Síndrome de Burnout – O que é, sintomas e como tratar

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atualizado em 14/10/2020

O estresse no trabalho é normal, mas em excesso pode contribuir para a síndrome de Burnout. Fique sabendo o que é essa síndrome, quais os sintomas e como tratar a condição.

O esgotamento mental é um sério problema de saúde mental. De fato, pessoas com estafa mental se sentem exaustos, sobrecarregados e incapazes de lidar com os desafios do dia a dia.

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Certamente, os desafios atuais relacionados à pandemia que estamos vivendo também contribuem para o esgotamento mental. Por isso, confira nossas dicas para preservar a sua saúde mental durante a quarentena.

De fato, toda essa pressão consigo mesmo pode causar um sofrimento emocional muito grande. Além disso, a saúde física pode ser afetada.

Por isso, entenda melhor sobre os sintomas da síndrome de Burnout e saiba o que fazer para tratar e prevenir essa doença.

Síndrome de Burnout – O que é

A síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional é um distúrbio psíquico que traz prejuízos significativos em várias áreas da vida.

Trata-se de uma reação intensa de estresse em relação ao trabalho. Aliás, o problema é crônico ou prolongado e causa um esgotamento físico e mental.

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De acordo com um estudo publicado em 2016 na revista World Psychiatry, os sinais mais claros da síndrome incluem:

  • Sensação de incapacidade no trabalho;
  • Relação de ódio ou aversão ao trabalho;
  • Exaustão crônica relacionada ou não ao excesso de trabalho.

De fato, a síndrome de Burnout é uma doença ocupacional que precisa de tratamento. Do contrário, a condição pode evoluir para um quadro grave de depressão profunda.

Saiba então como reconhecer os sintomas de cansaço mental e físico relacionados à síndrome.

Sintomas

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A síndrome de Burnout pode gerar um estado de alerta constante que é muito cansativo e estressante.

Os sintomas são um misto de sintomas físicos e emocionais que precisam ser considerados em conjunto. Só para exemplificar, alguns dos sinais físicos mais comuns são:

  • Cansaço excessivo;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Insônia;
  • Dor de estômago e problemas gastrointestinais.
  • Alterações no apetite;
  • Dores musculares;
  • Suor excessivo;
  • Mudança nos batimentos cardíacos.

Por outro lado, os sintomas relacionados ao esgotamento mental e emocional podem incluir:

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  • Dificuldade de concentração;
  • Baixa autoestima;
  • Lapsos de memória;
  • Redução no desempenho profissional e visão negativa em relação ao trabalho;
  • Procrastinação;
  • Negatividade e mudanças no humor;
  • Perda de motivação;
  • Isolamento social;
  • Sensação de derrota, desesperança, fracasso e insegurança;
  • Crise de ansiedade.

Causas e fatores de risco da síndrome de Burnout

Certamente, todos enfrentam situações de estresse no trabalho. Mas a forma de lidar com o estresse e a ansiedade faz toda a diferença.

De fato, é uma combinação de fatores internos e externos que aumenta o risco de Burnout.

Conforme dados de uma pesquisa de 2019 da revista Psychoneuroendocrinology, além da estafa profissional, certos fatores do estilo de vida podem elevar os níveis de estresse e aumentar o risco de síndrome de Burnout.

Esses fatores são traços de personalidade e padrões de pensamento como o perfeccionismo e o pessimismo, por exemplo.

Aliás, aquela pessoa que é workaholic também é mais propensa a desenvolver a doença. Outros fatores de risco são:

  • Profissões que lidam com muita pressão como médicos, policiais e bombeiros, por exemplo;
  • Fatores genéticos;
  • Histórico pessoal ou familiar de depressão ou outros problemas mentais;
  • Jornada dupla.

Além disso, as principais causas de Burnout são:

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  • Pressão para cumprir as tarefas em pouco tempo;
  • Falta de comunicação com a equipe ou com o superior;
  • Pouca clareza em relação as suas funções no trabalho;
  • Falta de reconhecimento no trabalho;
  • Ambiente caótico ou de muita pressão;
  • Nível alto de exigência no trabalho;
  • Sensação de falta de controle sobre o trabalho;
  • Carga de trabalho incontrolável que causa sensação de desespero;
  • Tratamento inadequado ou injusto no trabalho.

Como tratar

Antes de mais nada, é importante fechar o diagnóstico com o auxílio de um psiquiatra ou de um psicólogo já que os sintomas podem ser parecidos com os de uma depressão, por exemplo.

A depender da gravidade, é possível tratar o Burnout com algumas mudanças no ambiente de trabalho e com a psicoterapia.

Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar o uso de remédios ansiolíticos ou antidepressivos para ajudar a lidar melhor com o estresse crônico e a ansiedade excessiva.

Além disso, mudanças de hábitos que ajudem a gerenciar o estresse são ótimas para o tratamento, como por exemplo:

  1. Adotar uma dieta saudável;
  2. Procurar fazer exercícios físicos regularmente;
  3. Cultivar bons hábitos de sono;
  4. Ter uma vida social ativa;
  5. Conversar com o seu supervisor sobre como melhorar o ambiente e a carga de trabalho.

Aliás, é altamente recomendável tirar umas férias ou uma licença do trabalho para espairecer e focar no seu tratamento por um tempo.

Certamente, é preciso ter paciência já que o tratamento leva um tempo para surtir efeito. O resultado só é visto depois de um a três meses de tratamento.

Por isso, seguir as orientações médicas é essencial para que o tratamento seja eficaz.

Prevenindo a síndrome de Burnout

Assim, se você acha que está muito desgastado ou estressado, desacelere um pouco.

Certamente, nem sempre podemos evitar um problema de saúde. No entanto, é possível adotar estratégias que ajudam na prevenção.

Algumas dicas são:

  1. Ser mais sociável no trabalho e cultivar relacionamentos saudáveis;
  2. Evitar ficar muito tempo perto de colegas de trabalho pessimistas ou tóxicos;
  3. Não deixar de lado as atividades de lazer;
  4. Aprender a lidar melhor com o estresse do dia a dia;
  5. Conversar sobre o que você está sentindo;
  6. Procurar novas ou velhas amizades fora do ambiente de trabalho para descontrair;
  7. Alimentar-se bem;
  8. Fugir da rotina de vez em quando;
  9. Fazer pausas no trabalho;
  10. Dormir bem;
  11. Praticar atividades que sejam relaxantes para você;
  12. Definir objetivos para a sua vida pessoal e profissional;
  13. Evitar o uso de álcool e fumo, por exemplo;
  14. Fazer parte de um grupo comunitário ou de uma causa em que você acredita.

Por fim, se mesmo fazendo ajustes e buscando tratamento você notar que o seu trabalho não está te fazendo bem, talvez seja interessante buscar uma nova atividade.

De fato, procurar um trabalho com o qual você se identifique ou que tenha um ambiente de menos pressão pode te fazer mais feliz e contribuir muito com a sua saúde mental.

Fontes e Referências Adicionais

Você já se sentiu esgotado no trabalho? Pretende seguir alguma dica para ter uma vida profissional mais leve afinal? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Rafael Ferreira

Dr. Rafael Ferreira de Moraes é Psiquiatria - CRM 52.98866-9. Formou-se em Medicina pela Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy em 2013. Pós-graduado em Psiquiatria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde atuou nos atendimentos ambulatoriais da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e Casa de Medicina da PUC-Rio. Para mais informações, entre em contato com ele em sua conta oficial no Instagram (@rafafmoraes)

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