social é recomendado até mesmo para as pessoas assintomáticas, uma vez que é possível ter sido contaminado e não apresentar sintomas e ter tido contato com infectados que não manifestaram os sintomas da doença. Enquanto fica em casa, também é importante aprender como se manter ativo durante o surto do novo coronavírus.

Fontes e Referências Adicionais:

Você conhece alguém que já contraiu o novo coronavírus? Essa pessoa apresentou sintomas na pele também? Comente abaixo!

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