7 consequências ruins do sedentarismo para a saúde

Especialista da área:
atualizado em 01/10/2021

O estilo de vida sedentário pode trazer muitos efeitos negativos para a saúde, principalmente para o coração. 

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O sedentarismo não se resume apenas ao fato de não praticar atividades físicas, mas sim à falta de movimentação corporal durante o dia, que pode se dar como parte do próprio trabalho, esporte, lazer, transporte (caminhada, bicicleta), dança e atividades caseiras como limpeza e jardinagem. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 70% da população mundial é sedentária, o que é um número alarmante, e até 5 milhões de mortes no mundo poderiam ser evitadas apenas pela adoção de um estilo de vida mais ativo.

Uma pessoa sedentária pode sentir fraqueza, cansaço excessivo, dor nas articulações além de apresentar acúmulo de gordura corporal, aumento de peso e distúrbios do sono, como ronco e apnéia.

De fato, a tecnologia e as facilidades da vida moderna são fatores que estimulam o sedentarismo. Mas é preciso lutar contra essa onda e se movimentar ao longo do dia se você quer preservar sua energia, massa muscular e saúde geral. 

Consequências do sedentarismo

Hoje em dia, muitas pessoas não precisam nem se deslocar até o trabalho devido ao home office. Isso economiza muito tempo que seria gasto com o deslocamento, mas pode contribuir para um estilo de vida pouco saudável. Veja a seguir os principais impactos ruins do sedentarismo. 

1. Obesidade

excesso de peso

O comportamento sedentário reduz o gasto calórico, o que pode contribuir para o aumento dos casos de obesidade.

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Além disso, ter longos períodos de inatividade física pode deixar o metabolismo mais lento e interferir na capacidade do corpo de regular os níveis de açúcar no sangue e de promover a queima de gordura.

2. Diabetes tipo 2

Pessoas que se movimentam pouco têm maior chance de desenvolver resistência à insulina, o que dificulta o controle da glicose sanguínea, e aumenta o risco de desenvolver a diabetes tipo 2. Além disso, o sedentarismo também é responsável pelo aparecimento de outras doenças crônicas, como hipertensão, certos tipos de câncer, osteoporose e depressão. 

3. Problemas cardíacos

Doenças cardíacas também vêm se tornando cada vez mais comuns em pessoas com hábitos sedentários. 

O sedentarismo faz com que o bombeamento de sangue pelo coração fique menos eficaz. Além disso, não se exercitar pode contribuir para o aumento da pressão arterial. Tudo isso pode causar cansaço excessivo, dificuldade para respirar e complicações cardiovasculares ao longo do tempo.

4. Problemas ósseos e perda muscular

A falta de movimento pode enfraquecer os ossos e articulações, o que eleva o risco de doenças como a osteoporose e a artrite. A redução da flexibilidade e a perda de massa muscular também são evidentes.

5. Prejuízo ao sono

O prejuízo ao sono é outra consequência ruim do sedentarismo. De fato, o sedentarismo leva ao excesso de peso que, por sua vez, pode dificultar a passagem de ar pelas vias aéreas durante o sono. Além do ronco durante a noite, uma pessoa nessas condições pode desenvolver apneia do sono e ter um sono de baixa qualidade.

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6. Depressão e ansiedade

homem deprimido

O sedentarismo pode prejudicar o bem-estar mental. Está comprovado que o exercício físico regular é muito importante para a saúde mental.

De acordo com um estudo publicado em 2015 na revista British Journal of Sports Medicine, o comportamento sedentário está relacionado a um risco mais alto de desenvolver depressão.

Em um outro estudo, este com duração de 11 anos, conduzido pelo instituto australiano Black Dog, especializado em saúde mental, feito com 34 mil adultos, constatou que o sedentarismo tem relação direta com o desenvolvimento de distúrbios psicológicos.

A falta da prática de atividades físicas foi relacionado a um risco 44% maior de apresentar a depressão, e o estudo mostrou que a simples prática de 1 hora de atividade física por semana foi responsável por prevenir em 12% os quadros dessa doença. 

No Brasil, estudos conduzidos pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre comprovaram os benefícios da atividade física no combate à depressão.

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7. Risco de mortalidade precoce

O sedentarismo pode aumentar o risco de morte precoce, seja por conta de doenças cardíacas ou outros problemas de saúde relacionados ao estilo de vida sedentário.

O que fazer para evitar o sedentarismo

subir escadas

Alguns cientistas acreditam que o sedentarismo pode aumentar o risco de desenvolver alguns tipos de câncer. Além disso, eles afirmam que seguir um estilo de vida sedentário pode ser tão ruim para a saúde quanto fumar cigarro, por exemplo. Por isso, encontrar formas de diminuir o sedentarismo no seu dia a dia é tão importante.

Além de praticar a auto-observação e evitar os hábitos sedentários, as seguintes dicas práticas podem ajudar:

  • Se movimente ao longo do dia, fazendo pausas durante o trabalho para levantar e tomar uma água, por exemplo. Aproveite para conhecer alguns exercícios laborais;
  • Faça exercícios físicos, ao menos uma caminhada, por pelo menos 30 minutos por dia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática de 150 a 300 minutos de exercícios por semana para adultos, e em média 60 minutos ao dia para crianças;
  • Ande pela casa ou pelo escritório enquanto atende ligações no celular;
  • Fique em pé no transporte público ao invés de se sentar;
  • Use as escadas do prédio no lugar de um elevador;
  • Faça pequenas tarefas domésticas simples ao longo do dia, que demandem a movimentação corporal.

Fazer um check up com um médico de sua confiança também é importante para verificar como está o seu estado de saúde. Isso também é útil para ajudar a determinar o melhor programa de atividades físicas para você.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é preciso se matricular na academia para deixar de ser sedentário. É possível começar com caminhadas curtas e pausas regulares durante o dia, seja dando uma volta pela casa ou subindo alguns degraus. Pequenas mudanças na rotina são capazes de melhorar muito a qualidade de vida e de reduzir o risco de várias doenças.

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Fontes e referências adicionais

Você se movimenta bastante no dia a dia ou precisa prestar mais atenção para não se render ao sedentarismo? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Ana Detoie

Dra. Ana Detoie é nutricionista graduada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduada em Nutrição Funcional pela VP Centro de Nutrição Funcional, pós-graduada em Nutrição Esportiva Funcional pela VP, Coaching de Mindfulness & Mindful Eating. Para mais informações, entre em contato com ela no seu Instagram.

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