Peixe é Remoso?

Especialista:
atualizado em 09/04/2020

Confira se o peixe é remoso ou se não há com o que se preocupar em relação a inflamações e alergias ao consumir esta proteína na dieta.

Muita gente não deixa passar a oportunidade de saborear um bom prato com peixe. Pode ser assado, frito, grelhado ou em receitas de hambúrgueres, patês, tortas, caldos ou saladas, fato é que o alimento conquista o o paladar de muita gente.

Aproveite para conhecer algumas receitas de peixe assado no forno light e outras receitas de salada de peixe light para incrementar sua dieta e saborear essa deliciosa fonte de proteína.

Mas será que precisamos nos preocupar se o peixe pode fazer mal para a saúde de alguma forma? Você já ouviu falar que o peixe é remoso? Será que isso tem alguma base?

Mas antes, o que são alimentos remosos?

Quando queremos saber se o peixe é remoso, precisamos entender o que são alimentos remosos, não é mesmo?

Pois bem, a expressão remoso significa “capaz de prejudicar a saúde, que faz mal à saúde, especialmente ao sangue […]”. O termo ainda pode sofrer uma pequena variação e ser chamado de reimoso.

O termo remoso não se trata de uma classificação científica, mas é uma expressão antiga, associada à sabedoria popular, que também pode definir os alimentos que podem provocar inflamação na pele, em decorrência de uma reação alérgica.

Chama-se popularmente de reima algo que pode ser considerado um alergênico e que causa reações como coceira, diarreia e intoxicações mais sérias em algumas pessoas.

Os alimentos remosos ou reimosos também são conhecidos pela alcunha de “alimentos carregados” e explicou que essas comidas costumam apresentar quantidades elevadas de proteína e gordura animal. Os alimentos remosos ou reimosos também podem interferir no processo de cicatrização.

E então, será que o peixe é remoso?

Você sabia que é possível sofrer com uma alergia ao peixe? De acordo com o Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia (ACAAI, sigla em inglês), ao contrário de outras alergias que se manifestam em bebês e crianças pequenas, os adultos também devem ficar atentos aos sintomas de alergia alimentar ao peixe, que pode aparecer especificamente na idade adulta.

Segundo a organização, os sintomas da condição podem ser de nível leve a severo e incluem:

  • Urticária – lesão na pele com manchas ou placas vermelhas que causa coceira;
  • Erupção cutânea;
  • Náusea;
  • Cólicas estomacais;
  • Indigestão;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Nariz entupido ou escorrendo;
  • Espirros;
  • Asma;
  • Dores de cabeça;
  • Anafilaxia – trata-se de uma emergência médica potencialmente fatal, que pode fazer com que o corpo entre o choque e envolver sintomas como perda de consciência, queda na pressão, dificuldade grave em respirar, erupção cutânea, vertigem, náusea, vômito e pulso rápido e fraco.

Se você experimentar qualquer um dos sintomas descritos acima ou ainda qualquer outro sinal de reação alérgica depois que comer algum tipo de peixe, procure imediatamente o auxílio médico, mesmo que o problema em questão não aparente se grave.

Isso é fundamental para confirmar se realmente sofre com a alergia ao peixe ou não, receber o tratamento adequado e saber como proceder para evitar ter uma nova reação do tipo. 

A questão da contaminação por metais pesados

Ao analisar se peixe é remoso, não devemos deixar de alertar que os peixes e os frutos do mar podem ser contaminados com metais pesados como cobre, mercúrio, chumbo, arsênio e cádmio.

Segundo nutricionistas, a ingestão frequente de alimentos contaminados com essas substâncias pode sobrecarregar o trabalho do fígado e atrapalhar o funcionamento equilibrado do organismo.

O mercúrio é um dos integrantes do grupo que merece a nossa atenção, por ser o principal dos metais pesados presentes na água e o que possui maior grau de toxicidade.

Os níveis de mercúrio em cada peixe variam conforme o tipo, o tamanho, o habitat, a alimentação e a idade do animal.

Os peixes predatórios, que comem outros peixes e se encontram no topo da cadeia alimentar, têm tendência de conter mais mercúrio. Neste sentido, quanto maior e mais velho o peixe for, mais mercúrio é provável que ele tenha.

Os efeitos do acúmulo de mercúrio no organismo incluem alterações no sistema nervoso central como delírios, alucinações e pensamentos suicidas, baixa na imunidade e alterações renais.

Essa ingestão exagerada pode estar associada a algumas doenças degenerativas. A lista de peixes que devem ser evitados traz: cação, tucunaré, pescada branca, tainha, cavala, garoupa e arenque.

Por conta do risco de carregar mercúrio e outras toxinas, a Food and Drug Administration (Administração de Medicamentos e Alimentos – agência reguladora e fiscalizadora da área de saúde dos Estados Unidos, FDA, sigla em inglês) recomenda que crianças pequenas, mulheres em idade de engravidar e mulheres que amamentam evitem peixe-batata (tilefish/malacanthidae), espadarte (peixe-espada), tubarão e cavala-verdadeira (king mackerel).

Jennings também alertou que essas pessoas devem limitar a sua ingestão de peixe albacora (albacore) e atum albacora a uma porção semanal do tamanho de um palmo ou menos.

Embora outros peixes menores não deixem de conter mercúrio, eles apresentam a substância em menor quantidade, devendo ser consumidos de maneira equilibrada na dieta.

O mercúrio e a gravidez

As gestantes precisam tomar um cuidado especial para não acumularem mercúrio no corpo: especialistas alertam que a ingestão de muito mercúrio pode causar danos ao sistema nervoso do bebê que se encontra em desenvolvimento.

Portanto, se você está grávida, consulte o seu médico para saber quais peixes deve deixar de lado, quais pode consumir e qual a quantidade e frequência máxima na qual eles podem ser ingeridos.

Ao comprar um peixe ou comer o alimento em um restaurante, certifique-se de que se trata de um produto de boa procedência, que obedece às regras sanitárias e está livre de contaminações.

Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar que peixe é remoso? Consome com frequência em sua dieta? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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